PF investiga encontros de Bolsonaro e Eduardo com membros das milícias digitais

O presidente Jair Bolsonaro conversa com o influenciador Allan dos Santos em Nova York

Diálogo de Alan dos Santos e Bolsonaro em Nova York

Camila Mattoso
Folha

A visita de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) à sede da rede social americana de direita Gettr e os encontros do deputado e de Jair Bolsonaro com o influenciador Allan dos Santos, do site Terça Livre, durante a viagem da comitiva brasileira aos EUA, em setembro, não passaram despercebidos no inquérito que investiga milícias digitais.

Um dos focos da apuração mira a relação da rede bolsonarista com seguidores do ex-presidente Donald Trump e com o filósofo Olavo de Carvalho.

BLOGUEIRO NOS EUA – Allan dos Santos é discípulo de Olavo e se mudou para os EUA após virar alvo da PF. Ele postou uma foto do encontro com Eduardo e um vídeo da conversa com o presidente na saída do hotel onde integrantes do governo ficaram hospedados. A gravação mostra os dois falando rapidamente ao pé do ouvido

Eduardo, por sua vez, registrou a visita à Gettr, rede de direita criada por Jason Miller, ex-porta-voz de Donald Trump. O empresário esteve no Brasil e foi ouvido pela PF no dia 7 de setembro, com a presença do assessor presidencial Filipe Martins na sala, passando-se por ”namorado” da advogado.

PRORROGAÇÃO – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou por mais 90 dias o inquérito das milícias digitais nesta segunda (11).

A PF apura se a relação com aliados do ex-presidente americano se dá somente pelo uso dos métodos de Steve Bannon, ex-estrategista de Trump, ou se há algum tipo de apoio financeiro entre os grupos.

Como mostrou o Painel, a PF justificou ao ministro Alexandre de Moraes que era necessário tomar depoimento de Jason Miller por existir uma tendência de que canais bolsonaristas possam migrar para a Gettr, criada como alternativa às plataformas convencionais após suspensão de contas de Donald Trump.

EDUARDO POSTOU… –  “Visitando o escritório do Gettr. Infelizmente o CEO Jason Miller, que foi detido a mando de Alexandre de Moraes no aeroporto de SP por 3h, não estava. Mas aproveitei mesmo assim para fazer um vídeo representando os 1.843.735 brasileiros que fizeram de mim o deputado federal mais votado da história do Brasil para dizer: desculpa, Jason”, disse Eduardo em sua postagem sobre a visita.

 

3 thoughts on “PF investiga encontros de Bolsonaro e Eduardo com membros das milícias digitais

  1. O afastamento do anti-ministro do meio ambiente teve participação do FBI, houve um email. Se houver alguma cooperação dos investigados nos atos de 6 de janeiro nos EUA, a porca torce o rabo de vez.

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