Piadas do Ano: Veja denuncia Moro por ter perseguido réus que ele inocentou e libertou

Capa da “Veja” concorre ao troféu Piada do Ano 

Carlos Newton

Como editor da Tribuna da internet, tinha prometido a mim mesmo não dar importância às denúncias do “The Intercept Brasil”, já completamente desmoralizadas, e fiquei entristecido ao ver a Folha de S. Paulo, a Veja e a TV Band entrarem nesta canoa, e o fizeram na chamada undécima hora, quando já se sabia que as denúncias capitaneadas por Glenn Greenwald não tinham procedência.

Agora, a Veja sai com essa capa purulenta, alegando que o material vazado soma quase um milhão de mensagens, em arquivo com mais de 30 mil páginas. E a revista semanal afirma ainda que sua equipe analisou 649.551 mensagens, em parceria com o site.

UMA FAÇANHA – Caramba, conferiram quase 650 mil mensagens e só conseguiram pinçar meia dúzia de afirmações que possam comprometer o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores? Que façanha, hein? Mas o pior foi no final ficar provado que as mensagens induziram os denunciantes a erro. Ao acusar Moro de prejudicar os réus José Carlos Bumlai, Zwi Skornicki e Eduardo Musa, quando o juiz está tentando justamente o contrário, ao lhes garantir o direito de ampla defesa.

Íamos publicar as denúncias da Veja/Intercept, mas logo concluímos que não valia a pena, pois iríamos apenas aborrecer os leitores. Para nós, basta publicar apenas as respostas de Moro, que desmoralizam por completo as supostas acusações.

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NOTA OFICIAL DO MINISTRO MORO EXIBE PIADAS DO ANO

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente. Lamenta-se que a Revista Veja se recusou a encaminhar cópia das mensagens antes da publicação e tenha condicionado a apresentação das supostas mensagens à concessão de uma entrevista, o que é impróprio. De todo modo, alguns esclarecimentos objetivos:

1 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de quebra de parcialidade por suposta mensagem na qual teria solicitado manifestação urgente do Ministério Público para decidir sobre pedido de revogação de prisão preventiva de José Carlos Bumlai. A prisão preventiva de José Carlos Bumlai foi decretada em 19 de novembro de 2015. Houve pedido de revogação da prisão ao final do mês de dezembro. O recesso Judiciário inicia em 19 de dezembro.

Então, a manifestação do Ministério Público era necessária, como é em pedidos da espécie, para decidir o pedido da defesa. A urgência decorre da natureza de pedido da espécie e, no caso em particular, pela proximidade do recesso Judiciário que se iniciaria em 19 de dezembro. Então, a solicitação de urgência, se autêntica a mensagem, teria sido feita em benefício do acusado e não o contrário.

Saliente-se que o ministro, como juiz, concedeu, em 18 de março de 2016, a José Carlos Bumlai o benefício de prisão domiciliar para tratamento de saúde, o que foi feito em oposição ao MPF. Os fatos podem ser verificados no processo 5056156-95.2015.4.04.7000 da 13ª Vara Federal de Curitiba.

2 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de quebra de parcialidade por suposta mensagem de terceiros no sentido de que teria solicitado a inclusão de fato e prova em denúncia do MPF contra Zwi Skornicki e Eduardo Musa na ação penal 5013405-59.2016.4.04.7000. Não tem o ministro como confirmar ou responder pelo conteúdo de suposta mensagem entre terceiros. De todo modo, caso a Veja tivesse ouvido o ministro ou checado os fatos, saberia que a acusação relativa ao depósito de USD 80 mil, de 7 de novembro de 2011, e que foi incluído no aditamento da denúncia em questão, não foi reconhecido como crime na sentença proferida pelo então juiz em 2 de fevereiro de 2017, sendo ambos absolvidos deste fato (itens 349 e 424, alínea A e D).

A absolvição revela por si só a falsidade da afirmação da existência de conluio entre juiz e procuradores ou de quebra de parcialidade, indicando ainda o caráter fraudulento da suposta mensagem.

3 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de ter escondido fatos do ministro Teori Zavascki em informações prestadas na Reclamação 21802 do Supremo Tribunal Federal e impetrado por Flávio David Barra. Esclareça-se que o então juiz prestou informações ao STF em 17 de setembro de 2015, tendo afirmado que naquela data não dispunha de qualquer informação sobre o registro de pagamentos a autoridades com foro privilegiado. Tal afirmação é verdadeira.

A reportagem sugere que o então juiz teria mentido por conta de referência a suposta planilha constante em supostas mensagens de terceiros datadas de 23 de outubro de 2015. Não há qualquer elemento que ateste a autenticidade das supostas mensagens ou no sentido de que o então juiz tivesse conhecimento da referida planilha mais de 30 dias antes.

Então, é evidente que o referido elemento probatório só foi disponibilizado supervenientemente e, portanto, que o então juiz jamais mentiu ou ocultou fatos do STF neste episódio ou em qualquer outro.

4 – Acusa a Veja o ministro, então juiz, de ter obstaculizado acordo de colaboração do MPF com o ex-deputado Eduardo Cunha. O ocorre que eventual colaboração de Eduardo Cunha, por envolver supostos pagamentos a autoridades de foro privilegiado, jamais tramitou na 13ª Vara de Curitiba ou esteve sob a responsabilidade do ministro, então juiz.

5 – Acusa a Veja que o ministro, então juiz, de ter comandado a Operação Lava Jato por conta de interferência ou definição de datas para operações de cumprimento de mandados de prisão ou busca e apreensão. Ocorre que, quando se discutem datas de operações, trata-se do cumprimento de decisões judiciais já tomadas, sendo necessário que, em grandes investigações, como a Lava Jato, haja planejamento para sua execução, evitando, por exemplo, a sua realização próxima ou no recesso Judiciário.

O ministro da Justiça e da Segurança Publica sempre foi e será um defensor da liberdade de imprensa. Entretanto, repudia-se com veemência a invasão criminosa dos aparelhos celulares de agentes públicos com o objetivo de invalidar condenações por corrupção ou para impedir a continuidade das investigações.

Mais uma vez, não se reconhece a autenticidade das supostas mensagens atribuídas ao então juiz. Repudia-se ainda a divulgação distorcida e sensacionalista de supostas mensagens obtidas por meios criminosos e que podem ter sido adulteradas total ou parcialmente, sem que previamente tenha sido garantido direito de resposta dos envolvidos e sem checagem jornalística cuidadosa dos fatos documentados, o que, se tivesse sido feito, demonstraria a inconsistência e a falsidade da matéria. Aliás, a inconsistência das supostas mensagens com os fatos documentados indica a possibilidade de adulteração do conteúdo total ou parcial delas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe a Veja tivesse ouvido Moro antes de publicar essas Piadas do Ano, teria se livrado da desmoralização. Tenho saudades do tempo em que a Veja ainda fazia jornalismo. (C.N.)

26 thoughts on “Piadas do Ano: Veja denuncia Moro por ter perseguido réus que ele inocentou e libertou

  1. Já publiquei e comprovei aqui na TI, no dia do meu aniversário (23/4/2019), quando somei 73 de idade, o que a sujíssima Veja (no caso a Veja-Rio) fez comigo em 1995, mágoa que até hoje guardo e que foi bastante amenizada com a beleza do artigo que o doutor José Carlos Werneck, de Brasília, escreveu a meu respeito, me homenageando, no 23 de Abril deste ano de 2019..

    • A mágoa de quase 26 anos que neste 23 de abril de 2019 passei a não tê-la mais
      Posted on 24 de abril de 2019, 15:10 by Tribuna da Internet
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      Jorge Béja

      A Tribuna da Internet é um blog dinâmico. Está sempre no ar, atualizado e nunca estático. Notícias e artigos e são publicados de imediato. E incrivelmente editado por um só jornalista, Carlos Newton, seu criador. Nele escrevo há cerca de 7 para 8 anos. E dos articulistas, sou o menor de todos. O blog conta com seletos leitores que postam seus comentários sempre de alto nível. Tenho muita honra e sinto grande prazer de participar da Tribuna da Internet como articulista e colaborador para sustentá-lo no ar, visto que os gastos com sua manutenção não são poucos.

      Desde novembro de 1993 que trago comigo grande mágoa que me causou a revista Veja (Vejinha-RJ). No auge do exercício da advocacia e devido à projeção que alcancei, não por méritos próprios, mas em razão das rumorosas e inéditas causas que abracei, sempre em defesa de pessoas vitimadas (foram mais de 30 mil causas), a Veja me pediu uma entrevista de uma página.

      LONGAS ENTREVISTAS -Queria saber da minha vida, do meu dia-a-dia e como eu fazia para me sustentar, pois trabalhava mais gratuitamente do que cobrava honorários. Além disso — justificou a revista –, eu também era pianista e dava modestos recitais, todos beneficentes.

      Concordei. E durante quatro dias (segunda, terça, quarta e quinta-feiras) a delicada e fidalga repórter Márcia Vieira se encontrava comigo pela manhã e comigo passava quase o dia inteiro, registrando tudo. Até meus álbuns de fotos e notícias Márcia carregou com ela e depois me devolveu. Fotos no escritório, nas ruas, no fórum, recebendo clientes…e muito mais, tudo foi feito pelo fotógrafo da Veja-Rio.

      E eu acreditando que a entrevista de uma página serviria para estimular outros advogados, principalmente no início da carreira, a obrar sempre e sempre e desinteressadamente pelo próximo, preferencialmente pelos pobres, vítimas das mazelas do poder público e de acidentes e tragédias, naturais e causadas pela incúria humana.

      UTIL & FÚTIL – Mas não foi bem assim. Não foi nada assim. No domingo seguinte, quando a Veja-Rio foi para as bancas, minha foto ocupava toda a capa da revista. Embaixo da foto o título “O Chato Útil”. E dentro da revista, em sete páginas, uma outra grande foto com outro título: “Dr. Útil & Fútil”.

      Chato, porque eu corria atrás e contra os grandes e poderosos em defesa dos pequenos e pobres. Fútil, porque proibi Madonna de se apresentar no Maracanã com a bandeira brasileira, que ela prometeu esfregar na vagina como “prova de amor ao Brasil e aos brasileiros”. Fútil, porque proibi César Maia de pagar 6 milhões de dólares a Michael Jackson para o cantor, que estava em São Paulo, viajar até o Rio e cantar aqui.

      Fútil, porque outra vez proibi o mesmíssimo prefeito de pagar outros 6 milhões de dólares ao cineasta e então senador italiano, Franco Zefirelli, para comandar o Réveillon daquele ano na praia de Copacabana.

      DALAI LAMA – Fútil, porque foi com um Habeas-Corpus que impetrei em Brasília que consegui que o Dalai Lama Tenzin Guiatzu e sua comitiva viessem ao Brasil participar da Eco-92, uma vez que o governo brasileiro, subserviente à China, negara-lhe o visto.

      Fútil, porque também foi com outro Habeas-Corpus que voltei a Brasília para impetrar e garantir que o então cacique Mário Juruna viajasse até Roterdã e ocupasse sua cadeira no Tribunal Bertrand Russell, lá reunido para discutir a situação indígena de todo o mundo. Juruna, então tutelado pelo Estado Brasileiro, foi havia sido impedido de viajar até que a ordem judicial derrubou a proibição. E Juruna viajou.

      Fútil, porque, ao ler nos jornais a situação da paciente Dilma Fernandes, internada no Hospital Souza Aguiar, onde suas carnes serviam para a comida dos ratos do hospital, também por conta própria e através de Habeas-Corpus, retirei-a de lá, fechei a enfermaria e o diretor do hospital foi levado para a delegacia.

      COMIDA DE RATO – Dilma estava em coma, com paralisia cerebral e engessada da cintura até os dois pés. Com o emagrecimento, as pernas foram definhando, definhando e os ratos do hospital entravam pela vão, entre o gesso e as pernas (fininhas, fininhas) e comiam as carnes de Dilma. A princípio o juiz criminal negou o habeas-corpus.

      “Ela não está presa, doutor”, disse o juiz. Quando respondi e disse que estava numa situação pior do que presidiária, porque sem condições de se defender, aí o doutor me deu razão e expediu a ordem de remoção, fechamento da enfermaria e condução do diretor até à presença do delegado de polícia.

      LIBERTAÇÃO – Era uma mágoa que a Vejinha-RJ me causou e que me acompanhava até o dia de ontem, 23 de abril de 2019. E a mágoa se foi. Saiu de mim e me deixou de vez. Tudo por causa do artigo que o doutor José Carlos Werneck, advogado militante em Brasília, escreveu e publicou aqui na Tribuna da Internet. Artigo em minha homenagem, em comemoração ao 23 de Abril (73 anos de idade). Com elogios que não mereço.

      Saiba, doutor Werneck, seu artigo, fora da linha editorial da TI, me lavou a alma, como se dizia antigamente. Retirou de mim a mágoa que a revista Veja (Vejinha-RJ) cravou no meu sentimento, na minha honra e na minha reputação, e doravante nunca mais tê-la-ei. Tudo, graças ao seu artigo, doutor José Carlos Werneck.

      Para que os leitores tenham, ainda que ligeira e incompleta, a dimensão da publicação da referida revista em novembro de 1993, aqui vão reproduzidas, sem os devidos caprichos fotográficos, a capa e uma das 7 páginas da longa matéria sobre minha vida que a Revista Veja-Rio publicou. Obrigado, doutor Werneck. Obrigado, Carlos Newton. Ambos me tiraram o peso da mágoa que me acompanhou por quase 26 anos.
      Posted in J. Béja | 16 Comments |

  2. É hilário, não fosse tão triste, ver a história da empresa ser degradada desta forma. Hoje a Veja é um panfleto estudantil que não alcança nem o nível da panfletagem da gloriosa Libelu. É de lascar.

  3. CN,

    A partir da publicac,ao pela veja, resumo de Reinaldo Azevedo:
    “Na conversa com Dallagnol, Moro:

    – pede que a acusação altere a denúncia para torná-la mais forte. É ILEGAL!;
    – cobra Dallagnol sobre manifestação contra prisão preventiva e estabelece prazo. É ILEGAL!;
    – instrui procurador a criar dificuldades para uma determinada delação. É ILEGAL!;
    – orienta delegada da PF a não anexar um documento a processo. É ILEGAL!;
    – cobra de Dallagnol parecer do MPF sobre pedido de habeas corpus da Odebrecht; o procurador diz que não está pronto, mas que pode enviar rascunho para o juiz redigir a sua decisão — contrária, é claro! É ILEGAL!;
    – toma uma decisão, tudo indica, antes mesmo de o MPF deflagrar uma operação. É ILEGAL!;
    – determina a data de operações do MPF. É ILEGAL! ”

    Entao, por hipo’otese, vc aceita q um juiz que se comportou desta maneira esta’ fora da lei ?

    Cleber

    • Cleber,

      A partir do momento da ausência de publicação da Veja, e falta de resumo por Reinaldo de Azevedo sobre os crimes de Lula:

      MEIO TRILHÃO de reais doados para países alinhados ideologicamente com o PT e constituídos por ditaduras:
      MEIO TRILHÃO DE REAIS a fortuna roubada por Lula e sua quadrilha com relação às estatais, fundos de pensão, Olimpíadas, Copa do Mundo, financiamentos para aposentados, o propinoduto instalado pelos petistas e aliados …

      Por que não aceitas esta verdade insofismável e indiscutível, que Lula e sua quadrilha, incluindo aliados políticos, comportaram-se desta maneira tão fora da lei??!!

      Chico Bendl

    • Sr. Cleber,
      O método utilizado pelo meliante Verdevaldo, É ILEGAL!!
      Acho que o Sr. “esqueceu” de mencionar este “pequenino” detalhe. rs
      Atenciosamente.
      José Luis.

    • Quem diria! O Reinaldo Azevedo virou petralha! Logo ele o criador do termo, para atacar Sergio Moro passa a defender o Lullarápio! Mas claro que não é por causa da linda barba do “9 dedos”! É óbvio que está tentando desmoralizar o Moro para defender seus amiguinhos da velha politica do velho PMDB e também o tão intimo amiguinho Aecinho!
      Se dependesse do Reinaldo a Lava Jato já estaria morta e enterrada! Enquanto foi útil para tirar a bandidagem petralha a Lava jato foi muito útil! Mas as manobras fugiram do controle e hoje atingem em cheio vários elementos há muito acostumados a impunidade! Na minha opinião o Moro até pegou leve prá cima do Lullarápio e de muitos petralhas! Se fosse em tros tempos ou lugares(Cuba por exemplo) essa gente iria para um paredão! Mas estão por aí, ainda que presos em confortáveis celas que mais parecem quartos de hotel, muito vivos e enchendo o saco da população de bem pagadora de tributos

  4. A Veja e a Folha não perceberam ainda que o Verdevaldo já se transformou apenas num gringo ridículo e folclórico como o célebre Walter Mercado (ligue já!)…

    Daria um ótimo personagem daqueles programas de humor de antigamente: um gringo com um sotaque ridículo que só conta fofocas antigas e obviedades.

    Que falta faz um Agildo Ribeiro…

  5. (…) . Tenho saudades do tempo em que a Veja ainda fazia jornalismo.(C.N.)
    (…)

    Sr. editor. A revista pelo seu comentário fez jornalismo serío até semana passada não é mesmo? Quando servia aos interesses inquisitoriais. Hoje já desacreditada por muitos ganha mais um. Você! Chegou tarde.

    Para mim ele é um pañfleto chinfrim. Não ser A uma matéria dessa que me fará mudar de opinião. Estou colocando a TI no mesmo balaio.

    Só venho aqui para acinpbgar sua infância. Ah e para não perder o costume vou parafrasear o seu par, o genial Neno Cavalcante, (um memoriam) com a já contundente indagação: “-CN, porque você é desse jeito?”

  6. Jornalismo é uma coisa que a Veja deixou de praticar há mais de 20 anos. Há muito que toda a redação da revista tomou gosto pela destruição de reputações alheias, sem preocupação com a checagem da veracidade do que noticia ou com o contraponto, o que produziu casos notórios como a história dos dólares da FARC para o PT. Aliás, a intelectualidade supostamente esclarecida costumava ser muito crítica ao pseudo-jornalismo da Veja – lembram do dossiê do Nassif sobre a revista?

    A conduta de boa grande mídia brasileira parece derivar de uma mistura do que poderíamos chamar de uma espécie de complexo de Clark Kent – isto é, a crença de que jornalistas são a suprema e exclusiva autoridade moral do universo e podem agir como bem quiserem, e atacarem os outros como quiserem, em nome do “bem” – com um resquício de fé cega no caráter progressista do PT, que precisa ser defendido e resguardado a todo custo – não importa que o lulismo tenha praticado corrupção em larga escala, que tenha usado truques sujos para destruir adversários, que tenha transformado o poder público em sucursal dos interesses partidários ou mesmo que tenha tentado acuar a própria grande imprensa, constantemente acusada de “golpista” por não defender o suficiente os próceres petistas – o lulismo tinha de ser poupado por ser uma força do “bem”. E de resto, o que há mais ainda é uma vontade de salvar toda a camarilha corrupta que desgraçou este país, notadamente aqueles tucanos tão queridos da Veja. É preciso salvar as oligarquias corruptas que afundaram o país, mas dão rios de dinheiro para a grande mídia. Boa parte da grande mídia odeia a Lava Jato porque destruiu as ilusões de que a tucanagem e do resto da velha classe política corrupta poderia algum dia volta ao poder com o Aécio “Brado Retumbante” Neves, ou com aquele que há uns dois anos atrás era a “grande esperança branca” de boa parte da súcia que domina o país, o Eduardo Paes.

  7. O plano deu errado…e os petralhas estão loucos e sem dinheiro,….so rindo do desespero desses canalhas. A casa caiu e voces vão ficar sem o dinheiro roubado do povo brasileiro, so rezem pro ( H mais honesto do Brasil } não morrer antes de dar a senha……

  8. Ninguém e nada nesse mundo vai convencer um jihadista muçulmano que não vai ter setenta e duas virgens esperando por ele no paraíso ao se explodir no meio da multidão.
    Como dizia minha nona, é peta pelejar.

  9. Revista de maior circulação em tempos de ditadura militar é assim:

    O CRUZEIRO – onde 75% de toda a verba publicitária advém do governo – militares bancando e direcionando toda matéria e propaganda em seu favor.
    RESULTADO: quando ia terminando a ditadura, que sabia demais comeca a sofrer ataques contra a sua vida. Primeiro uma tentativa de injeção letal em pleno dia numa calçada do centro do Rio, inefetiva que o homem era forte e se defendeu.
    Escreveu um dossiê e enviou para as principais revistas do Mundo, a ser aberto e divulgado caso sofresse atentado.
    E aconteceu, meteram ele num barco, cravaram de bala, rasgaram a barriga pra nao flutuar quando jogado ao mar.
    O cadáver deu na praia da Macumba.
    A Veja publicou, capa vermelha, só o rosto do jornalista tomando o espaço todo, e a chamada mencionando o dossiê.
    O General negou.
    Passaram anos, e durante os levantamentos posteriores houve a confirmação de toda a trama.

    ………………

    Revista de maior circulação em tempos de milícia a militar é assim:

    VEJA – uma porcaria de revista que obtem faturamento via quem paga mais, promovendo a continuidade do Mercado de forma que as pessoas resistam nas cidades, com toda violência, insegurança, poluição, insalubridade, movendo dinheiro, querendo mais dinheiro, mais dinheiro, até a hora do leito de hospital, ou de morte.
    É como novela, precisa manter o povo alucinado, pensando em ficar rico, ser famoso, ter o gadget modernoso, comprar uma lamborguini, uma ferrari, mesmo que não tenham sido ainda construídas estradas compativeis para dirigir esses carros, ou sociedade compatível para trabalhar honestamente e ganhar dinheiro honesto.

    São os 40% da população qu detem todo o lucro produzido no Brasil que lêem a Veja.

    Talvez a Veja tenha o levantamento desse público que compra a revista e, com uma matéria dessa sobre o Moro, saiba por algum algoritmo midiático o tamanho do benefício que poderá lucrar no mercado de capital.

    Não existe mais a grande revista jornalistica no Brasil.
    A Veja foi vendida, a Abril foi vendida quando os Civita se deram conta disso…
    Quem ficou com a pelota esta apenas ganhar algum antes de tirar o time fora também….

    Passei anos admirando os troféus Roquete Pinto de grandes jornalistas com quem convivi.
    Hoje, os troféus que esse jornalismo atual produz voltado a uma formação de opinião favorável a um mercado decadente e degradante, anti-social na verdade embora diga promover o contrário, não vale um palito de picolé….

    É como a nossa língua portuguesa, indo pro brejo, via meios de comunicação.

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