Planalto lança campanha na TV em defesa das vacinas, tentando reconquistar aprovação

Charge do Aroeira (Portal O Dia/RJ)

Felipe Frazão e Paula Reverbel
Estadão

O Palácio do Planalto montou uma ofensiva de comunicação para reagir à pressão pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Após pesquisas indicarem queda de popularidade do presidente associada à forma como ele tem enfrentado a pandemia do coronavírus, o governo colocou na praça uma campanha publicitária dizendo que, com a união de todas as forças, “as vacinas aprovadas pela Anvisa” já estão sendo distribuídas em todo o Brasil.

Embora auxiliares de Bolsonaro sustentem que não há apoio popular nem político para a abertura de um processo de impeachment, aliados do governo avaliam que o presidente paga o preço de suas idas e vindas sobre a vacinação e que é preciso mostrar todas as medidas tomadas para o combate à pandemia. Bolsonaro tenta se desvencilhar do colapso da saúde no Amazonas e voltou a dar entrevistas.

ESCALADOS – Ainda na sexta-feira, dia 22, escalou três ministros para ir pessoalmente a São Paulo receber a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca e fabricada na Índia. Além do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e do chanceler Ernesto Araújo, lá estava também o titular das Comunicações, Fabio Faria.

A nova campanha publicitária do governo para TV, rádio, meios digitais e impressos destoa da versão anterior, em que a vacina era sugerida para quem quisesse “exercer o direito” de vacinar se tivesse “indicação”. Sob o mote “Brasil Imunizado – Somos uma só Nação”, o comercial exibe pessoas com máscaras de proteção e não fala em vacina facultativa, algo que Bolsonaro insiste em repetir. Diz apenas que a vacinação é uma questão “humana e econômica”.

QUEDA – Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, dia 22, mostrou a queda na aprovação de Bolsonaro, já registrada nas redes sociais. O presidente foi avaliado como ruim ou péssimo por 40% dos entrevistados. Em dezembro, esse grupo representava 32%. O índice de ótimo ou bom caiu de 37% para 31%.

“Sem povo na rua e sem apoio parlamentar não se faz impeachment”, disse Marco Feliciano (Republicanos-SP), vice-líder do governo e integrante da bancada evangélica. “Para derrubar Dilma tivemos que botar um milhão de pessoas na Avenida Paulista. Não vi ainda 5 mil pessoas em um protesto contra o governo. E o resultado disso é o baixo apoio parlamentar a essa aventura.”

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Marco Feliciano queimou a língua. Deu essa entrevista antes das carreatas realizadas este sábado nas principais cidades do país, que foram um tremendo sucesso, em plena pandemia. (C.N.)

2 thoughts on “Planalto lança campanha na TV em defesa das vacinas, tentando reconquistar aprovação

  1. Essa campanha pró-vacina vai rodar, enquanto os pastores, oráculos de Bolsonaro, não entenderem que a esperada eficácia desses imunizantes, não representem uma concorrência desleal, para como o poder curativo de Jesus.
    Do contrário, será um sopro para essa publicidade sair do ar.

  2. Tremendo sucesso??? Brincadeira esse CN, nao acerta uma, o sujeito fica doido para inventar alguma coisa contra o Bolsonaro. Ja tentou criar problemas com os militares e Bolsonaro e tanta coisa.
    O sujeito nao aprende que sem apoio do povo nao tem impeachment. Nao viu o último contato com o povo do Bolsonaro e o Doria? O Bolsonaro recibido pelo povo e o Doria escapando correndo!!! Como vai ter assim Impeachment, endoideceu cidadao???

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *