Pobre Eduardo Jorge! Brasil renova acordo da energia nuclear


Eduardo Jorge critica acordo com Alemanha

Thiago de Araújo
Brasil Post

Defensor de fontes renováveis de energia, o agora ex-candidato à Presidência da República Eduardo Jorge (PV) divulgou na última quinta-feira uma postagem contra o acordo nuclear entre Brasil e Alemanha, vigente desde 1980. Ele criticou o “silêncio” do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e pediu o fim do compromisso entre os dois países.

Entretanto, fracassou a tentativa de ‘enquadrar’ o Parlamento alemão, tanto do Partido Verde brasileiro quando do PV alemão. Em uma sessão de 30 minutos, também na quinta-feira, o Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) aprovou a prorrogação, pela sexta vez, do acordo nuclear entre os dois países, a partir de 2015.

Segundo informações da Deutsche Welle Brasil, a coalizão formada pela União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler Angela Merkel, e pelo Partido Social-Democrata (SPD) votaram contra a moção do PV alemão, que pleiteava o fim do acordo.

FECHAMENTO DAS USINAS

Segundo a deputada Sylvia Kotting-Uhl (PV), a parceria vai contra a atual política alemã, que prevê o desligamento das usinas nucleares que o país possui. Já o deputado Andreas Lämmel (CDU) defendeu a manutenção do acordo, já que o fim da parceria poderia prejudicar as relações entre as duas nações em outras áreas.

Das oito usinas previstas no acordo entre os dois países, assinado em 1975, ainda durante a ditadura militar no Brasil, apenas duas saíram do papel: Angra 1 e Angra 2. A terceira unidade, Angra 3, tem previsão de início das operações em 2018.

Apesar da defesa de Eduardo Jorge e ambientalistas por fontes renováveis de energia para o Brasil, a Eletrobras Eletronuclear, estatal criada em 1997 para operar e construir usinas termonucleares no País, prevê a construção de novas usinas nucleares nas regiões Nordeste e Sudeste até 2030, com base no Plano Nacional de Energia.

One thought on “Pobre Eduardo Jorge! Brasil renova acordo da energia nuclear

  1. Alguém ainda acredita que OS PAÍSES DESENVOLVIDOS DESLIGARÃO AS SUAS USINAS NUCLEARES?

    NOTÍCIA DE 2012:

    “TÓQUIO — Uma multidão de japoneses marchou neste sábado para celebrar o desligamento do último de 50 reatores nucleares em atividade no país, localizado na usina de Tomari, em Hokkaido. A medida que deixa o país sem energia nuclear pela primeira vez desde 1966 é temporária, para checagem de rotina do equipamento, mas pode se tornar permanente.”

    NOTÍCIA DE 2014:
    O Japão deu mais um passo nesta quarta-feira para recuperar seu setor nuclear comercial, completamente fora de operação há quase um ano e que atravessa graves dificuldades desde o incidente de Fukushima em 2011. A Autoridade Reguladora Nuclear (NRA, na sigla em inglês) deu sua aprovação para religar dois reatores da usina de Sendai, de propriedade da empresa Kyusu Electric Power.
    Perto de completar um ano desde a paralisação completa da atividade das 48 usinas nucleares japonesas, em 15 de setembro, o Governo de Shinzo Abe vê com bons olhos a retomada das atividades do setor, dada a escassez de fontes de energia próprias e o alto preço das importações de petróleo e gás que desequilibra a balança comercial da terceira economia do mundo. Antes do desastre de Fukushima, a energia nuclear atendia 30% das necessidades de energia do Japão.

    PAÍSES MAIS DEPENDENTES DE ENERGIA NUCLEAR

    1 – FRANÇA
    A França é o país mais dependente dessa fonte de energia radioativa, que representa 77,7% da matriz energética. Anualmente, os franceses produzem 423 bilhões de kWh, perdendo só para os Estados Unidos. No país, existem 58 reatores em operação, além de um em construção, outro na fase de planejamento, e um terceiro cuja proposta ainda está sendo estudada. Logo eles, que ficam enchendo o saco do Brasil por causa do meio ambiente.

