Perito alemão diz que Rússia não derrubou o Boeing malaio

Deu na Pátria Latina

O Conselho de Segurança da Holanda terminou a coleta de fragmentos do Boeing da Malaysia Airlines, que caiu em julho no leste da Ucrânia. A investigação das causas da catástrofe ainda continua, mas muitos peritos já referem a versão unicamente possível.

Em entrevista à agência de notícias Rossiya Segodnya, o antigo piloto da Lufthansa, Peter Haisenko, analisou diferentes versões da queda da aeronave na Ucrânia, chegando à seguinte conclusão:

– Estudei fotos do Boeing da Malaysia Airlines que caiu e tirei a única conclusão: esse avião não foi abatido por um míssil terra-ar, ou seja lançado por um sistema Buk. Essa variante deve ser absolutamente excluída. Em particular, as fotos da zona da carlinga provam que o aparelho foi atacado por um caça. A minha conclusão está apoiada por peritos do antigo exército da Alemanha Oriental, que conhecem o sistema Buk. Eles afirmam que o avião não podia ser destruído com esse sistema. As fotos fixam sinais do ataque direto de um avião militar.

– E por que militar? Não há outras possibilidades de abater um avião?

– Há, com certeza, mas não com um míssil da classe terra-ar. Um míssil desta classe rebenta em estilhaços que, voando a uma velocidade muito alta que supera em 26 vezes a do som, atravessam o alvo como peneira. Tal significa que em corpos de vítimas, que já foram investigadas, deveriam ser encontrados estilhaços desse míssil Buk, porque esses fragmentos traspassam todo o avião, se cravam e ficam presos nos corpos das pessoas a bordo. Mas não foi encontrado nada disso.

– Significa que as acusações contra a Rússia são desmentidas?

– As acusações contra a Rússia foram mal-alinhavadas desde o início, contrariamente aos fatos fidedignos. Todos os peritos que investigavam a catástrofe, inclusive da comissão holandesa, sabem que não foi um míssil Buk, sabem que a aeronave foi abatida por um caça. Isso é evidente.

– Fragmentos do avião serão examinados na Holanda. Será possível reconstruir ao certo o incidente passado tanto tempo levando em consideração o fato de o território ter sido submetido ao fogo de artilharia do exército ucraniano?

– Por enquanto não houve uma investigação normal. O fato de os fragmentos do avião estarem tanto tempo abandonados é uma incúria que deve ser castigada. Ao mesmo tempo, aquele que responde pela catástrofe tentou impedir a investigação. Por outro lado, aquilo que restou e foi reunido pode ser investigado, ajudando a estabelecer algo. Será possível excluir com certeza que não se trata de um Buk. Pelos sinais de desgaste de metal nos furos na zona da carlinga será possível definir o tipo de projéteis com que foi atacado o avião. Deste modo, resta apenas uma variante – o Boeing foi abatido por um caça.

– Qual, a seu ver, foi a razão pela qual os EUA e a OTAN não publicaram até hoje fotos tiradas por seus satélites de reconhecimento?

– Não posso responder em nome dos EUA e da OTAN. Mas podemos tirar certas conclusões que digam respeito a esse incidente. Podemos ou até devemos simplesmente considerar que se os EUA e a OTAN dispusessem de fotografias que provam sua versão, eles publicariam há muito essas fotos. Em outras palavras, não há dados que confirmam sua versão.

11 thoughts on “Perito alemão diz que Rússia não derrubou o Boeing malaio

  1. Mas é claro que os EUA sabem bem quem foi, não tivessem eles satélites espiões vigiando o mundo inteiro.
    Putin disse e repetiu: “Eu e Obama sabemos bem quem foi”. Ele até ofereceu fotos de seus satélites mostrando o momento do ataque ao MH17 mas a imprensa ocidental (TODOS do Rio de janeiro e muitos do Brasil) ignorou o que afirmava.

    E os investigadores da Holanda não disseram nada a respeito por quê ? Porque a seus aliados (leia-se EUA ou OTAN, dá no mesmo) interessa que tudo fique assim pairando dúvidas, para que continuem oferecendo “ajuda” à Ucrânia e insinuando que foram os rebeldes russos que derrubaram a aeronave.

    • Também penso que Ulysses Guimarães foi assassinado. Mas não acho que o alemão conheça a tecnologia das aeronaves tupiniquins.
      Anyway, ele talvez pense que os “entendidos” (lato senso) deste blog fariam melhor aquele serviço.

      • Se apagaram o Ulysses foi algo muito bem feito, pois mesmo já tendo lido e acompanhado muito material à respeito e até conversado com uma pessoa próxima à ele, não consigo visualizar o cenário.

        Já o Tancredo é um caso rico de possibilidades.

  2. Adendo: Somente os ingênuos e desprovidos de cultura não percebem que a Rússia (leia-se Putin e Nova Ordem Mundial) pretendem a reunificação da antiga URSS?

    A insana e satânica Nova Ordem Mundial,tem na Rússia e China suas únicas potências mundiais.

    • “Nós temos a nossa frente a oportunidade de criar para para as gerações futuras, uma Nova
      Ordem Mundial.

      Um mundo onde há regra, a lei, não a lei da selva.

      Irá governar perante todas as nações, quando teremos sucesso – e nós teremos sucesso.

      Nós temos uma chance real, com essa Nova Ordem Mundial. Uma Ordem onde as Nações Unidas
      que tem crédito podem usar as regras para a paz e preencher assim as promessas e visões dos
      fundadores da América”

      Palavras do russo George Bush (o pai) após a Primeira Guerra do Golfo, dando a entender que eram absolutos.

      Durou até 2008.

      • Opa, essa discussão é boa.

        Mas cabe ressaltar que os Bush fugiram da linha correta na qual Reagan colocou o país. Tanto é que o “Bonzo” morreu cheio de desgosto pelo sucessor que ajudou a eleger – pois os caipiras eram fracos demais, tanto o pai quanto o filho. Só queriam saber de guns & oil. Até o muçulmano globalista que ocupa hoje a Casa Branca tem mais jogo político, embora seja o maior inimigo interno que os Estados Unidos já tiveram.

        A URSS não acabou propriamente, passou por um processo de mutação para sobrevivência. Pura estratégia comunista. Saíram os velhacos do Partido Comunista Soviético – que existe hoje apenas como souvenir, bibelô – entrou a Máfia e a nata da KGB (chefiadas pelo soberaníssimo Putin). Não dava pra botar a cara de primeira, então plantaram por uma década do bobalhão do Yeltsin, um legítimo idiota útil. Isto posto, tem-se o cenário russo dos últimos 10 anos.

        Nem tanto à Eurásia (China-Rússia/Tratado de Shanghai), nem tanto aos globalistas endinheirados (Soros, Rockefeller e os novatos). Tem-se no meio do caminho o Califado, que é a maior ameaça dentre os três grupos que disputam o bolo, pois estão vencendo no campo ideológico – arrebatando muitos jovens ocidentais pra sandice politiqueira na qual transformaram o Islã. Nem a presença de um Rasputin do século XXI no Kremlin (o sr. Alexander Dugin) é capaz de conter os sucessos dos ‘jihadistas’.

        Ironia do destino, já que até 2 ou 3 décadas atrás, era a propaganda contra-informativa soviética que doutrinava a garotada (maioria já hoje senhores de idade) à virar antiamericano. Literatura excelente à respeito são os livros dos dissidentes da inteligência soviética: Yuri Bezmenov, Ladislav Bittman, Ion Mihai Pacepa e Anatoliy Golitsyn – os dois últimos ainda vivos.

        • E não custa bater na tecla: mesmo tendo matado muito menos gente – o que também não lhe garante qualquer isenção – o nazismo teve todos os julgamentos possíveis com relação a crimes contra a humanidade.

          Se o comunismo acabou, se a URSS acabou, ora onde ocorreu este julgamento pelas dezenas de milhões que mataram? O único país em que ocorreu algum julgamento do gênero foi a Romênia, e em escala relativa, a Tchecoslováquia.

  3. “– Qual, a seu ver, foi a razão pela qual os EUA e a OTAN não publicaram até hoje fotos tiradas por seus satélites de reconhecimento?

    – Não posso responder em nome dos EUA e da OTAN. Mas podemos tirar certas conclusões que digam respeito a esse incidente. Podemos ou até devemos simplesmente considerar que se os EUA e a OTAN dispusessem de fotografias que provam sua versão, eles publicariam há muito essas fotos. Em outras palavras, não há dados que confirmam sua versão.”

    Quando se analisa os interessados, fica fácil descobrir a autoria de um homicídio. Mas como o autor (ou o padrinho do autor, seja de um lado, seja do outro) é DONO DO PRÓPRIO NARIZ e não está sujeito à “soberania relativa” imposta às REPÚBLICAS EXPORTADORAS DE PRODUTOS PRIMÁRIOS, por ser uma potência nuclear, nada lhe acontecerá e só perdeu quem morreu.

    Abraços.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *