Perto de 90 mil agentes armados franceses não conseguiram prender 3 terroristas! Mataram! Um fiasco!

Jorge Béja

Nem Kouachi, nem Charlie, nem Gendarmerie. O que as forças de segurança francesas mostraram ao mundo foi um enorme fracasso. Não é crível que um exército de cerca de 90 mil agentes fortemente armados e com um só objetivo não conseguisse prender os três terroristas autores da tragédia em Paris. Descobertos dois deles escondidos dentro de uma indústria em Dammartin-en-Goele, os irmãos Chérif e Said, por mais armados que estivessem, não conseguiriam resistir por muito tempo. A munição deles acabaria. Era questão de horas. A resistência, também.

Faltaram às forças de segurança estratégia, equilíbrio e inteligência. A prisão dos dois era importantíssima para se obter informações que levassem a identificar de onde recebem recursos financeiros, quem os sustentava, com quem se relacionavam… E também para submetê-los a julgamento pela Justiça da França. Agora, estão mortos. E mortos não falam. Nem podem ser julgados. Era preciso capturá-los.

MUITO A APRENDER…

Nessa parte — inteligência policial para lidar com sequestradores enquanto dura o sequestro — a polícia francesa têm muito o que aprender com a polícia brasileira. Salvo um ou outro caso pontual, em quase todas as conversações e cerco a bandidos surpreendidos com refén(s) dominado(s), a polícia do Brasil tem obtido êxito. E sem disparar um tiro. Os reféns são libertados e os bandidos acabam se entregando.

O que ocorreu na França, na cidade de Paris, envolveu a elite da Gendarmerie, agentes do RAID (tropa de choque da polícia) e agentes de todas as forças de segurança da França. Não era para ter este final desastroso, tanto o covarde e abominável ataque à sede do jornal, quanto ao mercado de produto alimentício utilizado pelos judeus (Hyper Cacher). Neste, reféns perderam suas vidas e a polícia entrou atirando, para matar, criminosos e inocentes. O objetivo era matar.

Não custa lembrar que durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), uma jovem francesa, que ouvia as ordens que vinham dos santos Miguel, Catarina e Margarida, sem o menor preparo militar, conseguiu ingressar no exército francês e comandar a expulsão dos ingleses que haviam tomado a França. Seu nome: Joana D’Arc. JE SUIS JEANNE D’ARC.

29 thoughts on “Perto de 90 mil agentes armados franceses não conseguiram prender 3 terroristas! Mataram! Um fiasco!

  1. Dr. Béja tem razão, li alhures que, para a Guerra Santa Islâmica morreram como mártires… ora 90 mil contra 3 ??? A França, desastradamente, os colocou na galeria dos heróis… Penso que o companheiro Holande, que andava em baixa na aprovação pública, tentou faturar as pesquisas locais, mas o tiro saiu pela culatra…

  2. Santo Deus, quantas vezes a polícia brasileira enfrentou terroristas, sr. Béja? Peçamos a Deus, por todos os motivos, que esse dia nunca chegue. As autoridades estrangeiras fazem o que é preciso: cortam o mal pela raiz. E o povo não contesta.

    • Toda violência armada, mesmo urbana, interna e por qualquer que seja o motivo, de criminosos comuns ou movidos por ideologia ou crença, é perigosa. O perigo existe, lá e cá. E neste enfrentamento com os agentes da lei, a polícia brasileira tem demonstrado competência. Os extremistas e terroristas que mataram os franceses eram para ser presos e levados a julgamento pela justiça francesa e condenados à prisão perpétua, como aconteceu com o Chacal. Grato por ter lido e comentado o artigo.
      Jorge Béja

      • Dr. Béja. Grato. Por aqui as vezes temos algo tão complicado quanto os fanáticos. Os drogados, principalmente os usuários de crack. Essas pessoas não tem medo de absolutamente nada, ao contrário de qualquer louco, em qualquer grau, eles atravessam a rua sem ver. Em João Pessoa, cheguei a ver um deitado em uma pista de 4 faixas !

    • Prezada Mara, aqui, com frequência, infelizmente, existem tentativas de sequestros que as Policias Estaduais tem resolvido bem, em geral os sequestradores se entregam após negociação… Li parte da entrevista da namorada do editor, que ficou viúva, reclamando da República, isto é, do governo francês…

    • David, os dois terroristas foram localizados no prédio da gráfica e estavam cercados por um exército de agentes da polícia francesa. Resistiram. Não se renderam, nem cometeram o suicídio. Preservavam a própria vida. Sabiam que a prisão era questão de horas, ou minutos. Mesmo assim não se entregaram. Mataram lá no centro de Paris e fugiram para o nordeste da capital francesa. Terrorista que também não quer morrer, depois de ter matado, foge e resiste . Caso contrário, o suicídio ocorreria em seguida.

