Pezão recebia suas propinas pessoalmente ou em contas no exterior

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Charge sem assinatura, reproduzida do Google

Gabriel Cariello e Marco Grillo
Folha

Dois delatores da Odebrecht relataram que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), recebeu propina da empresa. O dinheiro teria sido repassado de duas maneiras — entregue pessoalmente e depositado em contas no exterior — e registrado na contabilidade paralela da empresa. Pezão é alvo de uma petição remetida ao Superior Tribunal de Justiça (STJ); caberá ao tribunal decidir dar prosseguimento ou não às investigações. Não há menção a valores no documento tornado público pelo ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal.

As informações foram prestadas por Benedicto Júnior, ex-presidente da construtora Odebrecht, e seu braço-direito Leandro Andrade Azevedo, diretor de Infraestrutura da Odebrecht no Rio.

INQUÉRITO NO STJ – As denúncias contra Pezão motivaram um pedido de investigação apresentado pelo procurador-geral Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal. Por conta do foro privilegiado de Pezão, Fachin remeteu o caso ao STJ no último dia 4.

“Trata-se de petição instaurada com lastro nos termos de depoimento dos colaboradores Benedicto Barbosa da Silva Júnior (Termo de Depoimento n. 39) e Leandro Andrade Azevedo (Termo de Depoimento n. 6), os quais relatam que foram feitos pagamentos indevidos a Luiz Fernando de Souza (Pezão), atual Governado do Estado do Rio de Janeiro, pela equipe de Hilberto Silva. Esses repasses teriam sido registrados no Sistema “Drousys”, enquanto os valores foram entregues em quantias pessoalmente e por meio de contas no exterior”, escreveu Fachin no ofício enviado ao STJ.

ARQUIVAMENTO – Pezão tem reiterado que um outro pedido de investigação contra ele já foi arquivado no STJ. A apuração era baseada em um depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que afirmou que o governador estava presente em uma reunião em que o ex-governador Sérgio Cabral pediu R$ 30 milhões em caixa dois.

Em outra frente das investigações, o advogado Jonas Lopes Neto, filho de Jonas Lopes de Carvalho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), afirmou que Pezão se beneficiou com R$ 900 mil em recursos desviados do esquema que funcionava no TCE. O delator disse que o subsecretário adjunto de Comunicação do governo, Marcelo Amorim, contou a ele ter recolhido a quantia em empresas de alimentação para pagar “despesas pessoais” de Pezão.

E ELES NEGAM… – Marcelinho, como é conhecido, é apontado como um dos operadores do esquema e é casado com uma sobrinha de Pezão. O governador chamou a acusação de “mentira deslavada” e disse que vai processar o delator. Marcelinho também nega as acusações.

Em nota, o governador Luiz Fernando Pezão classifica como “mentirosa” a acusação e nega com veemência que tenha recebido recursos ilícitos “pessoalmente ou por meio de contas bancárias”. Ele ressalta ainda que não tem e nunca teve conta no exterior.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGComo se vê, Pezão também tem a mão grande e a goela enorme. Finge ser caipira, mas é um pilantra de grande coturno, como se dizia antigamente. (C.N.)

4 thoughts on “Pezão recebia suas propinas pessoalmente ou em contas no exterior

  1. Diante do evidente quadro caótico tenho apenas uma pergunta:
    Onde estão os políticos do Brasil para comentar essas delações???
    Onde está FHC, Lula, Dilma e Sarney?
    Quero uma coletiva com todos esses políticos…

  2. Ainda não deu para entender a inércia das autoridades competentes em relação ao governador que continua imexível, à frente do governo do estado que sediou a Copa do Mundo e a Olimpíada…

    Um estado desnorteado, que deve três meses de salários, mais o 13º , dos servidores, sem providências efetivas para resolver de vez problema de tamanha magnitude, em face de seus desdobramentos.

    Não se pode minimizar o fato de que tal situação demanda outras, inúmeras e necessárias para a população carioca, tais como atendimento médico, escolar, transporte público e segurança, deixando o estado ao Deus dará…

    O que está faltando ou impedindo uma intervenção do governo federal no estado do Rio de Janeiro?

  3. E o secretário de Sérgio Cabral, era dos transportes o Júlio Lopes, continua solto, ainda falta mais gente, como o secretário de segurança Mariano Beltrame, espero que o MP e PF investiguem todos do governo Cabral, Pezão e Dornelles.

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