PGR arquiva representação do MPF-RJ contra Flávio Bolsonaro pelo crime de desobediência por faltar a acareação

Flavio Bolsonaro faltou para participar de programa de TV

Aguirre Talento
O Globo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou uma representação que acusava o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) do crime de desobediência por ter faltado a uma acareação com o empresário Paulo Marinho, que o havia acusado de ter se beneficiado de um vazamento da Operação Furna da Onça.

A representação foi enviada à PGR pelo procurador Eduardo Benones, do Ministério Público Federal do Rio, que investiga o vazamento na operação da Polícia Federal. Segundo o depoimento de Paulo Marinho, um policial federal teria avisado à equipe de Flávio Bolsonaro que o seu assessor Fabrício Queiroz tinha movimentações financeiras suspeitas e estava na mira de investigações. A acareação estava marcada para o mês de setembro.

VIAGEM OFICIAL – Na ocasião, Flávio Bolsonaro alegou que tinha viagem oficial ao Amazonas e pediu remarcação da data, para o dia 5 de outubro. Ao promover o arquivamento, a PGR entendeu que Flávio Bolsonaro foi ouvido no caso apenas na condição de testemunha e, por isso, a Constituição lhe confere a prerrogativa de marcar dia e horário para ser ouvido, devido ao cargo de senador.

“No presente caso, as declarações controvertidas, que justificaram a realização do ato de acareação, foram prestadas pelo congressista na condição de testemunha, sendo forçoso reconhecer, portanto, a aplicação da prerrogativa conferida a algum agentes políticos de que a inquirição dar-se-á em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz, nos termos do que dispõe o art. 221 do Código de Processo Penal”, escreveu o procurador Aldo de Campos Costa, membro auxiliar do PGR.

“INTERESSE” – Prossegue o procurador: “Desse modo, a tentativa de ajustar um local, dia e hora com o membro ministerial responsável pelas apurações, além de consubstanciar uma prerrogativa do cargo de senador da República, reforça o interesse do parlamentar em concretizar a acareação, ilidindo, assim, a prática do delito previsto no art. 330 do Código Penal”.

A manifestação pelo arquivamento foi enviada ao procurador Eduardo Benones, que tem prazo de dez dias para eventual pedido de reconsideração.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É espantosa a forma como os fatos são ignorados. Conforme publicado nesta TI, o “compromisso” inadiável na agenda de Flávio que o impediu de comparecer à acareação foi a gravação do programa do apresentador Sikêra Júnior, para o Alerta Amazonas, na TV A Crítica, em Manaus. Sem pudor algum, a presença vip contou até com dancinha de Flávio ao lado do irmão Eduardo, do secretário da Pesca do governo federal, Jorge Seif, e do presidente da Embratur, Gilson Machado. Desobediência ou deboche? (Marcelo Copelli)

11 thoughts on “PGR arquiva representação do MPF-RJ contra Flávio Bolsonaro pelo crime de desobediência por faltar a acareação

  1. Ao contrario do que dizia Nelson Rodrigues, não temos a síndrome do cachorro vira-lata, nós somos os vira-latas

  2. Não há como lutar contra bandidos poderosos.

    Sinceramente, estou desistindo até de ler notícias relativas às maracutaias da familícia Bolsonaro. Não dão em nada.

    Deixar de votar em bandido já faço há 5 eleições. Agora falta eu ter vergonha na cara e deixar de ler notícias sobre as maracutaias da familícia, pois o resultado final já sabemos. Impunidade!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *