Plano de saúde individual e familiar aumenta em até 13,55%

Luisa Brasil
O Dia

Rio – Os planos de saúde individuais e familiares vão subir até 13,55% este ano. O percentual foi divulgado ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e é retroativo a maio, valendo para contratos com aniversário até abril de 2016. É a maior variação autorizada desde que a ANS foi criada, há 15 anos. O percentual é 40,4% mais alto que o limite definido no ano passado, de 9,65%.

A presidente da ANS, Martha Oliveira: aumento autorizado pela agência impacta 8,6 milhões de pessoas

Foto:  Divulgação

Para calcular o aumento, a ANS leva em conta a média dos reajustes de planos coletivos com mais de 30 beneficiários, que não possuem regulação de preço. Segundo a agência, um dos fatores que pressionou o índice neste ano foi a inclusão de novos serviços no rol de procedimentos obrigatórios. “Na última atualização foram incluídos 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias”. Ainda segundo a ANS, a variação é composta pela variação da frequência de utilização de serviços, da incorporação de novas tecnologias e pela variação dos custos de saúde.

Tabela mostra como será a cobrança do reajuste

A Federação Nacional de Saúde Suplementar , que representa as operadoras de saúde, critica a incorporação de novos procedimentos de forma “acrítica”. Segundo a entidade, os procedimentos são caros e nem sempre “produzem resultados para a coletividade”. A entidade ressalta que o valor das internações disparou nos últimos anos. “Os números falam por si: entre 2007 e 2013, o gasto médio por consulta disparou em 12%, em termos reais. Já o gasto médio por internação aumentou em 52%, no mesmo período”.

O percentual incide em planos contratados após 1999 ou os que são adaptados à Lei 9.656, de 1998. Convênios adquiridos antes de 1999 seguem as regras definidas em contrato. O aumento será aplicado em 8,6 milhões de convênios no país, o que representa 17% do total de 50,8 milhões de clientes da saúde suplementar. A operadora só pode aplicar o reajuste no aniversário do contrato, com valores retroativos a maio. No caso de dúvidas, clientes podem entrar no site www.ans.gov.br ou ir a um núcleo de atendimento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGGostaria de saber que pesquisa é esta que o IBGE divulga, dizendo que a inflação é de apenas 8,3%? (Guilherme Almeida)

8 thoughts on “Plano de saúde individual e familiar aumenta em até 13,55%

  1. Dou aqui um exemplo da explosão dos preços dos alimentos: estive num supermercado de uma grande rede aqui do sul e tentei comprar um maço de couve. O tal “maço” continha exatamente cinco folhas, todas do tamanho de uma mão aberta. Valor: R$ 2,98. Isso que a inflação está sob controle.

  2. Qualicorp é a maior administradora de planos de saúde do país.

    “Lula passou, pela segunda vez consecutiva, o Réveillon na mansão de José Seripieri Junior, dono da Qualicorp, em Angra dos Reis. Lula, Marisa, filhos e noras chegaram na terça-feira e, pela previsão, ficariam até o primeiro fim de semana de 2015. Lula saiu de barco para pescar todos os dias. Fez uma pausa apenas para ir à posse de Dilma Rousseff na quinta-feira”.

    Só para lembrar o que a Tribuna informou em janeiro.

  3. Prezado Sr. Guilherme,

    o IPCA (índice inflacionário) é uma composição de variação de preços em itens de despesa que entram no cálculo com o seu respectivo peso no gasto familiar.

    Ainda que determinado item, como por exemplo o plano de saúde apresente uma variação de preço superior, ao IPCA, na composição do índice ele acaba sendo reduzido pelo seu respectivo peso.

    Deixa ver se eu explico melhor.

    Existem muitas formas de decompor o índice inflacionário uma delas é por grupo de despesas, então, veja só, o grupo alimentação e bebidas entra na composição do índice com um peso de 24,86%, habitação com 15,48% do índice inflacionário, artigos de residência com peso de 4,37%, e assim por diante. São nove grupos.

    Então, por exemplo, mesmo que os artigos de residência tenham apresentado uma variação de preço superior à inflação final, essa variação sofrerá uma redução quando for multiplicada pelo peso de 4,37% sobre o orçamento das famílias.

    Lembrando que o IPCA é uma composição de preços de itens de consumo com seus respectivos pesos para famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos. É bem amplo.

    Na verdade o correto seria cada família medir a sua inflação. E como? Cada qual deveria medir qual é o verdadeiro peso dos itens de despesa no seu orçamento familiar. Por exemplo, quantos por cento tal família gasta com medicamentos, quantos por cento gasta com compras no supermercados, quantos por cento gasta com combustível… e assim por diante. Essas porcentagens seriam, então, os respectivos pesos nesses grupos de despesa.

    Como é muito difícil, senão impossível executar isso, o IBGE elaborou uma metodologia própria para aferir a variação dos preços segundo o peso dos grupos de despesa nos itens de consumo das famílias que ganham de um a quarenta salários mínimos. E o índice que mede isso é o IPCA.

    Para as famílias que ganham de um a cinco salários mínimos, muda o critério do peso dos itens de consumo e aí o índice muda também, é o INPC. Ou seja, o índice que mede a inflação nos itens de consumo das famílias de baixa renda.

    Mas, voltando ao seu questionamento em relação aos planos de saúde, plano de saúde é um item específico que está agrupado no item saúde e cuidados pessoais e que se submete a um peso de 11,05% na composição do IPCA.

    Da mesma forma, podemos decompor o IPCA de outra maneira, isto é, no grupo de itens de preços livres, no grupo de itens de serviços e no grupo de itens com preços monitorados (administrados) pelo governo.

    Os planos de saúde se inserem, então, no grupo dos preços monitorados. Este grupo específico apresentou uma inflação acumulada até abril de 9,31%. Veja que enquanto isso o IPCA como um todo acumulou alta de 4,56%.

    Em 12 meses o grupo de despesas com preços monitorados apresentou alta de preços de 13,39%, enquanto o IPCA variou em 8,17%.

    Veja, então, que, se separarmos o grupo de itens com preços monitorados de todo o restante de itens do IPCA, veremos que a inflação neste grupo específico está apresentando uma variação superior de preços.

    Mas, e se pegarmos especificamente o item plano de saúde e verificarmos o que ocorreu em termos de variação de preço?

    É simples, o IBGE também calcula a variação do item individualmente e sem submeter-lhe ao peso específico de composição do IPCA. No caso os planos de saúde acumularam uma inflação – até abril/2015 – de 3,12%. Inferior, portanto que o IPCA acumulado no período que foi de 4,56%.

    Mas, se computarmos os últimos 12 meses os planos de saúde subiram 9,63%, acima da inflação total (IPCA) acumulada no mesmo período que foi de 8,17%.

    Espero ter ajudado.

    Ps.: A inflação do mês de maio será divulgada no próximo dia 10.

    • Oi Wagner,
      Entendi sua explicação, agradeço a aula e sua paciência em detalhar os processos.

      Só quero esclarecer que meu ponto de vista é que o IBGE, hoje, esta desacreditado por que é administrado por pessoas só comprometidas com este governo e não com fidedignidade.

      Quem garante que os companheiros no IBGE não estão manipulando ou pedalando dados igual aconteceu no IPEA e as contas do país? Igual aconteceu e acontece na Argentina?

      Toda vez que vou padaria, supermercado, farmácia ou feira, locais onde normalmente a maioria das classes se encontram, vejo muita gente reclamando dos aumentos dos produtos e comentando que não sabem como o governo chega nestes valores da inflação.

      O sentimento que se tem é que ela é muito maior do que divulgam.

      • Perfeito.

        Cada um vai perceber a inflação a seu modo, claro. Porque os itens da cesta de consumo de uma família não será exatamente como a de outra.

        O IPCA é assim um padrão de mensuração que tende a equalizar as diferenças com o menor coeficiente de variação possível, com um menor desvio-padrão possível em torno de uma média que garanta a maior representatividade do padrão de consumo das famílias brasileiras que percebem de um a quarenta salários mínimos.

        Quanto à confiabilidade, no IBGE temos pessoas concursadas, profissionais gabaritados que se submeteram a processo concorrencial. Se estão fazendo algo com viés politico, até agora não dá para perceber.

        É o melhor que temos e podemos confiar.

        Sobre aula, pelo amor de Deus… é só uma troca de ideias e informações. Só isso, caro amigo.

        Grande abraço!

  4. A questão da saúde no BRASIL é uma vergonha, o desgoverno, tornou o SUS, uma utopia, desmantelou as Unidades – Hospitais, etc., importa médicos, em fim uma bagunça generalizada, e promove, o fortalecimento das Empresas, que naturalmente visam, o lucro, e não à saúde.
    Essa agências, chamadas reguladoras, são eficientes em aumentar “as TARIFAS/MENDALIDADES”.
    O CIDADÃO É ESCORCHADO EM IMPOSTOS, HOJE JÁ PRÓXIMO DE ENTREGAR 6 MESES ANUAIS DE SALÁRIOS, PARA TER AO MENOS, DE VOLTA, COM DIGNIDADE, O DIREITO DE UMA SAÚDE, DE UMA EDUCAÇÃO, DE UMA SEGURANÇA, DE UM TRANSPORTE, MAS O QUE RECEBE: “O CAOS”, E NA QUESTÃO SAÚDE, PELO RESULTADO DE PÉSSIMO ATENDIMENTO E FALTA DE TUDO, CUJO RESULTADO É “MORTE OU FICAR ALEIJADO” “É CRIME”.
    NA CIDADE EM QUE SOBREVIVO – GUAPIMIRIM/RJ, ESTOU CONSELHEIRO NA SAÚDE, DESDE 2005, DENUNCIO A 10 AUTORIDADES, O NÃO CUMPRIMENTO DA LEI, TRIMESTRALMENTE, O DESCALABRO, E NADA ACONTECE DE POSITIVO, PARA SANAR, OMISSÃO GERAL, E O ZÉ E MARIA POVINHO SE DANANDO.
    JÁ CHEGUEI A MUITO TEMPO A CONCLUSÃO: A HIPOCRISIA GOVERNAMENTAL DOS 3 PODERES É MONUMENTAL, E O CIDADÃO-TRABALHADOR É O BURRO DE CARGA, A ENRIQUECER OS “DONOS”, QUE ESTÃO COM AS MÃOS ENFIADAS NO COFRE PÚBLICO”.
    QUANTOS PAGAM ESSES PLANOS, E ACABAM, SAINDO, POR FICAREM SEM CONDIÇÃO FINANCEIRA, PELO AUMENTO FINANCEIRO, ATÉ PELA IDADE, APÓS ALGUNS ANOS DE FAIXA ETÁRIA OU AUMENTOS ABUSIVOS COM O BENEPLÁCITO E BÊNÇÃO DAS AGENCIAS E GOVERNO!???
    MINISTÉRIO DA SAÚDE, O NOME DEVERIA SER: “MINISTÉRIO DA MORTE E ALEIJADO.
    RUI BARBOSA, VOCÊ ESTÁ CERTO, NO BRASIL, SÓ A CORRUPÇÃO É EFICIENTE, SOMOS ESCRAVOS DA IMORALIDADE.

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