Planejamento, lacuna a ser preenchida no país pelos vencedores de outubro

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Pedro do Coutto

O planejamento econômico e social tornou-se um campo aberto para os eleitos de outubro, nesse contexto incluindo o presidente da República e os novos governadores.  O tema, fundamental, não foi abordado até esta quinta-feira pelos que concorrem às eleições de domingo. É pena. Tornou-se um espaço vazio a ser preenchido por projetos e programas que tenham como base a viabilidade.

O planejamento só se tornou possível a partir de 1939 com a criação do IBGE. Isso porque planejar está sempre condicionado às condições e caminhos abertos pelas estatísticas disponíveis. Por exemplo: o planejamento econômico do governo JK só se tornou possível porque baseado em metas realistas. A industrialização concebida dependia da maior oferta de energia elétrica.

TRÊS NOMES – Na verdade, a ideia básica do planejamento surgiu a partir de três nomes fundamentais que revelaram a importância da matéria para o exercício das políticas públicas. Celso Furtado, Roberto Campos e Hélio Beltrão. O planejamento de Celso Furtado referiu-se ao desenvolvimento do nordeste brasileiro.

No período JK, Roberto Campos, até 1959, presidia o então BNDE, hoje BNDES. Na década de 50 Juscelino lançou a operação Panamericana, a qual, no ano seguinte forneceu a base para o presidente Kennedy instituir a Aliança Para o Progresso, financiada pelo Fundo do Trigo. Os Estados Unidos apresentavam então um grande crescimento na produção do cereal.

Em 1960 também, Hélio Beltrão desenvolveu para o Estado da Guanabara, governado por Carlos Lacerda, um projeto econômico global que permitiu a criação de vários órgãos libertos da burocracia estatal. O quadro econômico cresceu em função da desburocratização e da obtenção de recursos por uma política fiscal mais integrada  e também integradora dos princípios que apresentavam como objetivo.

MINISTÉRIO – No governo Castelo Branco surgia i Ministério do Planejamento comandado por Roberto Campos. A estabilidade no emprego foi substituída pelo FGTS. Assim surgia uma fonte de recursos para a política de habitação e saneamento. Mas isso tudo pertence ao passado.

Nesta eleição não se vislumbrou um debate que incluísse projetos e programas econômicos e sociais.. Aliás quanto a Presidência da República o debate final não se realizou. O confronto ficou no primeiro turno. Mas os planos econômicos e sociais continuam esperando que os personagens que entram em cena nas urnas de domingo os acionem.

Esta é a realidade dos fatos. Sem planejamento nenhuma política pode dar certo. É pena.

2 thoughts on “Planejamento, lacuna a ser preenchida no país pelos vencedores de outubro

  1. no básico e mais rudimentares bancos acadêmicos, nas ciências sociais, aprende-se o famoso POCCC de Fayol…rinch, oinc”! ingovernantes…

  2. É preciso tratar com seriedade a política, se quisermos ver o país avançar. Do contrário será atraso em cima de retrocessos. Eu tento fazer minha parte difundindo mensagens ou opiniões construtivas, amenizando conflitos sempre que possível ou não me vejo engolido por eles como também algumas vezes ocorre. Agora, quando chegamos ao final deste segundo turno, encerro com destaque à entrevista de Rubens Ricupero: “A eleição, longe de representar uma saída da crise brasileira, indica apenas o ingresso da crise em outro patamar, mais grave que o anterior, porque terá se esgotado a saída eleitoral. E no caso internacional, a situação será grave”. https://www.valor.com.br/politica/5947589/vai-tornar-o-pais-um-paria-sair-do-acordo-de-paris-e-desembarcar-do-mundo?utm_source=WhatsApp&utm_medium=Social&utm_campaign=Compartilhar&fbclid=IwAR0wkmMjMGopXMer73DosIq3G9AXClWliEmt6GLn-Ql48NqjbL4fVVUyaVk

    Bolsonaro e Haddad representam as principais tribos morais em evidência no País. Salvo exceções, a vasta maioria de seus eleitores é formada por pessoas absolutamente normais que frequentam os mesmos postos de trabalho, cruzam as mesmas esquinas e alimentam os mesmos sonhos sociais. Mesmo assim, cada uma delas afirma defender o lado mais virtuoso dessa equação. Entender as motivações que levam essas pessoas a essas escolhas – sem a condescendência arrogante da superioridade moral – passa necessariamente pelo processo de distanciamento das bolhas que condicionam as nossas tribos. Ouvir não é o bastante – é preciso colocar-se no lugar do outro. https://www.msn.com/pt-br/noticias/eleicoes/como-a-ci%C3%AAncia-explica-o-%C3%B3dio-eleitoral/ar-BBOCdvv?li=AAhP7ct&ocid=NL_PTBR_A1_20181026_1_2

    Nazista foi apontado como referência central por formandos do Colégio Militar de Porto Alegre, em 1995, superando Gandhi e Jesus Cristo. Será essa a formação que Bolsonaro quer com suas exdrúxulas teses de ensino à distância ou escolas militares? Cuidado que isto é uma máquina de comer gente! https://veja.abril.com.br/politica/bolsonaro-defendeu-liberdade-de-escrita-a-alunos-que-admiravam-hitler/

    A tortura pertence aos que não amam a vida, pertence aos que, através da história, se tornaram inimigos do Cristo. Física ou psicológica, a tortura no Brasil deixou suas marcas nos corpos e nas mentes de muita gente que lutou, e continua lutando, por justiça e pela reconstrução da frágil democracia brasileira. http://www.conic.org.br/portal/noticias/2849-a-exaltacao-a-tortura-e-a-maneira-mais-cruel-de-negar-o-cristo

    CANÇÃO DO BRASIL: Uma reflexão do país na perspectiva de construção e unidade cantada por Chitãozinho e Xororó, Alcione, Daniel, Ivete Sangalo, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Luan Santana, Michel Teló, Paula Fernandes, Elba Ramalho, Racionais, Rogério Flausino e Thyaguinho. https://www.youtube.com/watch?v=RxbRGtBdPZQ

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