      E no mercado no centro de Paris? O terrorista estava lá dentro com os reféns. A mulher fugiu. E as últimas notícias dão conta de que já deixou a França. A polícia francesa invadiu a loja e foi matando, matando e matando. Com isso, inocentes morreram e os extremistas não foram capturados. Faltou competência. Grato por ter lido e comentado o artigo.
      Jorge Béja

  3. Com o devido respeito, discordo do Dr. Bejá. O Brasil negocia com sequestradores que não são terroristas Nunca tivemos situação semelhante à da França. Os sequestradores brasileiros são apenas bandidos, chinelões. Os terroristas da França são assassinos frios que lutam por uma causa religiosa e receberam treinamento para suas missões “divinas”. Se entregar não faz parte da cartilha. O êxito final de suas atribuições é o terror e, em caso de ficarem cercados, o suicídio é a solução. Ser capturado é desonra. Na minha opinião a polícia francesa deu o recado: não negociamos com terroristas e caso tentem novas incursões o resultado será sempre uma caçada implacável com a morte de todos.

  4. Acho que estamos assistindo a mais uma peça teatral escrita sabe-se lá por quem.
    Será que queriam mesmo, ou seria publicável “identificar de onde recebem recursos financeiros, quem os sustentava, com quem se relacionavam…”???

  5. Sr Béja, não me acho com condições intelectuais de fazer uma análise mais concisa do problema.

    Dei uma opinião despretensiosa e fiquei muito contente com a sua atenção.

    SEM NENHUMA DEMAGOGIA, LER O QUE O SENHOR ESCREVE, É MUITO GRATIFICANTE, MESMO QUE HAJA ALGUMAS DIVERGÊNCIAS.

    Vale a pena pela sua elegância, educação e conhecimento.

    Boa Tarde.

  6. Concordo plenamente com os termos do artigo do ilustre advogado Jorge Béja. As duas ações, na gráfica e principalmente no supermercado, foram um verdadeiro fiasco. Na primeira ação mataram os dois terroristas, portanto, perderam a oportunidade de colher informações com eles objetivando chegar ao núcleo do movimento. Na segunda ação minutos depois, um desastre completo. Quatro reféns mortos e o terrorista também.

    Mentiram (redundância) ao dizerem que entraram no recinto quando ouviram tiros lá dentro. Na verdade, ficaram com medo do terrorista receber a informação que os dois irmãos foram executados e depois sair atirando a esmo.

    Jorge Beja tem carradas de razão, pois nenhum dos três queriam morrer, por isso fugiram e se esconderam muito bem. Só foram pegos porque eram primários, pela óbvia razão das pistas que deixaram pelo caminho.

    No mesmo diapasão, a polícia inglesa também é despreparada similarmente a francesa e o exemplo fático foi a execução do brasileiro Charles no metrô de Londres, confundido com um terrorista.

    No fundo e na forma, os imigrantes, que eram discriminados na Europa, agora serão execrados pela direita conservadora francesa. Quanta saudade daquela França de outrora, da Revolução Francesa, dos Enciclopedistas, dos grandes filósofos e escritores, mas, agora eles têm Sarkosy, Hollande, et caterva.

    O mundo está se tornando perigoso demais, o terror avança, o Estado islâmico aterroriza a Síria e o Iraque e para piorar, o calor está insuportável. Os rios, as lagoas, as fontes, os córregos, enfim, estão todos secando literalmente. Algo acontece e não é na Avenida São João.

    Como tudo está ligado a tudo na interdependência universal, as potências europeias deveriam rever a política de invasão militar indiscriminada para derrubar governos árabes e instalar depois o caos nas economias daqueles países, gerando milícias de todos os tipos e milhares de refugiados, que sofrem vagando pelo deserto em busca de um porto seguro, o qual geralmente não encontram, obrigados que são a viverem em tendas a espera da caridade internacional. É o que ocorre com os curdos no Iraque, com os sírios e com os líbios. No Iraque, a potência global derrubou o ditador sunita e colocou no poder os xiitas. Os sunitas então, foram afastados da máquina estatal, logo alguns foram para a clandestinidade. Não tem solução. A regra é clara: Quanto mais intervém, mais aumenta o drama da população.

