Polêmicas verbais provocadas por Ciro Gomes quase sempre o prejudicam

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Problema: Ciro Gomes continua a ter pavio curto

João Domingos
Estadão

O início da semana foi marcado por uma forte agitação política, fruto das notícias de que Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República, estava conversando não só com o PSB e o PCdoB, ditos parceiros preferenciais, mas também com DEM, PP e Solidariedade (SD). Por consequência, outros partidos, como o PR, tenderiam a aderir quase que automaticamente à composição, o que poderia dar a Ciro Gomes o maior tempo de propaganda no rádio e na TV, além de furar barreiras em Estados onde o PDT tem pouca estrutura. O conjunto dessa aliança, na visão dos articuladores do PDT, passaria ao eleitor brasileiro a mensagem de que Ciro Gomes fará um governo de união nacional, no qual cabem a centro-esquerda e a centro-direita.

De fato, Ciro e os coordenadores de sua campanha, como o irmão, o ex-governador Cid Gomes, estão conversando com todo mundo mesmo. Mas eles precisam saber que não estão sós nessa empreitada.

TUCANOS AGEM – O PSDB de Geraldo Alckmin, que vinha tropeçando em cima de tropeços, percebeu o quanto poderia ficar para trás se não começasse imediatamente a procurar os dirigentes partidários da centro-direita, fazer-lhes acenos, propor-lhes acordos vários, um deles envolvendo a negociação em torno da presidência da Câmara e, quem sabe, a do Senado.

As negociações com o PDT refluíram, os tucanos refizeram sua estratégia de campanha e, num gesto pouco comum, Alckmin delegou poder ao vice-presidente do PSDB, ex-governador de Goiás Marconi Perillo, que foi autorizado a construir alianças em nome do pré-candidato à Presidência. Um passo que normalmente se dá nessas disputas intrincadas.

É possível que Ciro não tenha percebido que foi ingênuo quando imaginou que ficaria sozinho na disputa pelos partidos de centro-direita. Isso jamais aconteceria, porque esses partidos há décadas estão acostumados a tirar vantagem de quem pode lhes oferecer melhores posições numa composição política ou maior espaço na Esplanada dos Ministérios e na direção de estatais e empresas públicas.

HISTÓRICO – Agiram assim com Fernando Collor, e o abandonaram quando não tiveram mais o que dele tirar. Também ofereceram seus serviços a Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma. Com esta última, repetiram o que fizeram com Collor: entregaram-na ao processo de impeachment quando seu governo já não lhes interessava.

Ciro parece acreditar que vai domar os partidos de centro-direita com declarações como a de que primeiro montará uma aliança com PSB e PCdoB, para dar uma identidade à sua campanha, e depois os chamará para engrossar suas fileiras. Não vai. Se eles fizerem um acordo com Ciro, e lhe oferecer a governabilidade, não será por causa das bravatas do pré-candidato do PDT. Será porque as negociações políticas lhes foram vantajosas.

NÃO ASSUSTA – Ciro Gomes não é um pré-candidato que assusta nem os partidos de centro-direita nem o mercado. Sua trajetória não é diferente da de outros pré-candidatos. Ele já foi filiado ao PDS, partido que tomou o lugar da Arena, a legenda que dava sustentação à ditadura militar, PMDB, PSDB, PPS, PSB, PROS e agora está no PDT. Ministro da Fazenda no pós-Plano Real, no governo de Itamar Franco, teve uma atuação considerada mais do que tranquila.

Costuma se envolver em polêmicas verbais, mas o prejuízo provocado por elas quase sempre sobram para ele. Como na eleição presidencial de 2002. Num programa ao vivo na Rádio Metrópole, de Salvador, perdeu a paciência com um ouvinte que o chamara de “incoerente”, porque havia se aliado ao então senador Antonio Carlos Magalhães. Em resposta, Ciro o xingou de “burro”. Teve de responder pelo insulto durante o resto da campanha.

22 thoughts on “Polêmicas verbais provocadas por Ciro Gomes quase sempre o prejudicam

  1. Este cara é um animal. Não tem equilíbrio, é mentiroso, não tem caráter.
    Mentiu, recentemente, dizendo que 20% das reservas internacionais haviam sido vendidas, não sabendo fazer a diferença entre operação com swaps e venda efetiva de dólares. Desatualizado e despreparado.

  2. Esta é a melhor definição do NOVO candidato que se propõe a mudar este país:

    “Ciro Gomes não é um pré-candidato que assusta nem os partidos de centro-direita nem o mercado. Sua trajetória não é diferente da de outros pré-candidatos. Ele já foi filiado ao PDS, partido que tomou o lugar da Arena, a legenda que dava sustentação à ditadura militar, PMDB, PSDB, PPS, PSB, PROS e agora está no PDT. Ministro da Fazenda no pós-Plano Real, no governo de Itamar Franco, teve uma atuação considerada mais do que tranquila.”

    • Ele foi ministro tampão, numa situação emergencial, enfiaram o marmota no ministério com a condição de ficar queto e calado, mas boco e roto que é, fez e falou bobagens durante os poucos meses que ocupou o cargo, essa é a verdade de sua passagem pelo cargo.

  3. Desde as eleições de 2014 vivemos um processo de radicalização política no Brasil e uma profunda deterioração da confiança dos brasileiros que atinge todos os partidos e todos os políticos, pelo menos os postulantes à Presidência da República.

    Com a definição das candidaturas e o início da campanha eleitoral nos próximos meses, tudo vai se radicalizar.

    A grande pergunta, para a qual ainda não existe uma resposta, mesmo no campo especulativo, é como irão governar os eleitos em um clima que promete ser bastante explosivo, pois haverão vencedores e derrotados e não existirá conciliação nem governo de união nacional.

    Não existe mais espaço para nenhuma medida de caráter “populista”, como reajuste significativo do salário mínimo – cuja lei que regulamenta sua variação termina em 2019 – nem tampouco para mudanças significativas nos benefícios sociais.

    Nesse sentido, é muito importante que a mídia seja contundente em suas reportagens com relação à realidade das contas públicas brasileiras.

    Só prá ficar em um ponto: o déficit público de mais de 150 bilhões de reais vai perdurar durante todo o próximo governo e a dívida pública, além de crescente, tem encargos na casa das centenas de bilhões de reais todos os anos.

    A Tribuna da Internet está nos devendo mais artigos sobre esse assunto.

  4. -Não se preocupe, senhor Luis, nós já tivemos por treze anos um governante que não sabia “a diferença entre uma nota fiscal e uma duplicata”.
    -Lembra-se?

  5. Li acima algumas análises sobre o coroné Ciro, concordo com quase todas.

    Mas fica mais simples, se resumirmos numa só.

    Este cara é um verdadeiro imbecil…..

  6. Esse bando de alucinados pelo ” especialista em matar ” precisam entender que Bolsonaro NUNCA se tornará presidente. Nunca. Como a ignorância é gigantesca, no Brasil, ele, talvez, vá para o segundo turno_ e só. Todos se unirão contra o ” pior dos males”, nenhuma dúvida.
    Daí o sonho desses alucinados em ” vencer no primeiro turno” : há! há! há! Lunáticos completos! Mais: por vislumbrarem a surra que levarão, num segundo turno, contra o Ciro Gomes, procuram ocupar as redes sociais e desmerecerem o extraordinário Ciro Ferreira Gomes.
    Ridículos, dignos de pena, almas penadas!
    Todos estarão contra o ” especialista em matar”, todos!
    E anotem aí: Ciro 2018! O único preparado!

    • Com toda certeza a continuar assim o ciró não chega nem em segundo no primeiro turno.
      As apostas estão abertas mas o pangaré do ciró tá perdendo ferradura pelo caminho.

    • “O único preparado” com o que, Sr Cazé ?
      Molho de tomate, óleo comestível ou molho de canabis ???

      E, por favor, fale mais de alucinados, ignorantes, lunáticos, ridículos, dignos de pena e ate almas penadas (?????)

      Dê-nos mais aulas de democracia e respeito a opiniões diferentes.

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