Petrobras, IBGE e FGV, a disparada da inflação e a reeleição de Jair Bolsonaro

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Charge do Jorge Braga (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Dando sequência a nova política de preços do petróleo e derivados – reportagem de Bruno Rosa, edição de O Globo, terça-feira – a empresa estatal estabeleceu o terceiro aumento de preços nos meses de janeiro e fevereiro, como se constata, atingindo diretamente a gasolina e o óleo diesel. Com isso ao longo de doze meses a gasolina aumentou 22% e o diesel 10,8%.

Claro que tal política que segue os preços internacionais do petróleo vai refletir na elevação do custo de vida e, portanto, no aumento da inflação.

PREÇOS INTERNACIONAIS – O presidente da Petrobrás, Roberto Castelo Branco, defendeu fortemente na semana passada a política que colocou em prática e faz acompanhamento dos preços internacionais, recebendo o apoio integral do ministro Paulo Guedes. Sua decisão acabou sendo aceita pelo presidente Bolsonaro, que havia convocado reunião visando sua intervenção no mercado. Mas Guedes e Castelo Branco o convenceram de que esse não é o caminho certo.

Entretanto, os reflexos políticos dos reajustes em série, sem discutir o mérito da questão, só poderão abalar a candidatura à reeleição de Bolsonaro nas urnas de 2022. O IBGE e a FGV não terão outro caminho para encontrar e fixar os efeitos inflacionários da nova política. As ações da Petrobrás caíram na segunda-feira. As ordinárias recuaram 4,1, as preferenciais 3,1%.

VAI MUDAR DE IDEIA – Acentuo que os preços dos combustíveis não poderão seguir tendo seu efeito real nos cálculos do IBGE e da FGV sobre a inflação. Bolsonaro concordou com Guedes e Castelo Branco, mas não considerou os efeitos políticos na próxima campanha eleitoral. Logo vai mudar de ideia.

Acontece que a produção brasileira de petróleo é de 3,1 milhões de barrir dia e o consumo praticamente na mesma escala. Portanto, os preços da gasolina e do diesel logicamente não dependem do mercado internacional.

Uma questão que devia ser explicada pelo presidente da Petrobras e pelo ministro da Economia, mas eles não o fazem.

ATAQUE À LAVA JATO – Fiquei surpreso com o artigo da jornalista Cristina Serra na edição de ontem da Folha de S.Paulo. Ela atacou de forma violenta os jornalistas que cobriram a Lava Jato, cujo ciclo terminou segunda-feira.

Infelizmente, a repórter não baseou seu texto nas revelações que tornaram públicas a gigantesca corrupção que existia e foi descoberta no país. Além do mais, por que culpar os jornalistas por supostos erros judiciários que somente agora os réus condenados alegam terem ocorrido?

5 thoughts on “Petrobras, IBGE e FGV, a disparada da inflação e a reeleição de Jair Bolsonaro

  1. Pois é, senhor Pedro.
    Não é surpresa que grande parte dos meios de comunicação no Brasil de hoje, tenham o respeito da população, igual ao que tem a um saco de batatas podres.

    Estamos chegando naquela situação dita, salvo engano, por Juca Chaves.
    A imprensa no Brasil é tão honesta, que se pagar, ela é capaz de publicar até a verdade!

  2. Meu ponto de vista é que quem vai definir a reeleição do Bolsonaro em 2022 é a inflação dos alimentos. Em 2020, o preço da cesta básica fechou o ano com alta de 18,54% em relação ao ano anterior, o que representa o maior aumento desde 2002.

    Pior é que estão com uma péssima previsão para o futuro devido escassez de alimentos na China e eles estão comprando no Planeta Terra o possível e o impossível . . .

    EUA ESTÁ PRÓXIMO DE VIVER ESCASSEZ DE MILHO!

    https://www.youtube.com/watch?v=RDdUadEDTHY

  3. Ontem ou anteontem o sinistro Gilmar Mendes surgiu em entrevista para admitir um mea culpa, no julgamento de Lula.

    Com esse depoimento esdrúxulo, Gilmar Mendes provou que é o mesmo que o Celso de Mello, segundo o Saulo Ramos. Um “juiz de merda”.

    Não se importa em dar um depoimento confessando que foi levado pela imprensa, a quem culpa também; não se importa que os áudios derivam de escutas não autorizadas, provas ilícitas, portanto, inservíveis a qualquer juiz ou tribunal do planeta.

    Quem será que este pilantra estará protegendo agora?

  4. Tudo pode aumentar… combustível, alimento, plano de saúde, escola, remédios, mas quando o trabalhador pede reajuste por conta de toda corrosão salarial que o aumento de preços dos bens e serviços causaram os doutores em economia falam que não pode, pois senão elevaria mais a inflação.
    Deixar a inflação corroer o salário dos trabalhadores nada mais é do que confisco.

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