Polícia precisa impedir rotina de roubos em Copacabana, Ipanema e Leblon

Pedro do Coutto

As jornalistas Carolina Calegari e Mariana Alvim, em excelente reportagem, O Globo edição de segunda-feira 20, focalizaram um problema que vem atormentando os moradores de Copacabana, Ipanema e Leblon: a rotina de roubos que se repetem em todos os finais de semana, especialmente aos domingos, em dias de sol e praia. Locais mais sujeitos à ações dos assaltantes de várias idades, esquina das Ruas Conselheiro Lafaiete e Bulhões de Carvalho com a avenida Princesa Isabel, abrangendo espaços de vão da Rua Júlio de Castilho a Francisco Otaviano, passando por Rua Joaquim Nabuco e Rua Francisco Otaviano. A Igreja da Ressurreição tornou-se alvo da ação de, principalmente, pivetes.

Nas calçadas, a ameaça dos ladões, nas areias de Ipanema, Arpoador e Leblon os arrastões. Carolina Calegari e Mariana Alvim revelaram que a Polícia Militar prendeu 99 pessoas no recente fim de semana, dos quais 40 jovens levados para o Distrito da Rua Hilário de Gouveia. Há também uma Delegacia no Posto 6, na Avenida N.S. de Copacabana, esquina com Francisco Sá. O fato é que a situação tornou-se tão grave que os moradores têm que desenvolver um cuidado redobrado quando saem dos edifícios para evitar se depararem com hordas que descem de ônibus que servem aos bairros da Zona Sul já revelando agressividade proposital, deixando antever seus objetivos: a baderna, os roubos a pedestres, os arrastões à beira d’água.

Uma obra da CEDAE, paralisada há mais de ano e meio na esquina de Conselheiro Lafaiete com Rainha Elizabeth, vem contribuindo para proteger os ladrões, servindo-lhes de abrigo e esconderijo. A PM e a Guarda Municipal têm quase sempre estado presente nesses pontos críticos, porém há necessidade de que ajam com a maior mobilidade, não agindo apenas para prender ladrões, mas principalmente para impedir que pratiquem os roubos que colocam em risco a integridade e mesmo a vida dos moradores e também daqueles que visitam amigos e familiares ou simplesmente caminham ou passeia pelos locais críticos.

A reportagem publicada pelo O Globo forneceu bem a sensação prévia de insegurança que envolve as localidades da zona sul, a qual, inclusive, faz com que os moradores torçam para que chova nos finais de semana para reduzir o número dos passageiros que descem dos ônibus sinalizando pelo menos suas intenções voltadas para a fronteira da delinquência.

Quando digo que é essencial impedir os furtos e os ataques a objetos que não lhes pertencem é porque, muitas vezes, depois de praticados os roubos e as violações, torna-se difícil recuperá-los: um ladrão passa para as mãos de outro, fazendo com que os portadores finais dos furtos sigam livres e leves da devida captura.

PEZÃO E CRIVELLA

O momento é apropriado para que os moradores do Posto Seis, de Ipanema e Leblon reivindiquem do governador Luiz Fernando Pezão que seu direito à liberdade de transitar seja respeitado. E propor ao outro candidato, Marcelo Crivella, o compromisso de que assumirá providências efetivas, caso eleito, para livrar moradores do risco permanente a que se encontram expostos com uma constância invulgar.

Não pensem os leitores que roubos e furtos também não acontecem nos dias úteis. Sucedem com frequência. Mas não no grau em que se repetem aos sábados e domingos. A insegurança está afetando o valor dos imóveis e contribuindo para ampliar a dificuldade de alugá-los. Quando se verifica a falta de segurança urbana há inevitavelmente reflexos em cadeia. Negativos. Impõe-se a retomada do controle do espaço público, de acordo com a lei. Nada mais, nada menos.

12 thoughts on “Polícia precisa impedir rotina de roubos em Copacabana, Ipanema e Leblon

  1. O centro da cidade fica perigoso depois das 5 da tarde em toda Avenida Rio Branco. Na Nilo Peçanha, entre a Av. Antonio Carlos e Rio Branco, circulam grupos de ladrões manjados o dia inteiro a furtar e roubar celulares, principalmente na calçada da Policlínica. Na Av. Passos, quando o comércio fecha, todo mundo sai correndo de medo. O policiamento no centro é eficiente apenas no horário dos carros fortes a entregar e recolher dinheiro dos bancos, isto é, das 8 da manhã até pouco antes das 5 da tarde. Por isso, os ladrões que balearam e mataram um policial semana passada na rua da Quitanda numa saidinha de banco foram agarrados. Há muito tempo que estamos ferrados em matéria de segurança pública no Rio de Janeiro. Na Pavuna, de manhãnzinha, é comum trabalhadores perderem suas mochilas nos pontos de ônibus para motoqueiros ladrões. Levam até as marmitas. Até na rua Machado de Assis, no Flamengo, quando fecha o HortiFruti, a barra pesa.

  2. Esta rotina de roubos no Estado do Rio de Janeiro só vai acabar quando Dom Cabral e seus seguidores forem presos.

    Até lá, tudo vai continuar como dantes no quartel d’Abrantes.

  3. Não é só na zona Sul, que acontece roubos e furtos. Aqui em Jacarepaguá,
    furto e roubo de carro é uma constante, onde não escapam nem carros antigos,
    a maioria vai para desmontes, que não devem ser poucos, devido ao número de carros
    roubados e furtados diariamente. Será que é muito difícil encontrar um desmonte de carros aqui no Rio de Janeiro?

    • Pois é, Nélio… Estamos entre “a cruz e a espada”… Pezão X Crivella é osso puro! Confesso, ainda não me decidi… Será que vou anular o meu voto pela primeira vez? Está difícil… Não consigo, ainda, aplicar a equação do “menos pior”.

  4. Nelson, vou tapar o nariz e votar no Pezão, dos males o menor, embora seja do
    mesmo partido de Cabral, mas cada cabeça uma sentença.
    Cezar Mais, Garotinho e Marcelo Alencar, eram do PDT, quando chegaram ao poder
    seguiram uma linha totalmente diferente da linha política do Brizola, isso é comum
    em quase todos os Estados, um político pode seguir uma linha diferente do seu
    antecessor. O religioso é fiel a sua religião, não muda, e sempre que um fiel religioso
    se envolve em política, sua mente estará voltada primeiramente para sua religião,
    ainda mais se tratando da Igreja Universal, que sem dúvida o Rio de Janeiro servirá
    de Trampolim.

  5. Peraí, Pedro, e o Duduzinho Paes, com sua “valiosa” Guarda Municipal que só serve para dar porrada em camelô, e em horário de trabalho, nine to five, com folga aos domingos, aonde entra nessa história? Não basta estarem “quase sempre “presentes nesses pontos críticos”. Eles têm que estar SEMPRE presentes!

    Quase é um advérbio muito perigoso e esquisito. Eu, por exemplo, quase fiz a Megasena ontem, mas a diferença foi de “apenas” 50 milhões de reais…

  6. Mas do que adianta se a polícia não pode fazer nada? Se prende a ” justiça brasileira” manda soltar, dar uns sopapos, “os direito humano” vai fazer um auê pq bateram no pobrezinho … Não tem jeito. Enquanto não mudarem a lei penal, não vai ter solução e, parece, que nossos congressistas não estão nem aí p/ o apelo do povo.

    • No alvo, dona Lourdes…
      Simplificando ainda mais o que a senhora externou, de forma corretíssima, o que temos hoje é a IMPUNIDADE, que grassa e aumenta em todos os estados do Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *