Piada do Ano! Se insistir, Bolsonaro terá apenas um voto e será humilhado no Conselho da República

Bolsonaro no discurso de 7 de setembro (Marcos Corrêa/PR)

Ao lado de Mourão, o presidente discursa em Brasília

Carlos Newton

É muito difícil entender o presidente Jair Bolsonaro. Ele se diz imbrochável, incomível e imorrível e mas isso é apenas brincadeira, porque ninguém tem esses predicados. Um dia ele vai brochar (se já não aconteceu…), pode também ser comível (se encontrar alguém necessitado…) e a qualquer hora pode morrer, é só uma questão de tempo. Na verdade, suas características principais, na maioria das vezes, mostram que ele consegue também ser incompreensível, ininteligível, indecifrável e inexplicável.

Por exemplo, como entender ou explicar que o presidente tenha deixado por conta do Conselho da República a decisão de dar o tão ansiado golpe, a pretexto de destituir o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso?

INIMIGOS PÚBLICOS – Esses dois integrantes da Suprema Corte são tidos como os “inimigos públicos 01 e 02” pela seita bolsonarista, que tem mania de numerar a pessoas, como os “filhos 01, 02, 03 e 04”, e as “mulheres 01, 02 e 03”. Como se trata de uma família grande, embora já esteja meio rachadinha, é sempre bom considerar aritmeticamente seus integrantes, até mesmo para não errar nas contas, sempre feitas em dinheiro vivo.

Bem, voltando ao golpe, se realmente pretendem tirar do mapa esses ministros, que se faça de uma forma aceitável, um pouco mais branda do que o estilo Sérgio Reis ou do que a mão pesada do militante Márcio Giovani Nique, que, aliás, está inconsolável por estar preso e não ter podido participar do protesto.

É fundamental procurar outra solução, porque a proposta discursiva de Bolsonaro tem um encontro marcado com o fracasso. Sabe-que o Conselho da República jamais aprovará estado de sítio ou de defesa. São quinze votos e Bolsonaro só tem um garantido (Augusto Heleno) e um indeciso (Ricardo Barros). Parece brincadeira, mas é verdade.

PARTICIPANTES – O Conselho da República, órgão que se pronuncia sobre intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio, além de questões relevantes para estabilidade das instituições democráticas, é presidido pelo presidente Bolsonaro e dele participam, na forma da lei; o vice- presidente Hamilton Mourão; o presidente da Câmara, Arthur Lira; o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco; os líderes da maioria e da minoria na Câmara, deputados Diego Andrade (PSD-MG) e Marcelo Freixo (PSB-RJ); os líderes da maioria e da minoria no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) e Jean Paul Prates (PT-RN); e o ministro da Justiça, delegado federal Anderson Torres.

Participam também, com mandatos de três anos, dois nomeados pelo Presidente da República (no caso, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e o empresário Paulo Skaf, da Federação das Indústrias de SP), além de dois eleitos pelo Senado e dois eleitos pela Câmara, que representam quatro lugares vagos, porque os mandatos venceram.

A Câmara ainda não se decidiu, mas o Senado poder fazer eleição relâmpago. Os oposicionistas Randolfe Guimarães (Rede-AP) e Omar Aziz (MDB-AM) são candidatos…

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P. S. Com certeza absoluta, Bolsonaro só tem o voto de Augusto Heleno, o que significa uma quase unanimidade contra suas ideias escalafobéticas. Para não passar vexame, deveria esquecer a convocação do Conselho da República e fazer olhar de paisagem. Bolsonaro realmente demonstra estar desequilibrado, misturando ilusões e realidades. Como diria Lupicinio Rodrigues, às vezes tenho pena desse moço. Seu discurso foi tão violento que abrir caminho asfaltado para o impeachment. (C.N.)

6 thoughts on “Piada do Ano! Se insistir, Bolsonaro terá apenas um voto e será humilhado no Conselho da República

  1. A reunião do conselho da república é só para notificar aos membros dos próximos passos. Quem manda mesmo é o presidente e o que ele decidir será feito.

  2. 180 dias estocando pum dentro do Alvorada.
    Vai ser pior que a vez da Bolada.

    No mármore do monumento a JK está escrito: Tudo se transforma em alvorada nesta cidade que se abre para o amanhã

    Falta instalar no Palácio esta: Residência crepúsculo lusco-fusco de presidente tantã

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