PMDB no Senado fez acordo para reconduzir Janot

A única preocupação de Janot é Collor

José Carlos Werneck

Esqueçam a cervejinha gelada, não vai ter mais emoções.O espetáculo circense acabou.Como nos antigos”telecatchs” o resultado já foi todo combinado!

A cúpula do PMDB no Senado Federal já fez um acordo com a presidente Dilma Rousseff para que Rodrigo Janot permaneça frente à Procuradoria-Geral da República. Com 17 dos 81 senadores,o partido já avisou que vai assegurar a  a permanência de Janot ,por mais dois anos, no comando do Ministério Público Federal.

As diferenças de alguns senadores com o procurador-geral começou em março, com os 13 inquéritos abertos contra parlamentares envolvidos na Operação Lava Jato, entre eles quatro peemedebistas, inclusive Renan Calheiros, presidente do Senado.

RISCO REAL

Em julho a rejeição ao nome dele chegou a ser tratada como um risco real por três importantes líderes do Senado, logo após a operação de busca e apreensão autorizada pelo procurador contra os senadores Fernando Collor, Fernando Bezerra e Ciro Nogueira. O movimento fez aliados de Janot se unissem para assegurar a continuidade das investigações, caso seu nome não fosse aceito.

Nas últimas semanas, peemedebistas trabalharam para por fim as resistências a seu nome. Primeiro, eles abortaram uma rebelião liderada pelo ex- presidente Fernando Collor, para barrar, em votação secreta, um indicado por Janot ao Conselho Nacional do Ministério Público. Os senadores “rebeldes” pretendiam intimidar Janot com a rejeição deFábio George Cruz da Nóbrega, procurador regional da República a um novo mandato no CNMP. Não lograram êxito e Nóbrega teve 51 votos a favor 17 contrários e uma abstenção. A exemplo de Janot, ele precisava de, pelo menos, 41 votos.

JUCÁ E EUNÍCIO

Dois dias depois, a presidente Dilma Rousseff comunicou a Romero Jucá que iria reconduzir Janot. Aliado de Renan, o peemedebista , também alvo da Lava Jato, garantiu que o nome seria aprovado. Não houve mudanças no apoio com as denúncias de Janot, na semana passada, contra Collor e o também peemedebista, Eduardo Cunha .

“Vai ser uma sabatina longa, dura, como deve ser todas elas, mas Janot será aprovado”, enfatizou o senador Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado.

Segundo membros do PMDB e outros partidos é que rejeitar o procurador-geral poderia trazer a crise para dentro do Senado. Na semana passada, quando já sabia que Cunha seria denunciado, Renan deu o tom de sua atuação. “Vou demonstrar completa isenção e grandeza como presidente do Senado Federal. Vamos fazer a sabatina na quarta-feira, vou conversar com os líderes para que nós votemos no mesmo dia, para que definitivamente o Senado possa demonstrar que não vai permitir o amesquinhamento dessa apreciação”.

18 thoughts on “PMDB no Senado fez acordo para reconduzir Janot

  1. E o Partido Capacho, mais uma vez mostra para que veio e existe. Uma boquinha aqui, outra alí e por aí vai. E o povo, que se f….. O PMDB, é pior que o PT, que pelo menos faz algum coisa mesmo que errada.

  2. As denuncias do Collor fez do Janot foram tão sérias que nem a imprensa da família dele levou a sério. O que adiantar cagoetar defunto, que além de não poder se defender, não pode ser imputado ?

  3. A Ditadura Militar primeiro extinguiu os partidos políticos. Mais tarde admitiu ter um partido da situação, a ARENA (que abrigou basicamente Udenistas) e um partido de oposição consentida, mas permitiu somente um. Então foram para o MDB todos que se opunham à ditadura militar, como comunistas, socialistas, trabalhistas, ecologistas e outras correntes de pensamento que queriam democracia. Ícones do MDB foram Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, depois Leonel Brizola, Roberto Freire, entre outros de igual significado. Até a luta por eleições diretas, onde toda a oposição se uniu ao povo em grande manifestação, o que foi o início do fim da Ditadura Militar. Aí veio a possibilidade do pluripartidarismo, e cada tendência que estava na camisa de força do MDB foi para seu canto e criou seu partido, como os ecologistas criaram o Partido Verde, os comunistas legalizaram o PCB, os trabalhistas agrupados em torno de Leonel Brizola criaram o PDT, e assim por diante. Diante disso, o MDB se desidratou, ficando lá só a escória política.

    Oportunistas, com o prestígio de lutas do velho MDB, a escória política mudou uma letra do nome ( imposição da Ditadura – todo partido precisava começar com P , de Partido) passaram a chamar-se de PMDB. Isto tem iludido a população, cuja memória de lutas do MDB está viva na consciência de todos, o que justifica os votos que sufragam o PMDB atual. Isto é um estelionato. No país dos estelionatos, isso é comum: O passado de lutas do PTB da época de Getúlio até o golpe militar de 1964, PTB liderado por Leonel Brizola ficou na memória do povo. Com mais uma maldade da Ditadura Militar, os militares resolveram dar a sigla PTB para Yvete Vargas, que nunca representou o trabalhismo. Mas até hoje, pessoas ingênuas mas de memória viva, que não separam o joio do trigo, votam no PTB achando que este é o mesmo partido trabalhista glorioso do passado. Leonel Brizola rasgou em público um cartaz dizendo PTB quando recebeu a notícia de que perdera a sigla para Yvete Vargas, e fundou o Partido Democrático trabalhista – PDT . Veja aqui que Yvete Vargas fez um estelionato, por apossar-se de uma sigla histórica a que nunca pertenceu. É o mesmo estelionato que vejo na escória que ficou do antigo MDB, gente que não se colocava em tendência nenhuma, já que se criaram partidos de todas as tendências, usou o nome glorioso MDB ´para usurpar e conspurcar a sigla e chamá-la de PMDB. Tancredo no túmulo, Ulysses no Oceano devem estar se revirando ao ver a sigla vitoriosa MDB ser chafurdada por Sarney, Renan, Eduardo Cunha e agora a oportunista Marta Suplicy, que assinou ficha de filiação deste triste partido para candidatar-se à Prefeitura de São Paulo, circulando nos tapetes do Congresso que eles já pisaram antes.

    Em suma o PMDB de hoje e o PTB de hoje são dois estelionatários. São pura enganação. São siglas que confundem e iludem os mais ingênuos. Não é a toa que, por não terem programa para o País, não apontam uma ideia para solucionar ou mitigar a crise em que vivemos. E são parceiros de qualquer governo que se apresente, desde que ganhem os cargos, ministérios e outras boquinhas. Se amanhã for eleito presidente da República um líder do PCB, pode ter certeza que o PMDB vai se apresentar para ser da base aliada. Se o deputado Jair Bolsonaro for eleito presidente da República, lá estará o PMDB se apresentando como partido aliado, do mesmo jeito.

    • O plano Funaro, que fez com que o partido vencesse eleições em todos os estados com exceção de Sergipe, trouxe ao velho MDB todos os oportunistas de todos os partidos. Aí começou o seu fim. É aquele partido ‘viceado’, isto é, contenta-se em ser o vice para poder morder pelas beiradas. Marco Maciel representou um partido que usava muito deste estratagema.

  4. O PGR Rodrigo Janot, que será reconduzido ao cargo em setembro, poderá mandar reabrir o caso da menina Ana Lídia Braga, de 5 anos, que em setembro de 1973 foi estuprada e morta por uma quadrilha de playboys de Brasília, filhos de políticos, investigação que a Ditadura Militar mandou abafar, porque os playboys eram filhos de políticos ligados à ditadura – dentre os quais, como suspeito, está o hoje senador Fernando Collor de Mello. Como este tem prerrogativa de foro, cabe a Rodrigo Janot mandar reabrir a investigação que ainda está inconclusa, embora a polícia já tenha idéia de quem foram os autores, mas a ditadura mandou parar a investigação e esta está parada até hoje, e nenhum dos estupradores e assassinos da menina de 5 anos foi preso até então.

  5. Não Limongi ! Eu não sou funcionário sem concurso colocado por nepotismo no gabinete do Collor. Só na hipótese de um cidadão estar a serviço do gabinete de Collor, ganhando o seu Jabá, e passando a defender o caráter e a hombridade de Fernando Collor de Mello, cuja ficha corrida é de conhecimento público – e que já deveria estar na cadeia por corrupção, só nesta hipótese um cidadão pode se superar em canalhice. Collor realmente é um rato de esgoto, assim como os que tem a cara de pau de defendê-lo, com todas as evidências que temos em contrário ao indigno senador.

  6. O aluno do mestre Collor manifestou-se mais uma vez na Tribuna com seus insultos e ofensas.
    Tornou-se “persona non grata”, em face de suas agressões e falta de argumentos para debater com aqueles que criticam seu amo e senhor.
    Lamento que não se dê conta do quanto tem sido ridículo, e alvo de críticas que poderia dispensá-las, caso se comportasse como adulto e educado.
    Limongi tenta imitar grotescamente Cláudio Humberto, membro da tropa de choque quando Collor era presidente, e tinha como lema, “bateu, levou”, lembram?
    Entretanto, Cláudio era elegante na sua réplica, muito diferente do aprendiz em tela, que beneficiado pelo nepotismo, boquinha assegurada e rica e sem o temor de perder o emprego por má educação e desrespeito ao povo, mete os pés pelas mãos, e quer ter razão!
    Simplesmente mostra-se mesmo uma pobre alma, que já sugeri que rezasse, e muito.
    Parece que não atendeu a minha ideia, então segue o seu mestre e dá mais importância a sentimentos malignos que à estabilidade emocional, característica base de quem se ocupa das determinações diabólicas em detrimento de funções honestas, de cargos obtidos por concurso público, e não puxado pelo braço para dentro do funcionalismo, esgueirando-se através da fresta da porta dos fundos!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *