Plano de frente ampla para derrotar Bolsonaro em 2022 está se tornando cada vez mais inviável

Ao lado de Covas, Doria fala em eleição 'emblemática' e aponta para 2022 |  Política | Valor Econômico

Estratégia de Dória é atacar Lula como chefe de quadrilha

Bruno Boghossian
Folha

João Doria lançou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto com críticas indiretas a Jair Bolsonaro e bem diretas ao PT de Lula e Dilma Rousseff. O tucano afirmou que os governos petistas instalaram o “maior esquema de corrupção do qual se tem notícia na história do país” e avisou que o antipetismo “será predominante” em sua campanha.

Não é impulso, é estratégia. Candidatos que buscam o rótulo de “terceira via” precisam de votos da direita para ter alguma chance na disputa. A ideia desses políticos é explorar a rivalidade com o PT para conquistar espaço, chegar perto de Bolsonaro nas pesquisas e convencer o eleitorado de que eles têm mais chances de derrotar Lula no segundo turno do que o atual presidente.

COMPOSIÇÃO DIFÍCIL – O movimento tende a dificultar os planos para a formação de uma frente ampla para derrotar Bolsonaro em 2022. Se algum desses candidatos chegar ao segundo turno, eles assumirão o polo antipetista contra Lula. Se fracassarem, haverá poucos caminhos para uma composição com o ex-presidente.

Depois de empunhar uma bandeira contra o PT durante todo o primeiro turno, muitos postulantes à terceira via poderão declarar apoio a Bolsonaro, mais uma vez, para sobreviver politicamente. Outros deverão anunciar um voto em branco ou nulo, e alguns se aproximarão de Lula, talvez sem muito entusiasmo.

Uma pista desse comportamento está no núcleo do eleitorado dos candidatos. Num segundo turno contra Bolsonaro, Lula deve receber apoio de 42% dos eleitores de Doria, mas a maioria prefere não votar no petista: 23% escolheriam o atual presidente, e 35% anulariam o voto.

MESMA TENDÊNCIA – Números semelhantes aparecem entre apoiadores de Eduardo Leite, que também criticou o PT ao inscrever seu nome nas prévias do PSDB: 43% optariam por Lula no segundo turno, 27% escolheriam Bolsonaro, e 27% votariam em branco ou nulo.

Entre eleitores de Ciro Gomes (PDT), 58% migrariam para o petista, mas 17% apoiariam o atual presidente e 26% não votariam em ninguém.

 

8 thoughts on “Plano de frente ampla para derrotar Bolsonaro em 2022 está se tornando cada vez mais inviável

  1. A insistência na polarização Lula x Bolsonaro cansa. A Folha continua sendo a Folha de sempre. Aguardemos 2022 onde a realidade de quem é quem aparecerá. Depois do engodo Bolsonaro e Lula com seu bando PTralha existe dúvida de que o eleitor com 2 neurônios está cansado desses políticos profissionais. Moro 2022. Viva a Lavajato !

  2. Pelo andar da carruagem o Quadrilhão do PSDBandido vai mesmo lançar a Fabiana como candidato do Partideco Corrupto.
    As últimas declarações da Fabiana dá como se já fosse o escolhido pelo Partideco.
    O CorrupTasso, Artur do Cartão, e o Do Sul são apenas para “encher linguiça” como se dizia antigamente.
    Estão ali para ficar com seus nomes na Mídia.

  3. Vamos rememorar que depoimentos dos diretores e gerentes da Petrobrás afirmam que praticavam seus desvios desde 1993.
    Inclusive tem depoimento (ou revelação em livro, não tenho certeza) do Fernando Henrique de que até chegou a ser alertado de algo porém seu erro teria não dar importância à época. Não chegaria a tamanho desvio depois. Só possível porque durante todo o tempo que passou o esquema se consolidou e cresceu… claro, com alguns do governo então no poder tirando proveito. Mas daí políticos aproveitarem para tachar um partido todo de quadrilha (?) Chamar o Lula de chefe de organização criminosa (??) Dilma (???) Vai me descupar… Mas se investigar a fundo PSDB não tem lisura alguma para apontar dedo.

    • Leão, ninguém fala do ex presidente da Petrobrás, Shigeaki Ueki, nomeado pelo presidente Ernesto Geisel. Diante de denúncias de corrupção, o general tirou ele da Petrobrás e o nomeou Ministro das Minas e Energia. Caiu para cima.
      Hoje é. dono de poços de petróleo no Texas.
      Vida que segue
      O Brasileiro tem uma memória muito curta.

      • Roberto. Como ainda não era da minha época, vou apreendendo. Nada como ter um comentarista culto e de boa memória, que tem a gentileza de compartilhar o conhecimento. Abs.

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