Piada do Ano! “Solução para bancar Auxílio Brasil cobrou preço muito alto em credibilidade”

Campos Neto mostra preocupação com crescimento estrutural no País após  pandemia - InfoMoney

Campos Neto não tem credibilidade e culpa os precatórios…

Jéssica Sant’Ana
G1 — Brasília

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (30) que a solução encontrada pelo governo federal para bancar o Auxílio Brasil cobrou um preço “muito grande” em termos de credibilidade. Campos Neto deu a declaração ao participar de um evento da Federação Brasileira dos Bancos (Febrabran).

O governo aposta na aprovação da PEC dos Precatórios para bancar o Auxílio Brasil. O texto limita o pagamento anual das dívidas da União e muda o período de inflação para o cálculo do teto de gastos. A estimativa da área econômica é que, se aprovado, o texto pode abrir espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento.

DESVIO FISCAL – “O que foi feito pra promover essa continuação do programa de auxílio, nós pagamos um preço em termos de credibilidade muito grande para um desvio fiscal que eu não acho que é tão grande. Mas existe uma percepção que a forma que foi feita abalou o arcabouço fiscal que existia”, declarou Campos Neto.

Ao comentar as percepções pessimistas dos agentes econômicos para o desempenho da economia brasileira em 2022, Campos Neto afirmou que a maior dúvida é sobre a capacidade do Brasil de crescer “estruturalmente”, na casa dos 2,5% e com juros em patamar de 6% a 7%.

‘”O que começou a entrar nesse prêmio de risco é essa dúvida sobre nossa capacidade de crescer estruturalmente”, afirmou.

AGENDA DE REFORMAS – O presidente do Banco Central disse ainda que os dois elementos que contribuem para o crescimento estrutural da economia brasileira são a continuidade da agenda de reformas e a credibilidade fiscal.

“Fica aqui a mensagem de que a gente está nesse processo de normalização de juros global, onde você tem retirada de liquidez do mundo emergente e, ao mesmo tempo, temos nossos ruídos locais, desafios locais. Por isso, é tão importante avançar nessa agenda de reformas, de credibilidade”, declarou Campos Neto.

“Nós não temos recurso para sair, para gerar crescimento com recursos públicos, precisamos de recursos privados. Então, precisa de credibilidade, precisamos ter uma união de política em torno de gerar eficiência e produtividade nos próximos anos”, acrescentou.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A Piada do Ano é Campos Neto atribuir à PEC dos Precatórios a perda da credibilidade da equipe econômico. Em nenhum momento parece lhe passar pela cabeça que ele e Paulo Guedes não têm mais a menor credibilidade, porque não acreditam em suas próprias atuações e colocam suas fortunas no exterior, para obter enormes lucros com a queda na cotação do real. Se Guedes e Campos Neto não acreditam na política econômica do governo, quem poderia acreditar? Campos Neto é um piadista, igual ao avô, que era muito mais habilidoso nas frases de efeito do que na prática econômica. Conheci Roberto Campos de perto, trabalhei com ele no Senado e sei o que estou dizendo. (C.N.)

5 thoughts on “Piada do Ano! “Solução para bancar Auxílio Brasil cobrou preço muito alto em credibilidade”

  1. A Procuradoria Geral acabou de arquivar o Inquérito aberto contra o Ministro Paulo Guedes e Roberto Campos Netto, naquilo que foi chamado de escândalo do Pandorra Papers, investimentos nos paraisos fiscais.
    Nesse país, somente há rigor na área penal, contra os pobres.
    Que país injusto com seu povo e leniente com as elites. Para a Classe A pode tudo, tudo é permitido.
    Que tristeza, que desânimo e ainda tem gente que defende essas pessoas, até nos ofendendo nas redes.
    Desprezo e finjo que não existem.

  2. Prezado Newton;
    Roberto de Oliveira Campos e Octávio Bulhões fizeram um excelente trabalho na condução da Economia brasileira na década de 60. Campos escreveu diversos livros, sendo o ” Lanterna na Popa” o mais famoso.
    Dr Ulisses foi pedir para Campos ( que estava hospitalizado) o seu voto pelo Impeachment de Collor. Campos respondeu que era apenas um voto e que não iria. Ulisses o convenceu dizendo, ” Roberto, o seu voto não é um voto; é o voto da maior qualidade do Congresso”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *