PGR envia para primeira instância caso sobre ameaças de ativista bolsonarista ao STF

Apoiadora de Bolsonaro foi alvo da operação da PF na última semana

Márcio Falcão
G1 / TV Globo

A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou à primeira instância um pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apuração de possível prática de crimes pela ativista Sara Winter. O caso será analisado pela Procuradoria da República no Distrito Federal.

Sara Winter está entre os 29 alvos da operação da Polícia Federal realizada na última quarta-feira, dia 27, determinada por Moraes dentro do inquérito que apura a produção de fake news e ameaças a ministros do STF. Depois da ação da PF, a ativista gravou um vídeo no qual afirma que vai infernizar a vida do ministro do STF.

ATAQUES A MINISTROS – À PGR, Moraes disse que tomou conhecimento de que Winter passou a atacar nas redes sociais ministros por meio de diversas ameaças e ofensas à honra, além de conduta que, em tese, pode configurar crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, como incitar a subversão da ordem política ou social.

Segundo o ministro, mesmo uma liberdade preferencial, como a de expressão, pode ser limitada em uma atividade de ponderação, não se tratando de censura, mas de apurar “eventual abuso no exercício do direito fundamental à liberdade de expressão”.

OFENSA GRAVE – Moraes afirmou que o Judiciário não pode se calar diante de ofensa graves. “A despeito de se garantir a plena liberdade de expressão, em certos casos, como ocorreu com as manifestações de Sara Fernanda Giromini [Sara Winter], por meio das redes sociais, o Poder Judiciário não pode silenciar diante de inúmeras ofensas gravíssimas, inclusive contra a integridade física de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando tais ofensas têm origem em pessoa (principal porta-voz do grupo ‘300 do Brasil’) que já admitiu a existência de armamento entre os membros do grupo radical e que vem despertando preocupação por supostas atividades paramilitares”, observou Moraes.

O ministro ressaltou que o perigo gerado pelas declarações da ativista “também reflete no campo da independência dos Poderes, uma vez que tem por objetivo questionar decisões judiciais por meio de atitudes antidemocráticas, que devem ser combatidas a todo custo”.

TROCAR SOCO – No vídeo publicado após a operação da PF, Winter afirma: “Se eu pudesse, eu já estava na porta da casa dele convidando ele para trocar soco comigo. Juro por Deus, essa é minha vontade, eu queria trocar soco com esse f… da p…, com esse arrombado. Infelizmente eu não posso, ele mora lá em São Paulo, né? Pois você me aguarde, Alexandre de Moraes, o senhor nunca mais vai ter paz”, afirmou.

“A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta, quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida. Até o senhor pedir para sair. Hoje o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor”, completou.

9 thoughts on “PGR envia para primeira instância caso sobre ameaças de ativista bolsonarista ao STF

  1. Que não se perca de vista que a moça atenta contra a República ao promover símbolos do extinto e nefasto Império.

    Ou seja, provavelmente deseja extinguir a República e restabelecer o anacrônico Império.

    As Instituições da República não podem e não devem permitir este tipo de tentativa da subversão da Ordem República estabelecida por Vontade Popular consagrada em Plebiscito.
    Salve a República!

  2. Em quem ela está se apoiando, já deveria ser presa por tudo que tem declarado, é um absurdo, está portando a justiça, até quando o png vai tolerar, isto não é direto de expressã, é ameaça vela e incitação a violência.

  3. É evidente que esta idiota quer se candidatar pra alguma coisa e descobriu que ser uma agitadora de plantão, seja do lado da esquerda ou agora, da direita é uma forma barata de ficar em evidência.
    Ela visa ser candidata, isso é cristalino.
    Quer mamar do nosso bolso!!
    Quer virar madame as nossas custas.
    Mete ela em cana e proíbe dela concorrer pra cargos eletivos por quinze anos.
    Garanto que vai parar de perturbar rapidinho.
    Mostra uma carteira de trabalho pra ela que ela sai correndo.
    Me nego a ter que sustentar está vagabunda e oportunista num futuro próximo.
    Cordialmente.

  4. E outra questão.
    Ela está com 4 advogados…
    Quando teve o celular, o tablet e o notebook apreendidos fez vídeo pedido ajuda reclamando que não tinha outro celular (não tinha dinheiro) para se comunicar e que dependia de amigos?
    E o que falar de sua fonte de renda. Existe uma?

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