    2 – BÉLGICA
    Mais da metade de toda a energia consumida na Bélgica (54%) vem de usinas nucleares. Seus sete reatores operantes são antigos e às vezes apresentam problemas, como fissuras que em agosto obrigou o fechamento de uma das centrais. Em 1999, o país anunciou a descontinuação de seu programa nuclear durante 40 anos, mas acabou retomando-o em 2000. A Bélgica produz 14.8 bilhões de kWh de fontes nucleares, o triplo da geração brasileira.

    3 – ESLOVÁQUIA
    Na Eslováquia, a energia nuclear supre 54% das necessidades do país. Quatro reatores são responsáveis pela produção anual de 14,3 bilhões de kWh. Outras quatro centrais estão sendo construídas, duas estão em fase de implementação e mais uma encontra-se em estudo pelos governantes do país.

    4 – UCRÂNIA
    Palco de um dos piores acidentes nucleares da história, na usina de Chernobil, a Ucrânia é o quarto país que mais consome energia nuclear no mundo. Por ano, seus 15 reatores em atividade produzem 84,9 bilhões de kWh de energia nuclear, montante que supre 47,2% das necessidades energéticas do país. Atualmente, existem duas novas usinas em fase de implementação e propostas sob análise para criação de mais 11 reatores.

    5 – HUNGRIA
    Quatro centrais nucleares são responsáveis pelo suprimento de 43,2% da energia consumida na Hungria. Há propostas de implementação de mais dois reatores no país, que produz anualmente 14,7 bilhões de kWh, equivalente à produção brasileira.

    6 – ESLOVÊNIA
    Localizada a 120 quilômetros da capital, fica a única usina nuclear da Eslovênia. A central atômica de Krsko produz anualmente 5,9 bilhões de KW, que abastecem 741,7% das casas, prédios, indústrias e outras unidades consumidoras do país. Há uma proposta para implementar mais uma central, mas a ideia ainda aguarda aprovação.

    7 – SUÍÇA
    Atualmente, 40,8% da eletricidade consumida na Suíça vem da energia nuclear gerada por cinco reatores. O país, que produz anualmente 25,7 bilhões de kWh, estuda no entanto abandonar a energia atômica até 2034. Para compensar a saída de cena das atuais centrais nucleares e garantir a segurança energética do país, o governo helvético promete investir pesado na geração alternativa a partir de fontes renováveis, como hidráulica, solar e eólica. Quando chegar o prazo, darão um jeito de prorrogá-lo.

    8 – SUÉCIA
    Quase 40% da energia consumida na Suécia vem de usinas nucleares. Somadas, as dez centrais do país produzem anualmente 58,1 bilhão de kWh. Aos olhos do governo local, o uso da energia nuclear (que não gera emissões de gases efeito estufa) é uma de diminuir a participação sueca no processo de aquecimento global.

    9 – COREIA DO SUL
    Nono país mais dependente de energia nuclear, a Coreia do Sul conta com 23 usinas para produzir 147 bilhões de kWh necessários para abastecer 34,6% da demanda. Segundo a Ong World Nuclear, quatro reatores estão em construção atualmente no país, e outros cinco estão em fase de planejamento.

    10 – ARMÊNIA
    Cerca de 33% de toda a energia consumida na Armênia vem de fontes atômicas. Ou melhor, de um único lugar, o complexo nuclear de Metsamor, considerado um dos mais perigosos do mundo. Em 1988, a usina chegou a ser fechada depois de um terremoto atingir o país. Mas, sete anos depois, ela foi reaberta sem nenhuma melhoria ter isso feita no sistema de segurança. Há estudos em andamento para a instalação de mais um reator.
    Fonte: infoabril.com.br

    RESUMINDO: O único país no mundo que não pode ter energia nuclear é o Brasil, mesmo tendo a quinta reserva do mundo de urânio. Precisamos MORRER no rio do atraso para que os PAÍSES ricos passem incólumes pelas piranhas do APAGÃO e das TERMELÉTRICAS e permaneçam ricos, desenvolvidos e com energia elétrica barata. Nem hidrelétrica o país pode construir.
    Logo, logo até beber água e tomar banho será POLITICAMENTE INCORRETO aqui, na casa da mãe Joana…

    Abraços.

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