Piloto explica por que ocorrem tantos acidentes em Angra, Paraty e Ubatuba

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Muitos acidentes são causados por desrespeito às regras

Carlos Newton

A propósito do acidente aéreo em Paraty, o experiente piloto Francisco Martins de Andrade escreveu esse desabafo e encaminhou a um grupo de amigos, através de e-mail. Um deles, que é leitor diário da “Tribuna da Internet”, nos repassou o texto, para que seja publicado e ajude que se possa entender o que acontece nas pistas de pouso que funcionam precariamente em Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, com operação meramente visual, em região onde o litoral é próximo à Serra do Mar e as condições climáticas são adversas, especialmente no verão, em final de tarde.

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VOOS DE ARROGÂNCIA E SUBSERVIÊNCIA

Francisco Martins de Andrade

Quem opera na aviação executiva sabe bem o quão frequentemente são transgredidas as regras de voo visual nas operações em Paraty, Angra e Ubatuba. Basta que as condições meteorológicas se degradem abaixo dos mínimos visuais para que o show de transgressões comece.

Se for em véspera de feriado, ou no último dia do feriado, então vira um show de horrores. Há inúmeros procedimentos mandraques e macetes difundidos entre os pilotos que operam naquela região.

O grande interesse dos patrões e passageiros de táxis aéreos em voar para lá, principalmente no verão e nos feriados, impõe um fator de pressão com o qual os pilotos não tem sabido ou podido lidar de forma saudável.

A facilidade com que a meteorologia se degrada na região, principalmente em épocas quentes e úmidas, somada ao relevo desafiador que impõe severas restrições operacionais aos aeródromos dessas três cidades, completam o quadro de um ambiente potencialmente catastrófico. 

Para piorar, a comunidade de pilotos se habituou a operar com mínimos inacreditáveis nesses lugares, aumentando ainda mais a pressão sobre o piloto que cogite rejeitar uma operação bem no momento de lazer do patrão, quando ele está “alucinado” para usufruir de descanso e diversão com a família, amigos, amante etc.

É claro que essa situação não passaria impune por muito tempo. Todos os anos temos fatalidades por lá. A lista é imensa, longeva. Há bem mais de uma década, ano após ano, ricos tem morrido em caríssimos aviões e helicópteros executivos naquela região. 

O mais chocante é que nem esses eventos extremos tenham sido capazes de mudar a cultura de proprietários e pilotos de aviões executivos. Ambos parecem hipnotizados, em uma relação insana e autodestrutiva, movida a arrogância de um lado e subserviência do outro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quanto ao artigo publicado ontem aqui na “Tribuna da Internet”, revelando que a viagem do ministro do Supremo era secretíssima e ele, para despistar, até mandou noticiar que tinha interrompido as férias para voltar ao trabalho em Brasília, reafirmamos que nem os seguranças do Supremo nem a família do ministro sabiam da ida a Paraty. As duas acompanhantes também desconheciam de quem se tratava, não sabiam que estavam com o ministro-relator da Lava Jato. Antes da decolagem, a massagista mandou uma mensagem a uma amiga, dizendo que ia viajar com “um senhor muito chique”. O resto é folclore. (C.N.)

119 thoughts on “Piloto explica por que ocorrem tantos acidentes em Angra, Paraty e Ubatuba

  1. O segredo sobre a causa mortis também pode denegrir o Teori ?
    Por que o piloto nem gritou ou falou algo antes da queda ? Estaria acordado ?
    Quantos acidentes ocorreram em Paraty nos últimos 10 anos ?
    O vento no dia estava entre 8 e 10 kms/h.

    • Essa hipotese do piloto estar inconsciente é interessante, seria problema de vazamento de CO2 para dentro da cabine. Não sei se o aquecimento nessa aeronave funciona assim, mas poderia ser um jeito de sabotar o avião. Agora, como o sabotador sabia que aquele voo especifico, naquele dia e hora, ia levar o ministro, é muito difícil de explicar.
      Agora, ocorreram varios acidentes ali no passado, inclusive em 3/1/2016 um King Air igualzinho caiu em circunstancias quase idênticas.

      • hmm…..pensando melhor, por que cargas agua o piloto teria ligado o aquecimento da cabine quando a temperatura externa andava perto de 29C? Esquece de desligar quando no procedimento de chegada?

  2. Ele pilota aonde ? Quanto ao acidente com um helicóptero Robson 22, o seu dono era um amigo meu, Sidney Bertero. Ele caiu pois cometeu um erro primário que foi tentar ultrapassar a tempestade pela serra, além de estar numa porcaria de Robson 22 que nos EUA é vendido desmontado para fazendeiros inspecionarem as fazendas e os rebanhos.
    Já pousei 4 vezes nesse aeroporto num Cessna Citation que um amigo tinha quando era rico.

  3. Sequer falou ‘Jesus!”, como o piloto da Lamia, que levava o time chapecoense.

    Parece torcida de futebol mesmo. Vence por larga margem os que acreditam que o ministro foi eliminado. Tô nesse time.

    E tô com você, Virgílio. Contra nosso amigo Newton.
    Bom, ele tem mais responsabilidade sobre o que escreve, é natural.

    • Ele estaria ele acordado antes da queda ? Assim como no caso Campos não fizeram o exame de toxicologia pulmonar.
      Pelas normas do Colégio Brasileiro de Experimentação Animal, os animais ‘ cobaias’ devem ser sacrificados através de gás carbônico. Eles são colocados em um recipiente e o CO2 vai sendo injetado aos poucos, depois de um certo tempo, os bichinhos começam cavar a ‘maravalha’ que é a forração da caixa, como se estivessem se preparando para dormir, só que não acordam…
      Os aviões pressurizados só resfriam o ar quando estão em terra, em voo eles aquecem o ar aproveitando o ar das turbinas ou do turbo hélice, uma fístula na tubulação da cabine do piloto poderia facilmente causar isso.
      Como disse o delegado da PF, todas as possibilidades devem ser pensadas…

  4. Chamar de aeroporto algumas pistas asfaltadas ou de terra é uma piada. Pelo que vi nos noticiários que mostrou a pista do aeroporto de Paraty, acho um absurdo permitir o pouso de aviões naquele local. Daqui a pouco tempo este acidente será esquecido e tudo voltará a normalidade.

    • Essa pista começou na década de 80, a pedido de um brigadeiro que era presidente da White Martins, que se achava dona da Praia de São Gonçalo.
      Ele foi crescendo de acordo com as necessidades dos novos aviões da família Marinho. Metade do PIB pousa lá pois tem mansões no Condomínio Laranjeiras.

  5. A viagem era tâo secreta, mas tão secreta que talvez o Teori ainda esteja vivo. Quanto as condições do aeroporto, cabe a ANAC determinar o fechamento do aeroporto quando o mesmo não tem condições de pouso e/ou decolagem. Não são os pilotos nem os donos dos aviões que deveriam determinar as condições de segurança.

  6. Os noveleiros choram compulsivamente, diante da verdade.

    Quem mataria um ministro que não prendia ninguém?

    Carlos Newton foi no cerne da questão e mostrou a origem do acidente: a falta de autonomia dos pilotos diante de seus patrões, a precária infraestrutura nesses aeroportos e a falta de controle sobre a aviação particular por parte das autoridades.

    Sem falsa modéstia, também apontei exaustivamente estes graves problemas.

    Chorem noveleiros!

  7. Por que tornar os atestados de óbitos segredo de estado ?
    Por eles daria para ver, por exemplo se havia hemorragia petequial e se essa foi causada antes ou depois do afogamento…

  8. Como podem saber se o avião não teve problemas se nenhuma peça ainda foi examinada ? Não basta examinar apenas os motores, a perda de um flap a baixa altitude faz o avião adernar.
    Patrocínio : Empíricus e Banco Original.

    • Sabe de uma coisa Virgílio?
      Estou começando a acreditar em perícia por osmose! Ou telepatia.
      Pronto! Está tudo resolvido.
      É isso!!
      A tecnologia está muito avançada e em assim sendo, é possível que todo o trabalho de perícia já tenha sido realizado. Sem contar que as informações da imprensa são totalmente confiáveis!
      Não resta mais nada! Caso solucionado!

  9. Se apenas uma conversa, na qual faltam os 3 minutos finais, pode determinar que não havia defeito no avião, para que gastar tanto alugando uma balsa, carreta, etc para leva-lo até o Galeão ?
    O ‘notório’ especialista que já trabalhou para a Boeing , não disse que viria uma equipe da fabricante do avião para ajudar na perícia ?
    Quanto desperdício…

  10. Apesar do fla-flu que se formou sobre ao acidente com Teori, qualquer pessoa com o mínimo bom senso sabe que é leviano e nada técnico afirmar que o avião não teve nenhum problema, ANTES de se fazer a “Autópsia” do mesmo. É como ocorrer um acidente de carro e, sem a autópsia, afirmar que o motorista não havia bebido nenhuma gota de álcool, nem tinha se drogado, nem tinha sido atingido por uma pedra, tiro ou tido um enfarte.
    O resto é torcida…

  11. É preciso agora descobrir o que havia de tão atraente no tal Resort, para que um ministro da Suprema Corte, largasse tudo e corresse para lá, numa viagem secreta, arriscada e fatal. O negócio devia ser bom a beça! Com a palavra e imaginação, os Noveleiros!

  12. O máximo que essa degravação pode indicar, é que até 3 minutos antes do silêncio total – muito estranho – o piloto não relatou via rádio problemas com o avião… O resto é coisa de fofoqueiro que gosta de antecipar o final de novelas. Nelson Rubens perito já !

  13. NOTÍCIA EXCLUSIVA
    Acabei de rever a informação, passada por um amigo que estava acompanhando o velório de Teori Zavascki.
    Ele me contou que viu e ouviu o ministro Gilmar Mendes se aproximar da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e perguntar:
    – Presidente, posso ocupar o lugar do Teori?
    Ela respondeu:
    – Se você couber no caixão e fizer tudo discretamente, pode.

  14. O avião não teve problemas, segundo Aeronáutica

    Brasil 31.01.17 13:29
    A Aeronáutica divulgou nota nesta quarta-feira, informando que “em uma análise preliminar”, os dados do avião que caiu com o ministro Teori Zavascki “não apontam qualquer anormalidade nos sistemas da aeronave”. A Folha havia antecipado a informação esta manhã.

    No texto distribuído à imprensa, a Aeronáutica afirma que os registros de áudio incluem “não só informações de voz, mas outros sons que serão importantes para a investigação”.

  15. Uma análise preliminar baseada em uma gravação, que misteriosamente tem 3 minutos de silêncio, onde o piloto nem grita, no máximo pode dizer que até 3 minutos antes da queda não houve comunicação do piloto sobre o problema, depois disso nada pode ser dito e nenhum componente mecânico foi analisado.
    Os peritos da fábrica , que aquele notório especialista da Boeing disse que viriam , já chegaram ?
    Com R$ 30,00 e 15 minutos você pode ficar milionário…

  16. O piloto nem gritou….kkaaasss
    No caso do Campos, apresentaram 8 soluções hilárias, tanto que a própria Aeronáutica desistiu delas.
    A mesma Aeronáutica que ‘perdeu’ o registro de entrada do carro do Machado no Aeroporto de Brasília …. A quem interessa ?

  17. Eu respeito o comentarista. Mas cair aviões de gente rica só porque querem logo desfrutar de descanso é uma conclusão exagerada. Faça-se então uma pesquisa para calcular quantos voos com gente abastada chegam a essas cidades e no mesmo período quantos acidentes aconteceram. Proporcionalmente entre um fato e outro existe um abismo. Não me entra na cabeça que uma pessoa por mais rica ou importante que seja diga ao piloto que quer chegar de qualquer maneira. Tem três aeroportos relativamente próximos um dos outros é uma alternativa. Eu não tenho como afirmar que foi um atentado. No primeiro momento achei que foi um crime. Continuo achando que existe uma possibilidade muito grande de ter sido. Seria uma imbecilidade não acreditar que possa ter havido uma falha humana. Mesmo que tudo conspire com essa tese. Só para dizer duas coisas: O piloto era muito experiente. Tinha anos ininterruptos de profissão e trabalhava há muitos anos com Figueiras conhecendo bem o local. Vai prevalecer o que for dito pelos investigadores.

    • A pressão do empregador sobre o empregado é um fato na aviação. Aqui nos USA a FAA tem prestado muita atenção nesse fator, depois de alguns acidentes graves em que esse fator foi um contribuidor importante. Imagino na situação brasileira de desemprego crônico. A norma de que o piloto é a autoridade final em tudo que se refere á segurança do voo (palavras que traduzo das normas da FAA, não conheço as normas brasileiras) não deve ter muita força nessas circunstancias.

  18. Já passei muitas situações difíceis voando em aviões pequenos na Amazônia, com dois ou apenas um motor, pousando e levantando em pistas improvisadas de garimpos.

    Sei como as coisas acontecem depressa, principalmente nos pousos e decolagens.

    Fico com o texto da matéria e o comentário de Carlos Newton.

  19. Procurei mais detalhes sobre o perfil do piloto que escreveu o interessante artigo sobre os vôos perigosos para Paraty e não encontrei qualquer referência. Quem é Frederico Martins de Andrade? Onde atua ou atuou como piloto? É importante uma biografia resumida do autor do texto.

  20. Tudo leva a crer que foi um acidente. Todos pilotos sabem que pilotar para empresários é complicado, não tem noção nenhuma de segurança. Acham que o dinheiro compra até pousar em um aeroporto sem visibilidade. Mas, sabendo o tipo de gente que manda hoje no Planalto eu acredito que existe uma possibilidade de grande de ser sabotagem.

    • A fala do piloto “Tô na final” durante a segunda tentativa, e a afirmação do artigo de que “depois, só é possível ouvir o barulho do avião atingindo o mar”, indicam que ele não estava incapacitado, e que o avião voava normalmente até instantes antes do impacto. Começo a acreditar cada vez mais em wind shear. Já passei por isso e sei como é.

      • Acredito mais em desorientação por falta de visibilidade, associado ao medo de colidir com as montanhas. Perdeu sustentação ao forçar o procedimento e segundo testemunhas, tocou com a ponta da asa no mar, capotando em seguida.

        • Pode ser isso também. A tal “curva da morte”, no palavreado da FAA. Se a visibilidade estivesse variando muito, entrando e saindo de nuvens rapidamente, ele poderia estar transicionando muitas vezes entre visual e instrumento, e voce sabe como isso desorienta. Deve ter perdido controle do altímetro, porque naquele ponto da trajetória de aproximação, não poderia estar tão baixo. Aqui isso se chama “scud running”.

  21. Dado para pensar:

    Se o piloto tentou pousar duas vezes e não conseguiu, acompanhado de um ministro do Supremo Tribunal Federal e de seu patrão, Filgueras, e, mesmo assim, insistiu na operação, das duas uma:
    Ou deixou de lado a sua experiência, que determinava um procedimento diferente do que estava fazendo ou, então, em razão justamente dessas tentativas infrutíferas, perdeu o controle do avião!

    Agora, as razões pelas quais mão exclamou uma palavra de pavor diante da situação ou apelasse para, Meu Deus, trata-se de algo inédito.

    Ouvi dezenas de gravações de caixas pretas, pois existem canais na TV fechada que reproduzem os acidentes aéreos, inclusive o desespero na cabine e até por parte dos passageiros, mas o gravador do avião de Teori nada consta neste sentido, no mínimo curioso.

    Pois até mesmo acidentes repentinos ou batidas de aviões em pleno ar, a tripulação emite sons de angústia e pavor.

    O Boing da Gol, que se chocou com o Legacy, e que imediatamente os instrumentos começaram a apitar emergência, os pilotos dialogavam desesperados que não sabiam o que acontecia, até o ruído do avião se desmanchando em queda livre!

    Da mesma forma o Airbus, que se chocou com o depósito da própria empresa, a TAM, onde uma das turbinas não obedeceu ao freio porque os manetes estavam em posição irregular, ouvia-se claramente os gritos do comandante dizendo ao piloto que desviasse, até a célebre expressão Meu Deus, e o pavor dos passageiros!

    Neste, silêncio absoluto, a menos que a Aeronáutica decidiu não mostrar ao público possíveis cenas de horror, compreensível, em se tratando da figura de um magistrado da importância de Teori Zavascki.

    Mesmo assim não descarto sabotagem, apesar de aceitar a conclusão da perícia se for ao contrário do que imagino.

    Entretanto, acreditar em laudos oficiais brasileiros, quem se candidata?!

    • Caro Dr.

      Se um cego anda na rua durante uma tempestade e se depara com um bueiro sem tampa, ele vai cair, ser sugado, sem dar um pio e sumir. Um acidente de avião, dinâmica de alta velocidade, onde o piloto faz voo cego, sem instrumentos, ao colidir inesperadamente, não existirá reação e tempo para gritos.

        • Provavelmente não teve tempo nem para saber o que aconteceu. O fato de não haver voz no instante final indica que ele não sabia que ia bater, até o instante mesmo da batida. Esse fato por si só já sugere que naquele momento ele tenha perdido o horizonte no nevoeiro, e nessas situações demora um pouco até se orientar novamente. Nesse tempinho, como ele já tinha perdido controle da altitude, bateu.

      • Eduardo,

        Não estamos falando de deficientes visuais, mas de um piloto experiente e passageiros que não tinham suas línguas cortadas!

        A partir do momento, conforme testemunhas, o avião deu a guinada para fazer a curva ou retornar, e bateu com a asa na água, nenhum sinal de preocupação, pois a queda seria iminente?!

        Há muita diferença entre uma pessoa cair no bueiro e ser sugada pela correnteza e, mesmo assim, acho que ela soltaria um baita palavrão!

        E, Eduardo, se escreveste, Dr, a título de gozação, vá lá, mas não tenho qualquer faculdade, meu caro.

        Assim, se quiseres ser meu amigo, deixa de lado este tratamento e me chama pelo nome ou apelido, Chicão.

        Um abraço.

        • Pensei que você fosse um médico que posta aqui.

          No caso em questão, o piloto não tinha visibilidade e não contava com instrumentação de voo. Para se ter ideia, uma testemunha que estava mais próxima do acidente, disse que não conseguiu ver o local da queda, apesar de estar a poucos metros do avião. A visibilidade era praticamente zero no momento da queda. Este avião nunca deveria ter levantado voo de SP. Quanto a gritos, veja meu comentário abaixo.

          Abs. Dr. Chicão.

      • O problema é que as pessoas não tem noção de física e muito menos de aviação, e não entendem a dinâmica de um acidente aéreo. Aqui temos até perito em acidentes, emitindo laudos de pijamas e digitando de um sofá ensebado. Abraços!

    • Eduardo,

      Respeitosamente discordo desta tua declaração!

      Em princípio, o avião de Teori não bateu na água diretamente;
      Tentou pousar duas vezes, consequentemente, os passageiros e o piloto deveriam estar tensos, no mínimo;
      Quando a asa bateu na água, e a queda seria inevitável, nenhuma voz de preocupação ou de alerta ou de desespero?!
      Mais a mais, cair a 300 km/h ocasionaria nos passageiros colarem nas poltronas da frente ou seus dorsos, e saberiam pela maneira absolutamente irregular de estar voando, que algo não estaria a contento.
      No voo de Teori tudo parecia normal, até as duas tentativas de pousar e as manobras radicais com a aeronave.

      Portanto, sem criar celeumas ou polêmicas desnecessárias esta é a minha opinião, que apenas difere da tua, e não que estejas erado e eu certo ou ao contrário.

      Apresento a minha versão, e calcada também em muitas viagens de avião, inclusive várias no antigo Brasília, Bandeirante, Piper Navajo e Azteca, não considerando os jatos de pequeno e grande porte.

      • Os passageiros e o piloto deveriam estar mais tensos sim, mas não devem ter visto que estavam tão perto da agua na segunda tentativa, especialmente o piloto. Senão, teria subido imediatamente. Talvez tenha perdido controle do altímetro porque estava concentrado em olhar para fora, confuso com a alternância entre olhar para fora, ou voar pelos instrumentos. Ele bateu na agua diretamente sim, do contrário, como teria batido em algo antes de atingir a agua? Deveria estar manobrando em velocidade de tipo long final, quanto é isso num King Air, 110 kt? Um pouco menos de 200 km/h. Uma manobra brusca, inda mais se agravada por wind shear ou rajada, é suficiente para causar perda de sustentação. O importante é que ele não “caiu” a não ser no ultimo segundo talvez, se é que houve perda. Ele bateu na agua como um carro, não como algo que cai do céu. Eles não souberam o que os atingiu, exceto talvez a infeliz passageira.

        • A nomenclatura da FAA para isso que descrevi é CFIT: Controlled Flight Into Terrain. Uma das causas principais de acidentes com aviões pequenos aqui nos USA. Imagino que aí no Brasil também.

        • Se tivesse um co-pilolto, mas e o custo de mais um tripulante? Mesmo assim, seria difícil. São Paulo fica a pouco mais de 200 Km/h de Paraty, sabendo das péssimas condições do tempo, que não iriam mudar em 30 minutos, jamais poderiam levantar voo. Algo precisa mudar nessa bagunça, chamada aviação particular.

  22. Realmente a verdade e lógica começa a ser restabelecida. Levei muita pancada aqui.

    Quando falei de peritos de pijamas e sentados em sofás ensebados, me referi em especial a um comentarista obsessivo, que há dias posta sem parar absurdos e cismou se tratar de um atentado, e por que ora sumiu, suas teorias derreteram e murcharam.

    Teve ele, a petulância de contestar até o parecer prévio do CENIPA, que já apontava erro humano como causa do acidente do Teori.

    Esta estória de conspiração, mesmo sem analisar o acidente, era furada, já que o ministro Teori nunca prendeu ninguém, sequer relatou um indiciamento, por que matá-lo?

    Noveleiros da TI.

    Prazer em debater com você Sr. Ivo!

    • Prazer igualmente, Eduardo. Eu também me envolvi nessas discussões depois de ver os absurdos que certas pessoas escrevem. Inicialmente também achei que poderia ser um atentado, mas foi só pensar um pouquinho pra ver que a idéia não se sustentava, diante das circunstancias de como foi o acidente.

    • Mas continua uma duvida, voce talvez possa esclarecer. Tanto quanto eu saiba, o King Air, ainda mais um novinho assim, é equipado com TAWS (Terrain Awareness and Warning System). Por que seria que não se ouve na gravação os alertas que esse sistema deveria estar emitindo quase continuamente “Terrain! Terrain!…” com o avião a menos de 200 ft de altura? O piloto teria desligado o alerta acústico? Teria desabilitado todo o sistema pra não ficar incomodando? Se foi isso, teria sido um erro operacional grave.

      • Ivo, na aviação particular, pelo menos aqui no Brasil, nada é obrigatório, inclusive equipamentos funcionarem.

        Certos sistemas não podem ser desligados pelo piloto, mais certo que estivesse pifado.

        De uma olhada neste vídeo, do dia do acidente, feito por um sujeito que saca demais de manutenção de aviões.

        https://youtu.be/cuFrG4M11Hg

        Vejo semelhança entre este acidente e o da Chapecoense, transformaram coisa séria em roleta russa.

        • Obrigado pelo video! Muito bom.

          Quanto ao TAWS, se estivesse pifado, OK, não é um equipamento obrigatório nessa categoria de avião nem aqui nos USA. Mas, se estivesse funcionando, seria temerário não usar, ainda mais naquela circunstancia. Naquele avião específico, que tem um “glass cockpit”, o TAWS nada mais é do que um software, portanto seria difícil pifar. OK, vamos aguardar o parecer dos experts. Ainda deverão falar sobre isso.

  23. RAPAIZ!!!
    So falta saber como e que o Eduardo e o Ivo saíram vivos do acidente com o avião do Teori !!!!

    Acho que a acessoria de imprensa do careca sabe!
    Ou está tudo no HD da Gracie Desgracie!!!

    Não deu tempo, nem pra um Ai Ai Ai !

  24. Quantos acidentes ocorreram desde que esse aeroporto foi criado? Desses acidentes, quantas vítimas foram políticos ou pessoas com interesses políticos? Tem alguma coisa estranha nisso tudo. Deixamos de ser Colônia de Portugal e viramos Colônia de banqueiros, políticos, multinacionais e por ai vai.

    • Vários acidentes já ocorreram ali. Por exemplo, em 3/1/2016 um King Air igualzinho caiu quando arremeteu e se desorientou na neblina da serra, matando os dois ocupantes. Com o que se sabe agora, esse acidente recente já está praticamente explicado. Não cabe mais uma teoria de conspiração aqui. Agora, quanto a virarmos colónia do grande capital, concordo 100%

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