Pela segunda vez, assisto “Tropa de Elite 2”. Não resisto, escrevo novamente. Não esquecer: o filme foi feito entre 2007 e 2009, todo cabralzinho.

Helio Fernandes

Como arte e técnica, “Tropa de Elite 1” é melhor. Mas como denúncia, libelo, inclusive acusação frontal ao governador Sergio Cabral, “Tropa de Elite 2” é insuperável. Foi produzido no estilo de um clássico do diretor Alberto Latuada (“Processo Contra a Cidade”, em italiano, ou “A Cidade se Defende”, no título em português). Um filme de 56, se não me engano, acusação arrasadora contra a Camorra de Nápoles. Envolvimento policial e judicial.

“Tropa de Elite 2” segue o mesmo caminho e o mesmo destino. Acusa totalmente o governador Sergio Cabral de estar no centro da corrupção, inclusive policial, através das nomeações para a Secretaria e órgãos de segurança. O ator André Mattos tem  um desempenho fantástico como o deputado e apresentador de televisão corrupto, que promove o banditismo, fingindo defender a Polícia e a sociedade.

Em entrevista à Folha de São Paulo, André Mattos afirma que se inspirou totalmente num deputado. Admirável a atuação. Se o filme tivesse estreado antes do primeiro turno, cairia a margem de vitória de Cabral sobre Gabeira. As seqüências em que se verificam as acusações ao governador, são aplaudidas intensamente durante as sessões.

Roubos, assassinatos, corrupção, principalmente oficial. Tudo junto. Fraga, deputado honesto, que denuncia as milícias (é Marcelo Freixo, reeleito com mais de 100mil votos), que não esconde ninguém).

O filme é todo voltado para a acusação a cabralzinho, é sempre “senhor governador, o senhor não vê coisa alguma?”. E como foi feito da posse até quase o final de cabralzinho, não consigo entender: por que o governador não processa José Padilha? Só há uma constatação: medo da repercussão.

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PS – O silêncio de Cabralzinho deixa de ser mistério para se envolver numa verdadeira confissão.

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