Piada do Ano! “Não há nenhum fato novo que justifique o impeachment”, afirma Arthur Lira

Lira não defende o voto impresso, mas quer auditagem

Sofia Aguiar
Estadão

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reforçou o discurso de que não há justificativa para dar andamento a um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Apesar da abertura de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR), semana passada, para verificar se Bolsonaro cometeu crime de prevaricação ao não determinar a apuração das suspeitas de irregularidades na compra da vacina Covaxin, Lira avalia que “neste momento, não há nenhum fato novo que justifique e que tenha alguma ligação direta com o presidente da República”.

O fato de “algum parlamentar ter dito que entregou um documento” a Bolsonaro “não justifica” a abertura do processo de impedimento, ressaltou o deputado.

MUITA SERIEDADE – “Não podemos institucionalizar o impeachment no Brasil, temos de aprender a discutir esses assuntos com muita seriedade”, declarou o presidente da Câmara à rádio Jovem Pan. Para ele, o País “não pode ser instabilizado politicamente a cada presidente que é eleito”. Segundo Lira, a abertura de um processo neste momento “desestabilizaria a economia e pararia o Brasil”.

 Na semana passada, o presidente da Câmara recebeu um ‘superpedido’ de impeachment firmado por diversos partidos de oposição, movimentos sociais e representantes do centro e direita, inclusive ex-bolsonaristas como o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP).

Para Lira, os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid trouxeram “realidades” que já estão sendo investigadas pela comissão. “A presidência da Câmara tem o papel de atuar com imparcialidade e neutralidade e vai esperar o desenrolar dos acontecimentos”, afirmou.

PAUTA DE VOTAÇÕES – Lira afirmou que busca o consenso para dar a andamento a votações importantes na Casa, tanto entre os parlamentares quanto com setores da economia. Sobre a reforma tributária, o presidente da Câmara avalia que chega um momento da discussão em que “as coisas tendem a subir um pouco a temperatura”.

“Mas eu costumo dizer aqui sempre com muita paciência, com muita transparência, o assunto será discutido com os setores, com os setores produtivos, com o governo, com os entes federativos, com todos os que geram divisas e riquezas para o País”, afirmou o deputado. Segundo ele, “não teremos aumento de carga tributária”.

“Nós vamos trabalhar para que a reforma seja neutra, sem a sanha arrecadatória da receita. Iremos desburocratizar, simplificar, dar segurança jurídica, sem atrapalhar o crescimento do Brasil”, afirma.

VOTO IMPRESSO – Lira disse que não tem queixas sobre a urna eletrônica, mas que não vê problemas em ter auditagem “para acabar com a versão que está posta na rua que tem fraude no sistema”, afirmou, referindo-se à Proposta de Emenda Constitucional em tramitação na Câmara.

“Muito melhor uma averiguação matemática, calibrada, do que talvez uma eleição questionada.” O voto impresso tem sido defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. “O que temos que afastar são as versões. Tem muita versão sobre voto impresso, polarização sobre voto auditável, tem muitas situações que a população tem tido informações muito divergentes”, afirmou.

11 thoughts on “Piada do Ano! “Não há nenhum fato novo que justifique o impeachment”, afirma Arthur Lira

  1. Em sã consciência, a população apartidária, 50% do população, no mínimo, está cagando e andando pelas eleições da ditadura partidária do sistema apodrecido. Esses eleições são apenas deles para eles e a cupinchas deles, seus dependentes, custeados pelo erário, digo, pelo lombo dos contribuintes. Faz tempo que esses caras não estão com essa boa toda, e a qualquer momento Junho de 2013 volta com tudo, para liquidar a fatura que continua aberta aos gritos de “sem partidos, sem violência, sem golpe, sem corrupção, vocês não nos representam”.

  2. Almir, você fala em “ditadura partidária” e eu concordo plenamente; só não entendo como vem alguns e colocam que o problema é o eleitor que não sabe votar.

  3. “Não há nenhum fato novo que justifique o impeachment” Uma frase irocamente sábia do parlamentar alagoano. Pois não existe mais nenhum ato que Bolsonaro possa cometer que justifique um impeachment; ele já extrapolou todas as raias da tolerância e da complacência dos órgãos que tem o ex-officio para puní-lo.

  4. A farsa dos mérdias continua. A grande mentira deste artigo é a afirmação: “abertura de investigação da PGR“. Todo leitor medianamente informado sabe que foi o STF (Supremo Tribunal de Facínoras) que ordenou a abertura de investigação, baseado na apostila de Direito da Escolinha do Professor Marcola. O resto é mais do mesmo: manchetes mentiroras para exibir nos programas da eleição do Presidente Bolsonaro contra o poste do Crime Organizado.

  5. A constituição de 88 aumentou demais o poder do congresso porém não corrigiu as distorções na representatividade do mesmo. Temos que diminuir o número de congressistas, criar o voto distrital e ajustar a representação dos estados no congresso: “ONE MAN ONE VOTE” . Só assim poderemos nos sentir verdadeiramente representados , cobrar nossos representantes de forma efetiva e trazer o poder para a mão do povo.

  6. Cabe aos alagoanos de bem nunca mais votarem em Arthur Lira (PP-AL), porque ele está se mostrando um canalha, corrupto, e aliado ao que há de pior, que é Jair Bolsonaro, e está sentado, sem levar ao conselho de ética mais de cem pedidos de impeachment do genocida Jair Bolsonaro.

  7. Compincha.

    Esse presidente, se fosse num país sério, já teria sido colocado pra fora há muito tempo.

    Mas como estamos no Brasil, país em que um criminoso imundo com o Lula é descriminado, tudo de ruim acontece.

Deixe um comentário para Paulo III Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *