Piada do Ano! Alcolumbre gasta R$ 3,3 milhões para aprender a cortar gastos no Senado

OI ZUM-ZUM-ZUM, TÁ FALTANDO UM – Contra o Vento

Charge do Glauco (Arquivo Google)

Daniel Weterman
Estadão

O Senado vai começar a desenhar uma reforma administrativa interna da Casa para reduzir gastos com o funcionalismo a partir de 2021. O movimento ocorre após o presidente Jair Bolsonaro enviar ao Congresso uma proposta de reforma que altera a forma como os servidores são contratados, promovidos e demitidos. A Câmara também já começou a desenhar uma reestruturação interna.

O Senado vai contratar a Fundação Instituto de Administração (FIA) para elaborar o projeto, ao custo de R$ 3,3 milhões. Conforme a reportagem apurou, o contrato com a instituição será formalizado até sexta-feira, 18.

SEM LICITAÇÃO – A fundação terá seis meses para elaborar o projeto da reforma, que ainda dependerá de atos administrativos e poderá exigir a aprovação dos senadores. Nesta quarta-feira, 16, o Diário Oficial da União (DOU) publicou um ato autorizando a contratação da consultoria sem licitação.

“Aplicando o devido rigor técnico e se valendo das mais avançadas técnicas de gestão pública, o Senado Federal, já no começo de 2021, estará apto a efetivamente desenvolver um programa abrangente de modernização institucional, sintonizado às demandas da sociedade brasileira pela otimização da máquina pública e pela redução de gastos, potencializando, com isso, sua importante missão constitucional como organismo integrante do Congresso Nacional e como Casa da Federação brasileira”, diz nota encaminhada pelo Senado à reportagem.

QUESTIONAMENTO – O senador Lasier Martins (Pode-RS), segundo vice-presidente do Senado, questionou o procedimento. O parlamentar deve formalizar uma cobrança por explicações ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre a contratação.

“O Senado recorre a uma pesquisa externa quando o que é preciso é reduzir gastos internamente. São três erros acumulados: primeiro, não realizar reunião da Mesa para autorizar essa contratação; segundo: não fazer licitação; terceiro: não precisa. É um absurdo, é uma estupidez”, afirmou.

PROPOSTA ENGAVETADA – O senador apresentou um projeto de resolução para cortar gastos e revisar as despesas pagas com benefícios para senadores e funcionários comissionados. A proposta, porém, não andou. Para ele, o Senado tem recursos próprios para desenvolver uma reforma interna e não precisaria gastar dinheiro com consultorias de fora.

Procurado pela reportagem, o Senado respondeu que realizou uma pesquisa de mercado para contratar a instituição e que o projeto será devolvido em função do cenário de restrição orçamentária.

Além disso, a assessoria da Casa Legislativa afirmou que outras instituições responderam ao chamamento para elaborar a reforma, como a Fundação Dom Cabral (FDC), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI), a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e a Fundação Vanzolini.

DIZ O SENADO – De acordo com a assessoria do Senado, a licitação foi descartada com base na Lei de Licitações, que dispensa esse procedimento “na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, desde que detenha inquestionável reputação ético-profissional e não tenha fins lucrativos”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Alcolumbre assume, em nome do Senado, a incompetência da própria casa legislativa, pois a contratação da consultoria demonstra que o Senado não sabe nem mesmo administrar seus próprios serviços. (C.N.)

12 thoughts on “Piada do Ano! Alcolumbre gasta R$ 3,3 milhões para aprender a cortar gastos no Senado

  1. Precisamos mudar esse congresso nem que seja na marra!

    Os venais estão brincando com o povo; fazendo-o de idiota, imbecil, que merece ser roubado, explorado e manipulado.

    A título de “auxiliar” quem perdeu o emprego ou não tem como se manter com a rara oferta de trabalho, o governo dará a esmola de 300,00 por mês para os necessitados.
    Deverá manter o seu consumo e comer mais com esse dinheiro, na ótica de alienados que desprezam o pobre e miserável.

