Piada do Ano! Interesses ocultos usam meio ambiente para derrubar Bolsonaro, diz o general Heleno

Reação contra discurso de Alvim foi 'fantástica', diz general Heleno | VEJA

Heleno: “É preciso mostrar que a Amazônia é brasileira”

Deu no Correio Braziliense
Agência Brasil

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse nesta segunda (21/9) que o debate sobre o meio ambiente tem sido distorcido por nações e personalidades estrangeiras com o objetivo “obviamente oculto, mas evidente, de prejudicar o Brasil e derrubar o governo [do presidente Jair] Bolsonaro”.

Heleno e outros ministros do governo participam, desde a manhã desta segunda (21), de audiência pública convocada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o estado atual das questões ambientais no Brasil.

“VILÕES DO PLANETA” – Sem citar nenhum país ou entidade específica, Heleno também disse que potências estrangeiras e organizações não governamentais usam argumentos falsos e dados fabricados e manipulados “para nos apresentar como vilões do desmatamento e do aquecimento do planeta”. Ele afirmou ser “preciso deixar claro que a Amazônia brasileira nos pertence”.

O ministro comentou ainda o aumento das queimadas na região amazônica, afirmando haver causas naturais que favorecem o fenômeno.

“É importante ressaltar que o assunto é altamente polêmico. Não há comprovação científica de que o aumento de incêndio nas florestas primárias decorra de inação do governo federal. Na verdade, elas têm a ver com fenômenos naturais, cuja ação humana é incapaz de impedir”, disse o ministro do GSI.

CULPA DO AQUECIMENTO – Heleno foi apoiado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que falou em seguida. “Logicamente o aumento da temperatura do planeta causa uma melhor condição para que existam queimadas, ou seja, propicia um número maior de focos de incêndio no planeta inteiro, assim como a própria meteorologia, fenômenos como o El Niño, também interferem nos períodos de chuva e na maior incidência de queimadas”, disse ele.

O ministro Barroso, do STF, é relator de uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) que questiona a suposta paralisação, pelo governo, do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima). A ação foi proposta por quatro partidos de oposição — PT, Psol, PSB e Rede Sustentabilidade. O evento segue até a tarde desta terça (22).

MAIS PARTICIPANTES – Outras autoridades também participaram da audiência na manhã de segunda (21), entre elas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e representantes de órgãos como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além de Heleno e Pontes, também falaram sobre a atuação do governo os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Tereza Cristina (Agricultura).

De acordo com Salles, o plano de ação para o Fundo Clima já foi feito, o comitê gestor já está empossado e os recursos para dar andamento aos projetos já foram encaminhados ao BNDES, na ordem de R$ 581 milhões. Por esse motivo, ele defendeu que a ação judicial já perdeu seu objeto e deve ser arquivada pelo Supremo, uma vez que os autores pediam, justamente, que essas medidas fossem tomadas.

MARCO DO SANEAMENTO – A demora em dar andamento à pauta do Fundo Clima ocorreu devido à lentidão do Congresso em aprovar o marco legal do saneamento, sancionado em julho pelo governo, justificou o ministro.

Segundo ele, a ausência de saneamento, “num país onde 100 milhões de pessoas não têm coleta e tratamento de esgoto e 35% não têm sequer água potável”, é o principal problema ambiental do Brasil e também concorre com as questões das emissões na atmosfera e das mudanças climáticas.

“Então, o envio dos recursos ao BNDES e esse novo entendimento de como aplicá-lo dizem respeito à necessidade de alinhar essa pauta de agenda de qualidade ambiental urbana, que tem sim muita relevância na questão de emissões e que se tornou prioridade diante desse caos do saneamento e lixo no Brasil”, explicou.

MAIS FLORESTA – Salles disse que o governo federal criou o programa Mais Floresta, com investimento de R$ 500 milhões para pequenos produtores, comunidades tradicionais e ribeirinhos, que tomam medidas ambientalmente corretas.

Ele também citou o programa Adote um Parque, que permite que investidores privados possam patrocinar a preservação das 132 unidades de conservação na Amazônia, que juntas totalizam 15% do território nacional.

Para o ministro, esses programas têm relação direta com a questão clima, pois, segundo ele, o Brasil é responsável por menos de 3% das emissões mundiais, “que tem origem nos combustíveis fósseis que são queimados pelos países desenvolvidos desde a Revolução Industrial”.

EMISSÕES GLOBAIS – “Temos que contextualizar isso para não sermos caracterizados como os grandes responsáveis pelas emissões globais e cairmos em uma guerra comercial que tenta imputar à nossa agricultura ou ao Brasil as responsabilidades que são, notadamente, dos países industrializados, que seguem queimando combustíveis fosseis”, argumentou.