    E la nave vá glauberianamente com a terra em transe.

  7. A atuação policial da França foi catastrófica.
    Nessas alturas, a pergunta surge ao natural:
    Foram os policiais que mataram os reféns ou os terroristas?
    E como o povo francês vai reagir às vítimas inocentes que morreram neste combate entre as forças de segurança e os criminosos?!
    Como serão os cartazes a serem carregados?
    Haverá investigações sobre o episódio, de modo que se saiba verdadeiramente quais foram os projéteis que mataram os reféns ou este atentado termina por aqui?
    Se, porventura, os agentes de polícia mataram os reféns, evidentemente acidental, mas não importa, podemos dizer que essas mortes foram diferentes das cometidas pelos terroristas?
    Afinal das contas os reféns estavam desarmados, portanto, uma covardia.
    As consequências do ato terrorista ainda rendem episódios de sofrimentos na população francesa. A começar pela insegurança, e depois pela atuação truculenta da polícia, que sai atirando a esmo, irresponsável e criminosamente!
    E agora?

  8. Engraçado que estamos, nós e o mundo falando sobre o acontecido na França, emissoras de tv, todas, enfatizaram o atentado contra o jornal ou revista francesa e nos fez tomar posição de revolta contra o atentado, como também críticas contra o excesso de liberdade, porém, mais uma vez somos levados, como normalmente acontece, pelo embalo da mídia, que não deu e não dá a mesma ênfase quando o atentado é num país mais pobre, que dá a impressão de que lá pode tudo, é normal.
    Estou me referindo no que vem acontecendo na Nigéria onde Centenas de pessoas morreram em um ataque do grupo radical islâmico Boko Haram em Baga, no noroeste da Nigéria. Não houve resistência porque as forças de segurança localizadas em uma base do Exército nas redondezas fugiram após ataque anterior do grupo.
    Os radicais atearam fogo a lojas e invadiram aldeias vizinhas. O Boko Haram (“a educação ocidental é pecado”) luta para fundar um califado islâmico na Nigéria. Estima-se que, desde 2009, confrontos violentos envolvendo o grupo tenham matado 13 mil no país.

  9. Mataram porque precisavam queimar arquivos. Isso tudo cheira à falsa bandeira. Como é que caras treinados com armas super modernas deixam cair documentação de identificação na rua para serem logo identificados? No caso do WTC muito semelhante, no dia seguinte o próprio Bush autorizou a saída da família do Bin Laden, que se encontrava nos Estados Unidos, para a Arábia Saudita., assim como agentes do Mossad capturados na véspera com câmeras projetadas para o WTC. Tudo já informado pela imprensa alternativa e sabotado pela grande mídia. Saíram em vôo especial de base americana. Além do mais, se sabe hoje que o tal do Atta falava hebraico e estudou aviação nos Estados Unidos. Foram bodes expiatórios, sem dúvida. Investigações todas sigilosas, mobilização governamental e nenhum depoimento público. O curioso é que tudo isso ocorre num momento em que o Hollande se encontra politicamente desmoralizado e os sionistas de Israel encurralados politicamente pelos palestinos no Tribunal Penal Internacional por causa das matanças indiscriminadas contra centenas de crianças na última guerra de Gaza.

    • Todos estão enviando comentários muito importantes. Todos. Destacadamente, Bendl, Gilson, Roberto Nascimento…Mas este do xará Jorge merece ser lido e relido muitas vezes, porque informa o que poucos sabiam e prenuncia o que pode acontecer, ontem, no perigosíssimo hoje, 11 de Janeiro e no futuro. A França já enfrentou a Guerra dos Cem Anos, é bom lembrar. Grato por ter lido e comentado o artigo. (Davi, seus comentários me tocaram fundo e me deram mais estímulo para continuar escrevendo, ainda que sei muito pouco, do pouco que aprendi).
      Jorge Béja

  10. Detalhes a serem considerados. Menos de 3 hora após o atentado, milhares de fitas e cartazes com a palavra de ordem JE SUIS CHARLIE já circulavam por várias cidades francesas. Os serviços de inteligência dos Estados Unidos rapidamente divulgaram que já monitoravam os caras já identificados. Tudo muito rápido, como se já tivesse sido preparado antecipadamente. Furos adoidados. Por fim, metrôs sem catracas para manifestações incentivadas a serem controladas e faturadas por Hollande.

