Pequenas Histórias

Carlos Chagas

Neste final de ano sombrio, eivado de pessimismo, com a inflação em alta e o desenvolvimento em queda, vale contribuir para a melhoria do humor geral com algumas historinhas que, se o leitor estiver disposto, poderá tirar lições capazes de inflar seu ânimo. Além da oportunidade para cada um estabelecer paralelos com a realidade.

SINAL DOS TEMPOS

Houve tempo em que o Zezinho e o Juquinha costumavam pular o muro do quintal da dona Maria para roubar goiabas. Já tinham a desculpa preparada, caso fossem flagrados pela velha senhora: “falamos que foram os comunistas!” O tempo passou, os menininhos cresceram e o comunismo saiu pelo ralo, mas como as goiabas continuam suculentas, a moda mudou. A criançada agora começa a dizer que a culpa pelo roubo das goiabas é dos empreiteiros.

“E SE EXISTIR?”

Voltaire passou mais de oitenta anos em luta contra a Igreja, negando a existência de Deus. Perto de morrer um Padre entrou no seu quarto tentando convencê-lo a receber os últimos sacramentos. “Em nome de quem o senhor se apresenta?” “De Deus” – respondeu o abade, para ficar sem resposta ao ouvir a réplica: “mostre a procuração!”

Mesmo assim, nos seus últimos momentos, Voltaire admitiu reconciliar-se com o sacerdote, pedindo para se confessar. Seus amigos, os filósofos, espantaram-se e pediram uma explicação. Sem perder a malícia, atalhou: “Continuo não acreditando, mas se por hipótese Ele existir mesmo, melhor será garantir-me…”

“SOU O CHEFE DELE!”

Vencedor de El Alamein, conquistador da Alemanha, Bernard Montgomery era um poço de vaidade. Terminada a II Guerra, os jornalistas indagaram a causa de seu sucesso e ele respondeu: “É porque eu não bebo, não fumo, não jogo e não prevarico!” Winston Churchill, ainda primeiro-ministro, irritou-se, convocou os repórteres e firmou: “Eu bebo, fumo, jogo, prevarico e sou o chefe dele…”

“AQUILO QUE NÃO ME PODES DAR”

Alexandre havia derrotado os gregos e instalara-se em Atenas para gozar sua popularidade e preparar-se para invadir a Ásia, de onde nunca mais voltou, apesar de havê-la conquistado. Sabendo que no porto do Pireu morava dentro de um barril o mais sábio dos cidadãos, quis conhecê-lo. Espantado com a pobreza de Diógenes e entusiasmado com seus ensinamentos, postou-se diante dele e ofereceu riqueza, palácios, honrarias e poder. Resposta: “Majestade, não me tires aquilo que não me podes dar.”

Acontece que Alexandre estava entre Diógenes e o sol…

8 thoughts on “Pequenas Histórias

  1. Num país que tem um Jô Soares, Chico Buarque, beto & boff, caetano, veríssimo e outros do tipo como intelectuais, a vontade de Lobão de ir para Miami não é uma má ideia.

  2. Quem é o maior culpado desse tipo de corrupção: o que exige propina para dar a obra ou o que aceita dar a propina para executar a obra?
    O funcionário da estatal que está oferecendo a obra, exige propina da empreiteira,
    que se não aceitar dar a propina fica eliminada e, alguma outra empreiteira vai aceitar a chantagem, (dá ou desce). Empreiteiras vivem de executar obras. Embora as duas partes sejam culpadas por esse tipo de corrupção, o que exigiu a propina e o que aceitou dar, mas o maior responsável é aquele que exigiu a propina, sem essa exigência, as empreiteiras teriam que participar da concorrência, venceria a que oferecesse melhor especificação e preço.

  3. A frase acima: “Se o comunismo acabar, quem é que vai levar a culpa?”, do Sr. Jô Soares é ridícula, imoral, e mostra a imensa ignorância histórica deste falso intelectual, metido a conhecedor. A realidade dos fatos mostra que o socialismo-comunismo foi a maior tragédia do século XX, deixando milhões de órfãos e viúvas.
    A aritmética macabra do comunismo assim se classifica por ordem de grandeza -China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil).
    O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana -Lênin, Stálin e Mao Tse-tung. Lênin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século -1825 a 1917- executaram 3.747 pessoas, Lênin superou esse recorde em apenas quatro meses após a revolução de outubro de 1917. Alguns líderes do Terceiro Mundo figuram com distinção nessa galeria de assassinos. Em termos de percentagem da população, o campeão absoluto foi Pol Pot, que exterminou em 3,5 anos um quarto da população do Camboja. Fidel Castro, por sua vez, é o campeão absoluto da “exclusão social”, pois 2,2 milhões de pessoas, equivalentes a 20% da população da ilha, tiveram de fugir. Juntamente com o Vietnã, Fidel criou uma nova espécie de refugiado, o “boat people” -ou seja, os “balseros”, milhares dos quais naufragaram, engordando os tubarões do Caribe. A vasta maioria dos países comunistas é culpada dos três crimes definidos no artigo 6º do Estatuto de Nuremberg: crimes contra a paz, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

    • Pois é, a coisa, quero dizer o gordo, não tem conhecimento de nada real e, até por isso, se acha na condição de dizer asneiras.
      E não é que há pouco ele disse que se Dilma for apeada do poder será um desastre para o Brasil.
      Pasme, ele falou sério.

  4. Chagas, estás envelhecendo mais rápido do que devias. Perder tempo escrevendo coisas bobas, só estando gagá. Quem testemunhou essas infantilidades? Você ao escrever pensa mesmo que alguém acredita nessas coisas? Os tempos são outros, você deve escrever coisas sérias. Nem tudo o que o que foi escrito na “história antiga” deve ser reescrito, a não ser como piada. Lamentavelmente do velho Chagas que chegamos a admirar, só restou-nos a lembrança.

  5. Chamar de “governos nacionalistas”, o que tínhamos no poder no Brasil em 1964, me parece uma piada de mau gosto. Uma nova expressão da novilíngua.
    À época, o que tínhamos aqui era um projeto em curso para implantar o socialismo-comunismo no Brasil, aos moldes de Cuba, com ajuda de dinheiro soviético.
    João Goulart acobertava a intervenção armada de Cuba no Brasil desde 1961, estimulava a divisão nas Forças Armadas para provocar uma guerra civil, desrespeitava cinicamente a Constituição e elevava os gastos públicos até as nuvens, provocando uma inflação que reduzia o povo à miséria, da qual prometia tirá-lo pelo expediente enganoso de dar aumentos salariais que a própria inflação tornava fictícios. A derrubada do presidente foi um ato legítimo, apoiado pelo Congresso e por toda a opinião pública, expressa na maior manifestação de massas de toda a história nacional (sim, a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” foi bem maior do que todas as passeatas subseqüentes contra a ditadura).
    É só ler os jornais da época – os mesmos que hoje falsificam sua própria história – e você tirará isso a limpo

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