PDT recua e já não fala mais em expulsão de Tabata e dos outros sete dissidentes

Tabata Amaral

Tabata é pré-candidata à prefeitura de São Paulo no ano que vem

Renato Onofre
Estadão

Apesar de ter anunciado a intenção de expulsar quem votou a favor da reforma da Previdência, líderes do PDT já discutem penas alternativas contra a deputada Tabata Amaral (SP) e os outros sete deputados que apoiaram as mudanças nas regras da aposentadoria.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, admitiu o recuo a aliados em conversas informais feitas após a votação e na manhã desta quinta-feira. Os dirigentes do PDT avaliam, contudo, que é necessário a abertura de um processo disciplinar “para dar exemplo”, mas que a expulsão da sigla não seria de interesse da legenda.

ADVERTÊNCIA – Um grupo ligado a Lupi quer uma advertência pública aos parlamentares infiéis. Na Câmara, os deputados que votaram contra a reforma pedem que os infiéis percam “espaço político” na Casa e na legenda. O principal alvo da bancada é a deputada Tabata Amaral. Os parlamentares querem ela fora da vice-liderança da legenda e das comissões, como Educação.

O presidente do PDT afirmou nesta quinta-feira, 11, que o partido também vai reavaliar a possibilidade de lançar Tabata à prefeitura de São Paulo no ano que vem. Quarta mais votada nas últimas eleições, a deputada era uma das principais apostas do partido no ano que vem. “Claro que o partido em São Paulo vai reavaliar tudo isso”, afirmou Lupi pela manhã no Rio.

Para dirigentes pedetistas ouvidos pelo Estado, a posição pública de Tabata antes da votação – que chegou a fazer vídeo nas redes sociais explicando seu voto – incentivou outros dissidentes. Lupi e o líder do partido na Câmara, André Figueiredo (CE), avaliaram a aliados que a posição da parlamentar foi usada para justificar debandada na hora da votação. O partido tentava, ao menos, convencer os favoráveis a proposta a se absterem na hora da votação. 

UM PRÊMIO – “A expulsão seria um prêmio”, afirmou um dirigente ao Estado. Além de Tabata, outros sete pedetistas votaram a favor do texto-base da reforma: Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO) e Subtenente Gonzaga (MG).

Os dirigentes avaliam que a expulsão não garantiria o mandato ao partido, impactando na representação da legenda na Câmara e sua participação no fundo partidário. A avaliação é que há entendimento no Tribunal Superior Eleitoral garantindo o parlamentar o mandato em caso de expulsão da agremiação.

Renato Onofre
Estadão

Apesar de ter anunciado a intenção de expulsar quem votou a favor da reforma da Previdência, líderes do PDT já discutem penas alternativas contra a deputada Tabata Amaral (SP) e os outros sete deputados que apoiaram as mudanças nas regras da aposentadoria.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, admitiu o recuo a aliados em conversas informais feitas após a votação e na manhã desta quinta-feira. Os dirigentes do PDT avaliam, contudo, que é necessário a abertura de um processo disciplinar “para dar exemplo”, mas que a expulsão da sigla não seria de interesse da legenda.

ADVERTÊNCIA – Um grupo ligado a Lupi quer uma advertência pública aos parlamentares infiéis. Na Câmara, os deputados que votaram contra a reforma pedem que os infiéis percam “espaço político” na Casa e na legenda. O principal alvo da bancada é a deputada Tabata Amaral. Os parlamentares querem ela fora da vice-liderança da legenda e das comissões, como Educação.

O presidente do PDT afirmou nesta quinta-feira, 11, que o partido também vai reavaliar a possibilidade de lançar Tabata à prefeitura de São Paulo no ano que vem. Quarta mais votada nas últimas eleições, a deputada era uma das principais apostas do partido no ano que vem. “Claro que o partido em São Paulo vai reavaliar tudo isso”, afirmou Lupi pela manhã no Rio.

Para dirigentes pedetistas ouvidos pelo Estado, a posição pública de Tabata antes da votação – que chegou a fazer vídeo nas redes sociais explicando seu voto – incentivou outros dissidentes. Lupi e o líder do partido na Câmara, André Figueiredo (CE), avaliaram a aliados que a posição da parlamentar foi usada para justificar debandada na hora da votação. O partido tentava, ao menos, convencer os favoráveis a proposta a se absterem na hora da votação. 

UM PRÊMIO – “A expulsão seria um prêmio”, afirmou um dirigente ao Estado. Além de Tabata, outros sete pedetistas votaram a favor do texto-base da reforma: Alex Santana (BA), Flávio Nogueira (PI), Gil Cutrim (MA), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO) e Subtenente Gonzaga (MG).

Os dirigentes avaliam que a expulsão não garantiria o mandato ao partido, impactando na representação da legenda na Câmara e sua participação no fundo partidário. A avaliação é que há entendimento no Tribunal Superior Eleitoral garantindo o parlamentar o mandato em caso de expulsão da agremiação.

19 thoughts on “PDT recua e já não fala mais em expulsão de Tabata e dos outros sete dissidentes

  1. Pensei no comentário antes de ler o seu Mario Jr.
    É exatamente isto. A começar pelo sr Lupi, todos “esquecem/esqueceram” o estatuto e a ideologia do partido. Se existe “cães infiéis” a trair o partido e o Brasil; não são os que votaram na reforma.
    Respeitando democraticamente a decisão de cada um; não consigo entender como votar contra a reforma e garantir proventos para os aposentados no sistema vigente e os próximos a se aposentarem.

  2. E mais que proventos para aposentados; $ para investimento em infra estrutura, saúde, educação, segurança, desenvolvimento de tecnologia, gerando condições de criação de vagas de trabalho e etc.
    O que seria saudável se o partido exigisse as outras reformas que se fazem necessárias; para sermos competitivos globalmente; pois, não dá mais para pensar em desvinculação com o mundo e sim; propiciar condições do povo brasileiro ser competitivo internacionalmente.

  3. 1) Partido da Trollagem…

    2) Na gíria da internet “trollar” é fazer brincadeira, gozação que hoje chamam de zoação.

    3) Estadista Brizola deve estar surpreso lá em cima no Céu, sorvendo chimarrão “espiritual” com Jango e Vargas.

  4. Veja na Veja, seu editor, o artigo sobre os padres pedófilos. É de dar arrepio até em porco espinho – os caras abusavam de meninos!
    E ainda tem gente que fica esfuziante com o fato de o Rodrigo Maia atribuir o sucesso da Previdência á providència divina! (um bonequinho da pequenina Virgem Maria de Aparecida). Tamos perdidos e mal pagos.

    • Não tenho religião e nem me preocupo se Deus existe ou não.

      Crimes existem em qualquer instituição religiosa, esportiva ou governamental.

      Essa de combater uma religião pelos crimes de alguns é coisa de outra muito pior ,um religião política conhecida como a socialista-comunista. Esta sim, como a nacional-socialista e a social-fascista não cometem crimes, são o próprio crime contra a humanidade. Além de matar milhões, um de seus papas, Mao Tsé Tung, foi um dos maiores pedófilos do planeta.

      • Mas hj vc está arretado, hein ? Este argumento ” …essa de combater uma religião pelos crimes de alguns é coisa de outra muito pior…”, teu, vale tb para os partidos, que são apenas siglas, mas vc aproveitou para malhar o PDT, só por causa do Lupi e cia., que, à evidência, não tem autoridade moral para expulsar a Tabata e, se teimar, pode até perder o partido para ela.

  5. E o PDT expulsaria sete deputados? Oh, e o fundo eleitoral? Na verdade, os sete deputados deveriam era mudar de partido em resposta ao Lupi. E, o Coroné vai fazer o quê? Candidatar-se novamente a presidente?

    • O “Coroné” está fora. Na próxima, se existir próxima, ele, se tiver um mínimo de juízo, virá quando muito na Vice do HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro, o HoMeM do Borogodó, caso a Tabata não aceite a Vice, para fazer picadinho da escória bolsonariana 171 e seus laranjais.

  6. Só restou ao PDT recuar! Do contrário seria obrigado a expulsar os parlamentares, e o partido ficaria muito pior do que já é.

    Como partido o PDT de hoje já é um lixo! Tornou-se quase um reles serviçal da quadrilha lulopetista, a quem tudo dá amém!

    Imaginem só o quanto seria patético se ele expulsasse de uma vez esses parlamentares!

  7. O PDT teve a falta de sorte de Brizola ter na última reunião da Executiva eleito Lupi como segundo vice presidente. Lupi ligou-se a Brizola em 1979 quando Brizola voltou do exílio. Passou 25 anos como secretário do partido. Com a morte de Brizola assumiu a presidência. Perguntamos uma vez a Brizola qual o papel de Lupi no partido: Resposta: Lupi é nosso executivo. Brizola sabia que Lupi não era desonesto, mas ideologicamente não sabia nada da história do partido. Quando foi convidado por Lula para assumir o Ministério do Trabalho encontrei-o na portaria do partido e lhe disse: Tudo bem, agora és ministro, mas és muito ingênuo para lidar com essa gente. Resposta: Você é um radical, Lula me trata muito bem. “Sofreu uns respingos, mas não fuçou fundo na lama”. Existe muito exagero, mas ninguém está errado.

  8. Essa raça ruim é de loucos, mas eles não rasgam dinheiro. A participação nos fundos partidário e eleitoral não estão correlacionados com o número de deputados? Parece que perceberam a tempo. Depois do barulho que fizeram, esses deputados deveriam tomar vergonha e sair.

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