Polícia da Indonésia apreende passaportes de equipe da Globo

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, 53 (à dir.), com seu advogado, nesta quarta

O advogado e Marco Archer, bastante envelhecido para 53 anos

Ricardo Gallo
Folha

Autoridades de imigração em Cilacap (a 400 km de Jacarta) apreenderam neste sábado (17) os passaportes do repórter da TV Globo Márcio Gomes e de um cinegrafista da emissora.

Ambos chegaram a ser detidos enquanto filmavam o porto de Cilacap, de onde saem as balsas rumo à ilha de Nusakambangan, onde seis presos serão executados nas primeiras horas de domingo (18), esta tarde de sábado no Brasil. Entre os executados estará Marco Archer Cardoso Moreira, 53 anos.

As autoridades da Indonésia sustentam que o entorno do porto é área restrita e que repórter e cinegrafista da TV Globo entraram no país com visto de turistas.

Depois de algum tempo, Márcio e o cinegrafista foram liberados para voltar ao hotel onde estão hospedados, mas os seus passaportes estão retidos. O Itamaraty tenta ajudar a resolver a questão.

Neste sábado pela manhã, a reportagem da Folha foi abordada por um homem que disse ser do setor de imigração, sob o argumento de que poderia ser deportada se entrevistasse alguém ou fizesse fotos.

Dentro do Itamaraty, a medida foi vista como uma tentativa da Indonésia de afastar repórteres estrangeiros destacados para cobrir as execuções.

Segundo a Comunicação da Globo, ainda não se sabe o porquê de os passaportes terem sido retidos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGHá grande número de jornalistas brasileiros acompanhando o caso, mas ainda não têm informações se a execução dos condenados foi realizada ou não. (C.N.)

7 thoughts on “Polícia da Indonésia apreende passaportes de equipe da Globo

  1. A apreensão dos passaportes do jornalista e do repórter-cinegrafista da Globo colocou ambos na condição de reféns do governo indonesiano. É certo que a entrada deles naquele país não foi clandestina. Claro que não. E sem passaportes, os dois não podem deixar a indonésia e voltar ao Brasil. É outra violação, por parte da indonésia, da Declaração Universal dos Direitos do Homem, cujo artigo XIII, 2, dispõe: “TODO HOMEM TEM DIREITO DE DEIXAR QUALQUER PAÍS, INCLUSIVE O PRÓPRIO, E A ÊSTE REGRESSAR”.

    Desta vez não se pode deixar de aprovar a determinação da presidente Dilma, logo após a confirmação do fuzilamento de Marco Archer, para que o embaixador brasileiro na indonésia volte imediatamente ao Brasil. Falta, agora, determinar que o embaixador de lá deixe Brasília em 3 dias.

    Reitera-se que não se está acobertando o crime que Archer cometeu. A revolta é contra a pena de morte, desproporcional, degradante, cuja execução foi antecedida de ritual sádico e, acima de tudo, o desrespeito ao Direito Internacional como já exposto no artigo de ontem.
    Jorge Béja

  2. A Declaração Universal dos Direitos do Homem não faz distinção de “visto”. Nem a “visto” faz menção. Marcio Gomes e o cinegrafistas são jornalistas. Se entraram na indonésia com visto de turista — se for verdade mesmo —- nada impedia de exercer suas atividades profissionais de passagem por aquele país, porque não prestavam serviço a empregador indonésio, não recebiam pagamento indonésio e desempenhavam suas funções para empregador brasileiro.

  3. Qualquer dia Champinha estará solto e matará e estuprará mais. Como ja aconteceu com presos do tipo por aqui no Brasil.
    Já nos EUA, tipos como o Champinha, mesmo com 12 anos de idade pegam perpétua.

  4. De minha parte sou contra pena de morte para esse caso. 25 anos estaria de bom tamanho. Mas as regras lá são bem claras. Traficou é pega pena de morte. O elemento sabia. Jogou. Perdeu.

  5. Alguém pode esclarecer uma pequena dúvida?
    Os dois da Globo são profissionais da imprensa. Se foram registrar os fatos, por que teriam dito que estavam à turismo?
    Quando se ingressa em outro país, sempre solicitam o motivo da viagem.
    Parece algo tão simples para uma discussão tão longa.
    Se foram passear, tem todo o direito. Mas se foram trabalhar, por que mentiram?

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