Pergunta ao IBGE: inflação é calculada com base nos preços mínimos ou nos médios?

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Pedro do Coutto

A pergunta que levanto, título deste artigo, tem base na reportagem de Vinicius Neder, edição de ontem de O Estado de São Paulo, que destacou a inflação de abril ter sido de apenas 0,57%. Mesmo assim, foi a maior para esse mês em relação a abril dos exercício de 2016, 2017 e 2018. Foi, inclusive, menor do que o índice de março, este na escala de 0,75%.

No acumulado em 12 meses, de abril de 2018 a abril deste ano, a taxa acumulada situa-se na casa de 4,8%. A indagação não é uma afirmação pessoal. É apenas uma pergunta para esclarecer tanto os leitores quanto a opinião pública de modo geral. Não quero dizer que os resultados setoriais da pesquisa estejam fora de uma realidade técnica. Apenas demonstro curiosidade para saber, e estender aos leitores deste site como recebem com surpresa, ou sem ela, as taxas setoriais que se encontram destacadas na reportagem.

PANORAMA – Por exemplo. A alimentação subiu somente 0,63% no mês de abril. A habitação 0,32, vestuário 0,18, transportes 0,94, saúde e remédios 1,5%. Despesas pessoais 0,17, educação 0,09% e comunicação 0,03%. Este é o panorama global projetado pelo IBGE. Neste ponto, acredito, ajusta-se à pergunta que está no título. Não porque desconfio da prática de uma farsa. Mas sim pelo caminho percorrido pelos pesquisadores.

Penso que os preços médios são mais adequados, uma vez que os preços mínimos podem existir, porém os consumidores para praticá-los sejam obrigados a percorrer diversos supermercados , várias farmácias e drogarias e diversos meios de transporte. E por aí vai. A verdade é que muitos consumidores acompanham a diversificação por pesquisa na internet. Vale a pena porque as diferenças entre as cadeias de supermercado são muito grandes.

CAPITALIZAÇÃO – Falando em Previdência Social, destaque para a repórter Idiana Tomazelli, autora de reportagem na mesma edição de O Estado de São Paulo, ao entrevistar o deputado Samuel Moreira, relator do projeto do governo na Câmara. Ele faz restrições diretas ao sistema de capitalização pessoal dos segurados. E pergunta: quem vai dar garantia à capitalização? De fato este é um problema que está gerando controvérsias.

A revista “Previdência Complementar”, em sua edição que circulou em abril, apresenta alguns dados importantes nos quais se baseia o sistema de previdência social no país. Apenas 12% guardam recursos para aposentadoria. 35% dos assalariados do país contribuem para o sistema previdenciário. A contribuição média é de 246,00 reais por mês. Atualmente somente 7% dos brasileiros investem em plano de previdência complementar, seja ela aberta ou fechada. No que se refere à população, apenas 10% possuem mais de 65 anos de idade. Portanto esses números oferecem perspectivas concretas para o debate do projeto.

One thought on “Pergunta ao IBGE: inflação é calculada com base nos preços mínimos ou nos médios?

  1. Tem um lado bom nessa tragédia do sistema previdenciário do país!
    As novas gerações não estão sendo enganadas, não poderão afirmar no futuro que foram vitimas de um estelionato. Até uns 20 atrás no máximo, acreditavámos que contribuindo para a previdência, tanto no setor privado como no público, o governo estava gerindo os recursos com diligencia, honestidade e competência. A verdade é que estavam e continuam a malbaratar os sagrados recursos em obras em gastos inúteis, obras malfeitas, inacabadas e muita corrupção e ladroeira.
    O fato é que estavámos cegos, o Professor Stephen Charles Kanitz aponta um fato óbvio que o governo nunca contabilizou os recursos previdenciários de forma correta, sempre considerou esses recursos como receitas quando o correto seria contabilizar como débitos, a serem saldados num futuro distante é claro, mas tinham que ser obrigatoriamente contabilizados como débitos se fossem adotados procedimentos honestos.
    Então hoje, os jovens realmente não tem motivos para acreditar nesse sistema, sabem que terão que ficar contribuindo de modo praticamente eterno para um beneficio que praticamente não vai existir, ele com certeza vai ter direito a receber recursos de aposentadoria num valor muitissimo menor do que ele pagou durante a sua vida.
    A única utilidade desse sistema para o contribuinte/segurado é funcionar como uma espécie de seguro em caso de acidente ou morte.Se for para contribuir então que procure contribuir com o minimo, se tiver salários maiores deve mais é dar um jeito de se tornar PJ ou melhor ainda procurar receber por fora, o famoso caixa 2 tão utilizado por políticos e outros vagabundos que vivem vampirizando a nação.
    Essa é a grande lição, quem vai ter que fazer a própria aposentadoria vai ser cada contribuinte cidadão, do Estado só se pode esperar maldades, o Estado(poder público) neste país é o maior inimigo do cidadão! Outra lição importante, mas infelizmente pouco compreendida é que o cidadão tem que aprender a poupar mais e se endividar muito menos, principalmente através de créditos com juros absurdos. Estude, trabalhe, poupe e gaste só com aquilo que for realmente essencial, talvez assim se tenha uma chance de se ter no futuro uma aposentadoria com um minimo de decência.

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