Polícia vai ouvir testemunhas no caso do assalto à casa do embaixador Nogueira Lopes, e os suspeitos são pessoas próximas a ele, inclusive um policial

Como informei aqui há duas semanas, está aumentando a ocorrência de crimes em Santa Tereza, bairro praticamente abandonado pelas autoridades, apesar de sua invulgar importância, por ser um ponto obrigatório de visita dos turistas nacionais e estrangeiros que vêm conhecer o Rio.

No dia 16 de maio, a vítima foi o ex-presidente da Sociedade Pestalozzi do Brasil, embaixador Sérgio Nogueira Lopes. Sua casa em Santa Tereza (na Rua Progresso) foi invadida e os assaltantes roubaram R$ 5,2 mil em dinheiro, máquinas fotográficas, relógios, canetas e objetos de estimação, como as medalhas Tiradentes e a Pedro Ernesto, com que a Assembléia e a Câmara de Vereadores distinguiram Nogueira Lopes.

Como se trata de uma figura pública, a Polícia parece ter resolvido agir, e peritos do Instituto Carlos Eboli até recolheram amostras de digitais no interior da residência, coisa rara de acontecer.

Logo de início, os policiais da 7ª DP (Santa Tereza) suspeitaram de ex-funcionários da Pestalozzi, recentemente demitidos durante a reformulação do quadro de pessoal da entidade filantrópica, em dificuldades desde que ocorreu a proliferação das ONGs, que criminosamente vêm sugando os recursos públicos destinados a atividades sociais, deixando à míngua as verdadeiras e tradicionais instituições beneficentes, como a Pestalozzi.

As suspeitas dos policiais se justificavam, porque as portas da garagem e da casa foram abertas sem serem arrombadas, indicando claramente que o assalto foi praticado por pessoas próximas a Nogueira Lopes.

As investigações vinham sendo conduzidas pela delegada Tércia Silveira, mas ela acaba de ser transferida. Por isso, ainda não foram tomados os depoimentos de duas testemunhas (ambas funcionárias do Instituto Pestalozzi), que compareceram espontaneamente à Delegacia de Santa Tereza, para denunciar ameaças feitas à diretoria da instituição beneficente, antes do assalto à residência do embaixador.

O pior é que as ameaças foram feitas por um policial. Isso significa que, no caso, a Polícia não pode ter acobertamento e acumpliciamento. Se o policial é culpado ou não, só o inquérito terá condições de demonstrar.

O assalto ao ex-presidente da Pestalozzi precisa ser solucionado, porque se trata de uma grave ameaça a quem presta serviços às comunidades carentes, cumprindo um atendimento que o Estado não tem condições de oferecer, especialmente a crianças com síndrome de Dow. O ex-jogador Romário, por exemplo, é uma das personalidades que apoiam a instituição, que, frágil e desprotegida, não pode ficar a mercê de criminosos.

Por isso, não é sem razão que as mães de crianças assistidas pela Pestalozzi estão organizando uma série de orações conjuntas na sede da entidade. Só rezando, mesmo. É sempre bom e pode dar inspiração divina à Polícia.

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