Polícia Federal abre novo inquérito sobre propinas em plataformas da Petrobras

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Patrimônio de Skornicki aumentou 35 vezes

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

A Polícia Federal abriu um inquérito, no âmbito da Operação Lava-Jato, para investigar suposta propina em contratos da Petrobras com a empresa Technip, envolvendo cinco plataformas. O procedimento foi iniciado em dezembro do ano passado. O alvo da Lava-Jato são as plataformas P-51, P-52, P-56, P-58 e P-62. A suspeita de vantagem indevida foi delatada por Zwi Skornicki, engenheiro polonês e operador de propina na Petrobras, que apontou a “anuência de Frederic Delormel, executivo da Technip”.

“Zwi Skornicki forneceu os documentos e extratos bancários de suas contas mantidas no exterior e utilizadas para a concretização dos pagamentos das vantagens indevidas”, narrou o Ministério Público Federal ao pedir a abertura do inquérito. Segundo a força-tarefa da Lava-Jato, documentos ligados à Technip foram apreendidos com o operador de propinas Mario Goes – também delator na operação. Os procuradores veem indícios de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e corrupção ativa no caso

CONSÓRCIO – Zwi Skornicki representava o Grupo Keppel Fels, que formou, com a Technip, um consórcio para construção de plataformas. Pagamentos indevidos sobre a P-51, P-52, P-56 e P-58 já foram pivô de uma denúncia da Lava-Jato. Em abril de 2016, o Ministério Público Federal apontou lavagem de dinheiro por meio de transferências feitas por Zwi Skornicki para os marqueteiros de campanhas do PT Mônica Moura e João Santana, a partir de contas no exterior em nome de offshores não declaradas.

A denúncia indicou a transferência de US$ 4,5 milhões a João Santana e Mônica Moura por crimes cometidos diretamente contra a Petrobras. Na época, a investigação apontou contratos firmados diretamente entre empresas do Grupo Keppel Fels e a estatal com pagamentos indevidos nas plataformas P-51, P-52, P-56 e P-58 e contratação de estaleiros. João Santana e Monica Moura foram condenados por lavagem de dinheiro em fevereiro de 2017. O casal pegou oito anos de quatro meses. Na 2.ª instância, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) manteve a pena. Os marqueteiros são delatores da Lava-Jato. O casal assinou o acordo em março de 2017.

OUTRO LADO – A TechnipFMC informou que não comenta alegações. “De toda forma, gostaríamos de reafirmar que a TechnipFMC tem como compromisso a condução de suas atividades com os padrões mais altos de honestidade, integridade e justiça, e de acordo com as leis aplicáveis.”

One thought on “Polícia Federal abre novo inquérito sobre propinas em plataformas da Petrobras

  1. ‘Militares precisam ter garantia para agir sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade’, diz comandante do Exército

    https://goo.gl/3ZvW8C

    As vivandeiras dos quartéis do alto de suas coberturas estão caladinhas, torcendo para o circo pegar fogo.

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