Piada do Ano! Pacheco pede seis meses para divulgar quem ganhou verbas do oramento secreto

Candidato de Bolsonaro e do PT, Rodrigo Pacheco  eleito para a presidncia  do Senado | Atualidade | EL PAS Brasil

De repente, Pacheco mostra que terrivelmente piadista

Mariana Carneiro
O Globo

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pediu ministra Rosa Weber seis meses para tornar pblicos os dados sobre quem solicitou os pagamentos feitos com o dinheiro do oramento secreto em 2021. Pacheco teve uma conversa a ss com a ministra na noite desta quinta-feira, na sede do Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Senado trabalha para evitar uma nova crise entre o Supremo e o presidente da Cmara, Arthur Lira, que vem resistindo em cumprir a deciso da ministra, alegando que existe uma limitao legal e tcnica para atender ordem, uma vez que a lei no exige esse tipo de detalhamento.

TUDO OU NADA – Parlamentares que conversaram com Lira a esse respeito, nos ltimos dias, dizem que a disposio do presidente da Cmara era de ir para o “tudo ou nada” e no ceder.

O prprio Pacheco chegou a dizer aos parlamentares envolvidos na crise que, se no conseguir uma soluo, as prximas semanas “sero muito difceis”. A proposta de pedir seis meses ao STF sugere uma via do meio, em que o Congresso d um sinal de boa vontade, o que teve a concordncia de Lira.

A divulgao de quais parlamentares foram agraciados pelas emendas, para onde foi o dinheiro e quais os critrios para a distribuio foi uma das determinaes da ministra em uma liminar do incio de novembro.

UMA DECISO CLARA – Alm de mandar tornar pblicas as informaes, Rosa Weber determinou a suspenso de todos os pagamentos das chamadas emendas de relator. Sua deciso foi chancelada por oito dos dez ministros do Supremo.

O oramento de 2021 reservou R$ 16,8 bilhes para serem distribudos em emendas parlamentares de relator, dos quais R$ 11 bilhes sob controle de Lira e os outros R$ 5,8 bilhes, de Pacheco. No h a menor transparncia sobre quais so os critrios para a aplicao desse dinheiro, nem o nome do parlamentar que est ordenando que ele seja enviado.

Depois da liminar de Rosa Weber, os pagamentos foram suspensos, mas o Congresso vem tentando protelar ao mximo a liberao das informaes.

DINHEIRO RETIDO – Acontece que, sem dar transparncia ao oramento secreto, a liminar continua valendo e o dinheiro no ser liberado.

Na sexta-feira passada, depois de dias afirmando no ter o registro detalhado dos repasses j empenhados, que somam R$ 9,281 bilhes neste ano, a cpula do Senado e da Cmara aprovou uma resoluo que torna obrigatria a divulgao dos dados daqui para frente. Quanto aos pagamentos feitos em 2020 e 2021, s se poderia saber quais cidades receberam o dinheiro, porque no era possvel saber nada sobre os parlamentares beneficiados e o critrio de distribuio.

Na segunda-feira, porm, um parecer elaborado pelo consultor Fernando Moutinho Ramalho, do Senado, dizia que , sim, possvel dar as informaes pedidas pelo STF.

DESFEZ A ARMAO – O parecer reavivou a dvida entre os ministros do STF e mandou por gua abaixo o esforo do Congresso de fazer uma abertura parcial de informaes, se comprometendo apenas com a transparncia futura dessas emendas.

Ao longo da semana, Pacheco foi informado que Rosa Weber e outros ministros no aceitariam a alternativa oferecida pelo Congresso e, dessa forma, no liberariam os pagamentos.

Pacheco agora busca convencer a ministra de que, se o dinheiro no for liberado, vai cair na conta do Supremo a falta de recursos para pacientes da rede pblica de sade, que podem ficar sem acesso a cirurgias eletivas, ou o problema de vrias cidades que ficaro sem o servio de transporte escolar, alm de obras paradas.

NO H ENTRAVES Parlamentares que lidam com a liberao das verbas tm dito nas reunies para discutir o impasse com o Supremo que possvel revelar pelo menos os nomes dos autores das emendas em 2021, como exige o STF, uma vez que o oramento ainda est em execuo.

J a abertura de 2020 seria mais difcil – mas no impossvel , porque a forma como estas emendas eram pagas seguia um rito diferente e envolvia diretamente o Palcio do Planalto, via Secretaria de Governo. Neste ano, por iniciativa da prpria cpula do Congresso, toda a gesto dessa verba passou s mos dos parlamentares, que ordenam diretamente as despesas aos ministrios.

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NOTA DA REDAO DO BLOG
Pedir seis meses para revelar quem se beneficiou com recursos pblicos s pode ser Piada do Ano. A matriz U.S.A. diz viver em plenitude democrtica, apesar de Guantnamo, das atrocidades contra imigrantes ilegais e de outras coisitas mais. Aqui na filial Brazil, infelizmente, a sensao ainda pior, porque no existe democracia sem absoluta transparncia dos gastos pblicos. O pior que o prprio Congresso, que deveria ser o principal poder democrtico, eleito pelo povo, encarrega-se de esculhambar o regime mediante a criao de um oramento secreto, que enche os bolsos de determinados parlamentares, como reconhecido pela prpria Controladoria-Geral da Unio, que na verdade no controla nada, e assim la nave va, cada vez mais felliniamente. (C.N.)

5 thoughts on “Piada do Ano! Pacheco pede seis meses para divulgar quem ganhou verbas do oramento secreto

  1. As abobrinhas do Pacheco do para encher os onze caminhes que o Luiz Incio levou do Planalto com coisas que no lhe pertenciam.

    Pacheco deveria chamar -se pach pois nem a aparncia nos engana e se no fosse assim ainda seria pior.

    Como um persongem desse tipo chega a ser presidente do congresso?

    Rosa Weber precisa dar uma de mulher verdadeira e se impor como a seriedade do caso merece. Sem brincadeirinha de esconde esconde porque se no o que pensar o povo que paga a conta desses dois.

    No d para esperar nem uma semana, ou d, ou desce porque o pau que d em Luiz Incio d em Bolsonaro e sobra muita coisa para o Cangaciro.

    Est todo mundo de olho na dinheirama escondida e s lamentamos no ter a Lava jato para enfiar a mangueira com toda a presso do Moro.

    Nos .meios jornalsticos chama-se falcatruas, roubalheiras e outras imundices de “poltica” quando, em verdade, trata-se de senvergonhices descaradas que usa o dinheiro pblico que falta aos hospitais, escolas, segurana e outras necessidades bsicas de um povo sofrido e trabalhador que no merece os trs mercenrios.

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