    Pois o presidente do senado, Alcolumbre, “investe” quase três milhões e meio de reais para “aprender a cortar gastos no Senado”.

    Essa quantia, se destinada às pessoas que recebem esmolas de Bolsonaro, 300,00, poderia ser distribuída para exatamente ONZE MIL PESSOAS!!!!

    ONZE MIL SERES HUMANOS que poderiam comprar alimentos que, mesmo sendo pouco o dinheiro, fome de doer a barriga não passariam!

    Que castigo merece um canalha desses?
    O que podemos fazer para varrer essa corja de ladrões de Brasília?
    Porque DUVIDO que essa quantia tenha sido gasta nesse “curso” integralmente, se, lá pelas tantas, o rotundo presidente do senado não tenha desviado uma boa parte para seu alforje, para as suas burras!

    Sinceramente, mas esta semana foi de amargar em termos de escândalos, corrupção, de parlamentares, ministros, membros do executivo envolvidos em golpes contra o exaurido cidadão.

    Três milhões e trezentos mil reais para aprender a poupar, o desonesto Alcolumbre – caso tenha feito mesmo esse “aperfeiçoamento”-, deveria ser reprovado!

    Então eu faço um curso para ter carteira de motorista, e no primeiro teste bato com o veículo, e quero receber a CNH!

    Esses venais vão arrebentar a corda dia desses.
    Tá demais o escárnio contra as necessidades do povo, eu diria, inaceitáveis.
    Tá na hora de os poderes constituídos sentirem a força do povo e, nessas alturas, por mal!

      • Espectro,

        O futuro do Brasil será uma mescla de Venezuela com Síria!

        Se no país vizinho não tem comida, no Brasil o povo não tem dinheiro para comprá-la;
        se, nas Síria, o ditador al-Assad joga o povo contra o povo numa carnificina terrível para permanecer no poder, no Brasil, a esquerda e a direita matam o brasileiro de fome!

        Mas, os poderes constituídos vivem como nababos.
        Alheio à necessidade do povo, o presidente do senado demonstra o seu largo apreço pelo cidadão rasgando uma quantia que poderia alimentar ONZE MIL PESSOAS!!!

        Pergunto:
        Devo respeitar esse cafajeste?
        Devo cuidar as palavras que empregarei contra esse canalha?
        Um corrupto, ladrão, vagabundo, inútil, insensível, cretino, e tenho que reverenciar esse pústula?

        Abraço.
        Saúde e paz, Espectro.
        Te cuida!

  2. Amigo Francisco Bendl, Deus te dê muita saúde mas, não veremos esta transformação que sonhas. Isto, porque necessitamos de mais; muito mais ainda.
    Excelente final de semana para ti e os teus.

    • Caro Pereira Filho,

      Já concordei contigo que para o povo tirar sua bunda mole da cadeira precisará muito mais, indiscutivelmente.

      Até ele se dar conta que está sendo eliminado de formas as mais variadas e exóticas(!), milhões sentirão fome, ficarão sem emprego, se tornarão pobres e miseráveis pelo pouco que tinham e perderam.

      Menos o parlamento, judiciário e executivo.
      Ora, se somos nós que os sustentamos por que cargas d’água passamos por privações?

      A menos que sejamos todos masoquistas, que o sofrimento nos causa prazer, mesmo assim devemos procurar especialistas para esta disfunção psíquica.
      Mas, diante da maioria da população que não sofre desse mal, o tempo que se está perdendo sem que providências sejam levadas a efeito, essa demora mais ainda nos lesa e prejudica.

      Não entendo, Pereira, que os jovens vendo seus pais penarem para sustentá-los, pobres, miseráveis, sem nada, e fica por isso mesmo.
      Não há revolta, indignação, protesto … nada.

      A solução que encontram é partir para o crime, compondo facções ou milícias e que agem contra o próprio povo, contra ele mesmo!

      Por que Bolsonaro abandonou a sua campanha, assim que tomou posse, de caçar bandidos?
      Simples:
      Milicianos e traficantes lutam entre si.

      Enquanto esse pessoal bem armado, com excelentes fortalezas, veículos à disposição, domínio do bairro, informações instantâneas, continuar se matando não há necessidade alguma de combater o crime!

      Se estivessem sequestrando políticos, praticando atentados, matando parlamentares … até as FFAA já estariam em guerra aberta contra facções e milícias.

      Enquanto é povo contra povo quanto mais morrerem, melhor!

      Um forte e fraterno abraço.
      Saúde e paz, extensivo aos teus amados.
      Te cuida, meu!

  3. É isto aí Mestre Francisco Bendl; ainda não existe a massa crítica para a “coisa” acontecer; por mais paciente e pacífico (não passivo) que o povo brasileiro seja, existe um ponto de ruptura mas, na minha visão penso(?) que nós necessitamos de mais; muito mais ainda infelizmente.

  4. Pereira Filho, meu amigo,

    Durante os períodos que tivemos como colônia e império, a História registra várias revoluções de cidadãos descontentes com o governo.

    Após a Proclamação da República as revoltas diminuíram, mas aconteceram as mais importantes de cunho nitidamente social, comprovando que, de fato, a paciência do povo tem limites.

    No entanto, se a Guerra de Canudos e a Guerra de Desterro se destacaram nesse particular, ambas foram regionais, pois o Brasil não registra um conflito nacional tipo a Guerra da Secessão Americana ou a Guerra Civil Espanhola.

    Pela falta de tradição e desunião do nosso povo, se acontecer alguma revolta ela será localizada, no máximo com dois ou três estados participando, mas jamais a nação inteira envolvida e por várias razões.

    Portanto, se o norte e nordeste se voltarem contra o governo, dificilmente o sul e centro-oeste participarão, assim como se o sul e sudeste se rebelarem, norte, nordeste e centro-oeste ficariam assistindo, penso eu.

    Outro detalhe:
    se houvesse uma revolta e esta fosse em caráter nacional, a divisão do povo brasileiro se restringe a Lula, PT e demais partidos de esquerda e de extrema esquerda contra as agremiações que não fazem parte dessa tendência política, hoje representada por Bolsonaro.

    No entanto, isso jamais acontecerá porque a índole do povo é calma, tranquila, no máximo uma que outra rusga e nada de comprometedor.
    Depois, povo contra povo não seria motivo suficiente para uma guerra civil.

    A questão hoje se resume nos poderes constituídos contra o cidadão, o povo.
    Com as FFAA e polícias civil e militar nas mãos, a população não tem como fazer frente a essas forças tão desiguais e muito mais bem armadas que o trabalhador ou a sociedade.

    Se as milícias e as facções se decidissem ficar ao lado do pobre e miserável, do desempregado e desassistido, incluindo os movimentos sociais mormente adeptos do PT como o MST, por exemplo, atualmente desaparecido, então a revolta poderia se estender e tomar proporções interessantes.

    Mas, planejar, organizar, dirigir e controlar, a junção dessas forças tão díspares política e socialmente, muitas variáveis precisariam acontecer para essa convergência de forças e classes sociais desse certo ou que tivesse uma chance de ser realizada.

    Conclusão:
    Tens razão quando afirmas que somente com um agravamento substancial da crise e caos que nos encontramos, de modo que começassem a pipocar um que outro levante.

    Outro abraço, parceiro.

  5. Por tudo que escrevestes caro amigo é que sustento que “ainda é pouco; necessitamos de muito mais ainda”.
    Olhar este congresso; as casas municipais e estaduais cada uma querendo mais e mais e as custas da fome ou desigualdade social chegará um dia que “não dará mais”.

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