  11. A Tribuna da Internet é incomparável porque estabelece este tipo de discussão ou debate ou diálogo:
    O esclarecimento!
    Escrevi anteriormente que não se pode duvidar de nada com relação às causas deste atentado, que matou doze pessoas primeiramente e, depois, mais seis ou sete pela polícia.
    Até que não podemos nos surpreender pela rapidez de se ter encontrado os terroristas, mas a forma como foram mortos, sem que houvesse qualquer preocupação de deixá-los vivos ou um, pelo menos, para averiguações.
    O comentarista Jorge foi oportuno e pontual nesta abordagem, traçando um paralelo com os americanos no atentado às Torres Gêmeas com o francês, e a suprema “distração” do terrorista em perder a sua identidade. Com a devida vênia, terrorista querer ser identificado tão facilmente é inédito, para eu não escrever, ridículo!
    Algo muito grave e de proporções gigantescas existe por trás desse ato terrorista, indiscutivelmente.

    • Perfeita a sua dedução, Francisco Bendl. Perfeita, fruto da lógica, da experiência da vida, do desapaixonamento, e de tantas outras luzes que o iluminam, sobretudo pelo exemplar cidadão, pai, avô, esposo e amigo que é Francisco Bendl.
      Jorge Béja

      • Caríssimo, Dr.Béja,
        Tenho aprendido muito neste espaço democrático, denominado de Tribuna da Internet.
        O senhor é um dos meus mestres.
        Se estou comparecendo “às aulas”, devo mostrar que tenho feito os deveres de casa, apesar dos garranchos e um que outro erro nas questões que me são formuladas.
        No entanto, eu me esforço, confesso. Sem qualquer refinamento cultural e conhecimentos que sequer chegam perto da maioria dos comentaristas, afirmo categoricamente que tenho sido sincero nas minhas opiniões, e escrevo conforme ditam o cérebro (pouco iluminado) e o coração (já combalido).
        Acredito que eu esteja sendo compreendido, diante da forma como recebem meus comentários e palpites, ainda mais pela idade, que me obriga a ser verdadeiro comigo mesmo, em princípio e, depois, pela honestidade de propósito, porque reconheço que sou aluno neste mar de informações e de gente excepcional proporcionado por este blog incomparável.
        Obrigado, mestre Béja.
        O senhor é um dos pilares de sustentação desta página na Web.
        Um abraço, forte, e do meu tamanho!

  12. Pergunta imperiosa de qualquer investigação criminal: à quem interessa o crime? Aos que pregam ódio ao Islã, certamente. Deixar como rastro um documento de identidade soa tão falso como a morte de Bin Laden pelos EUA e o ataque às torres gêmeas, que propiciaram a “guerra preventiva” de Geroge W. Bush. O que devemos questionar é quem poderia se insurgir contra o império da mentira midiática globlizada? A grande mídia em uníssono somente reverbera as informações na forma que mais convém aos donos do mundo. E ainda, sobre a liberdade extrema de expressão do tabloide francês, é sabido que quem insulta bárbaros não deve esperar nenhuma resposta se não barbaridade.

  13. Eu queria que o responsável pelo texto ou qualquer teórico de plantão me informasse COMO que PRENDE pessoas fortemente armadas, que não negociam e dizem que vão morrer como mártire. É cada besteira que estes “especialistas” falam….

    • Prezado Rodrigo, ninguém aqui é especialista, mas leitores, comentaristas e articulistas. Muito aprendemos com os demais. O terrorista que tomou de assalto o mercado de produtos alimentícios da cozinha dos judeus, as imagens monstram ele, todo de preto, já pronto para deixar o estabelecimento, perto da porta de saída, quando foi metralhado. Bastava rendê-lo. Aliás, o gesto dele é próprio de rendição.
      Lá, na gráfica, um funcionário até se escondeu dentro de uma caixa (talvez caixa d’água vazia) e telefonou para as forças policiais. Os dois terroristas deveriam estar fortemente armados. Ainda assim, não tão armados para enfrentar cerca de 90 mil policiais franceses que cercavam a empresa. Por mais munição que tivessem, a munição dos dois acabaria, se utilizada fosse. E, arma sem munição, é ineficaz para o fim pretendido. A polícia não precisaria disparar um tiro contra a gráfica. Bastaria cercá-la, com cercada estava, e aguardar e rendição, espontânea ou pela falta de resistência física dos dois terroristas, sem água, sem energia elétrica e sem alimentação, como deveria ter sido feito. Poderia durar algumas horas mais, dias ou semanas. A polícia francesa não quis prender ninguém. A ordem era matar. Grato por ter lido e comentado o artigo.

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