Salles disse ainda que a agenda ambiental do governo passa por agregar o setor privado, gerando mecanismos de mercado, seja na parte de clima, crédito de carbono ou florestas.

“Esses são instrumentos necessários para tirar o Brasil, principalmente a Amazônia, dessa situação de pobreza e IDH baixo na região mais rica do país e, com isso, monetizar a floresta, mantendo a lógica de que a floresta em pé tem que valer mais que a floresta devastada”, afirmou.

USO DO SOLO – Em sua fala, a ministra Tereza Cristina destacou que o Brasil utiliza 30% do seu território para a agropecuária e mantém mais de 66% com vegetação nativa, sendo que destes, cerca de 25% se encontram em propriedades privadas.

Ao apresentar as políticas públicas executadas pelo governo no setor, ela explicou que a agenda de inovação e produção sustentável é um dos pilares do ministério. “A agropecuária está intimamente ligada ao meio ambiente. A sinergia entre a natureza, as técnicas produtivas e o homem do campo é justamente o que faz do Brasil uma potencial agroambiental”, afirmou.

A ministra disse que, nos últimos anos, 123,7 milhões de hectares de terra deixaram de ser incorporados à atividade agrícola em razão de técnicas que aumentam a produtividade no campo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As declarações do general Heleno são apenas para disputar a Piada do Ano. Quanto à reportagem, deixou de registrar que a reação mundial decorre de atos tomados pelo presidente Bolsonaro, a começar pela injustificada demissão do diretor do INPE. O resto é só consequência. (C.N.)

6 thoughts on “Piada do Ano! Interesses ocultos usam meio ambiente para derrubar Bolsonaro, diz o general Heleno

  1. Não creio que os cursos militares do seu Heleno o capacitaram a expert em meio-ambiente (cavalaria, sim!).
    Segundo o nobre senhor, não há nada de errado no meio-ambiente, são os estrangeiros que querem derrubar Boilsonaro! Dá pra rir, mas a seriedade da situação nos faz lamentar a burrice encrustada nesse governo e que ajuda o burro mor a decidir por nós.
    É uma vergonha que deve manchar o nome da instituição que acolheu o nobre senhor durante sua vida militar.
    E eu que pensava que os militares seriam a solução… Dei com os burros nágua.

  2. Esse pessoal da segurança costuma ser exímio, na arte de chantagens e sugestas. Nas cidades do interior, esse tipo de tramóia ocorre corriqueiramente. Por exemplo: a polícia local começa a cometer crimes desenfreadamente. O prefeito reage: pede intervenção do Comando-Geral ou remoção do comandante da circunscrição. Em seguida, o próprio alcaide passa a receber cartas e telefonemas ameaçadores: são os próprios policiais ameaçados de punição que estão por trás da trama. Resultado: para preservar a sua integridade e da família, a quem o senhor gestor vai requisitar proteção? A polícia, é óbvio! Aí, os agentes de segurança ainda vão advertir o custodiado: “Viu aí, Dr. prefeito, como o nosso município está perigoso? Não estão poupando nem o senhor que é autoridade máxima”.
    Por fim, aqueles que pareciam ser os algozes da população local, transformaram-se em protetores do chefe maior da municipalidade.
    A cada invencionice subversiva que o Gen. Heleno conjecturar, apontando como assombrações contra Bolsonaro, mais o general garante o seu emprego.

  3. Acho que essa frase eu a ouvi 60 anos atrás:
    “Forças ocultas” teriam derrubado Jânio Quadros.

    O gen. Heleno apenas mudou a primeira palavra para “interesses”.
    Nada criativo por parte do militar.
    Ou fosse mais claro ou fosse verdadeiro.

    Se Heleno não se deu conta da péssima administração do seu ex-colega de farda, a ponto de usar uma explicação mais fria que bunda de pinguim, que nada dissesse, que ficasse quieto.

    Mas, conforme escrevi semanas atrás, militar jamais poderia ser político, e político nunca poderia ser militar.
    Quando querem misturar as estações o fiasco é natural, as palavras ditas são ridículas, e as consequências comprometedoras.

    Os dois expoentes do governo de Bolsonaro, generais Mourão e Heleno, têm se mostrado litigiosos com o vernáculo, dissidentes do pensar antes de falar.
    Resultado:
    Mourão tem dado declarações estapafúrdias e, Heleno, na ânsia de justificar a mediocridade do presidente, inventa situações misteriosas.
    Isso que ele tem à disposição a Inteligência Militar, Abin, PF, Polícia Civil e Militar e, mesmo assim, alega “interesses ocultos”.
    Bom, devem ser mesmo tão ocultas que ninguém os descobre e quem seriam essas pessoas!

    Emfim, a bem da verdade, se Bolsonaro teve algum dia boas intenções em administrar esse país, então elas são ocultas!

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