Piada do Ano: empresa quis ganhar 7 milhes sem ter contrato

Gabriel Mascarenhas e Rubens Valente
Folha

A empresa de comunicao Muranno Brasil, sediada em So Paulo, confirmou CPI mista da Petrobras que prestou servios estatal petroleira no valor de R$ 7 milhes sem assinar qualquer contrato.

As informaes foram enviadas ao Congresso a pedido do colegiado da comisso parlamentar. Os advogados anexaram o depoimento prestado pelo dono da Muranno, Ricardo Marcelo Villani, 62, Polcia Federal de Curitiba (PR) no dia 9 de setembro passado, em inqurito que integra a Operao Lava Jato.

Villani alegou que trabalhou sem contratos para a Petrobras sempre nos Estados Unidos, em eventos relativos s provas da Frmula Indy, na “montagem de reas de receptivo de pessoas com bares, buf, simuladores de corrida para a recepo de convidados a fim de conhecerem os planos de etanol para o Brasil”.

“GRANDE CONTRATADOR”

Villani se disse “um grande contratador”, empregando “recepcionistas, estrutura fsica das unidades de recepo, brindes, passagens para pessoas, transportes, hotis, jantares de boas vindas”.

Todo esse trabalho, argumentou Villani, era realizado sem qualquer contrato formal com a Petrobras. Villani reconheceu polcia que “foi um erro seu no ter formalizado contrato”. Mas os pagamentos, segundo sua verso, ocorreram at por volta de 2008, quando o ento “gerente de etanol na Petrobras”, Silas Oliva, deixou o cargo. A partir da, alegou Villani, a Petrobras acumulou dvidas com a Muranno no valor de R$ 7 milhes.

Em 2009, Villani soube que os gastos na rea de etanol estavam “sendo auditados por conta de possvel CPI contra Petrobras”. A CPI foi instalada no Congresso Nacional naquele mesmo ano.

A partir da, alegou o publicitrio, ele passou a cobrar sua suposta dvida de R$ 7 milhes, tendo conversado pessoalmente com o ento diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. Segundo Villani, Costa o tranquilizou dizendo que tudo seria pago.

COM O DOLEIRO…

Entre abril e maro de 2009, prosseguiu Villani em sua narrativa PF, ele foi procurado pelo doleiro Alberto Youssef, com quem se encontrou em um caf. Segundo Villani, o doleiro lhe disse que estava ali a mando de Costa para “resolver o problema”. O publicitrio diz que Youssef tinha em sua mos um papel com um valor anotado de R$ 6,83 milhes.

Entre maio e novembro de 2009, disse Villani, as contas da Muranno receberam em torno de R$ 1,5 milho. A PF apresentou ento documento que indicava o depsito de R$ 1,79 milho feito pela empresa Sanko Sider, que prestava servios ao Consrcio Camargo Corra em contratos com a Petrobras. Villani disse “desconhecer” a Sanko, mas admitiu que pode ter sido a mesma depositria.

Depois desses depsitos, afirmou Villani, no houve mais pagamentos. Ele chegou a propor a Paulo Costa uma “comisso” sobre os valores a serem recebidos, mas no houve resposta do ex-diretor.

Segundo a revista “Veja” divulgou no final de outubro, o doleiro Youssef disse, em depoimento que prestou no acordo de delao premiada, que o ex-presidente da Petrobras Srgio Gabrielli o incumbiu de quitar um dbito que era cobrado por uma empresa de publicidade. De acordo com a revista, a agncia ameaava denunciar o esquema de corrupo na estatal. O nome da Muranno no foi citado.

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NOTA DA REDAO DO BLOGA empresa est sediada no Brooklin, em So Paulo, na Av. Engenheiro Luiz Carlos Berrini, 1700, conjunto 101, prximo Marginal. No tem site, no divulga telefone nem e-mail. Mesmo assim, fazia negcios com a Petrobras sem haver contratos. Isso nem Freud explica. (C.N.)

3 thoughts on “Piada do Ano: empresa quis ganhar 7 milhes sem ter contrato

  1. So milhes de Murannos Brasil que roubam do estado com a liberalidade total do desgoverno petista-comunista, e conivncia e subservincia do TCU,TCEs,pseudas-oposies.

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