Politicamente correto impõe servidão mental

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Charge do Quinho (quinhoilustrador.blogspot.com)

Percival Puggina

Lembro-me da primeira vez em que fui advertido de estar sendo politicamente incorreto. “Isso significa que não posso usar a palavra promiscuidade?”, perguntei, receoso. “Claro que não pode!”, foi a resposta que ouvi. Desde então, ser contra essa arenga virou preceito para mim. Tornou-se evidente, ali, que o controle do vocabulário é sutil forma de dominação cultural e política. Impõe servidão mental.

O politicamente correto declara encerrados certos debates e dá por consensuais, por irrecorríveis, conceitos boa parte das vezes insustentáveis numa interlocução esclarecida e bem intencionada. Estamos vendo isso acontecer todos os dias e o fato que trago à reflexão dos leitores dá testemunho.  Encontrei-o por acaso, na internet.

RODÍZIO DE PADRASTOSEm maio passado, um delegado de polícia, que é também jornalista, comentou em grupo do whatsapp um estupro de menor (menina de 11 anos que vivia com a mãe). Referindo-se ao caso, observou que “crianças estão pagando muito caro por esse rodízio de padrastos em casa”. O delegado ocupava função de direção na área de comunicação social de sua instituição. A frase foi qualificada como machista e ele, de imediato, exonerado. Fora, politicamente incorreto! Constatara uma obviedade: as sucessivas trocas de parceiros por parte de mulheres independentes expunha as crianças a contatos de risco.

Indagado pelo Jornal Metrópole sobre se estava arrependido o delegado respondeu que não. “Precisamos discutir responsabilidades e freios morais. As crianças não podem pagar pelas atitudes desmedidas dos adultos, sejam eles homens ou mulheres. Quem leva uma prostituta para casa está arriscando a segurança de seus filhos. Da mesma forma como alguém que levar um psicopata, um ladrão, um homicida para dentro de casa estará colocando a vida dos filhos em risco”. E mais adiante: “Precisamos ter responsabilidade para enfrentar esse tema”.

ABOLIR VALORESCriado o monstro, é preciso alimentá-lo. E ele é nutrido por casos como esse em que o referido delegado ousou expor ideias que não devem ser expressas. Uma coisa é a dignidade da pessoa humana e o respeito a ela devido. Outra é assumir que, em vista dessa dignidade, resultem abolidos os valores que lhe são inerentes. Ou que esses valores sequer possam ser explicitados em público. E ai de quem faça alguma afirmação na qual se possa intuir fundamento religioso ou da moral correspondente!

A afirmação do policial foi irretocável, mas envolvia uma advertência sobre o exercício irresponsável dos direitos sexuais. E há, sim, uma correspondência entre direitos e deveres que, na situação genérica descrita, são os da mãe, do pai, ou do cuidador responsável por menores no âmbito do lar. Ora bolas!

4 thoughts on “Politicamente correto impõe servidão mental

  1. Lamento o ocorrido com este excelente delegado de polícia, que foi transferido porque falou a verdade!

    O artigo de Puggina é pontual, adequado e pertinente.

    Os casos de estupro e violentos atentados ao pudor contra meninas têm como responsável os companheiros de mulheres que nada se importam com suas filhas em presença de estranhos, que podem ser pedófilos, estupradores, assassinos, ladrões, petistas, a escória de uma sociedade que se apresenta doente!

    Os registros de padrastos que seviciam e violentam as enteadas e até meninos de suas mulheres, constam em números aterrorizantes, justamente porque elas não se cuidam, não tomam o devido cuidado em saber quem estão colocando dentro de suas casas, e pondo em perigo seus filhos e filhas!

    Os adultos hoje em dia se mostram egoístas, não amam a prole como deveriam, abandonam as crianças por novas aventuras, alegando irresponsavelmente que têm direito a ser felizes.

    Assim, pisoteando a família e a expondo a riscos desnecessários porque a mulher quer ter companhia à noite!

    Ou quando vira alvo de agressões, onde seus filhos veem a mãe ser agredida, ofendida, humilhada, justamente pela péssima escolha desta mulher que entendeu necessitar de um criminoso para lhe esquentar as costelas!

    Evidente que o homem tem muita culpa pelo abandono de seus filhos e esposa porque os trocou por outra mulher, um novo relacionamento, impulsionando à sua ex-esposa procurar por outro homem, porém sem analisar este companheiro devidamente, ainda mais que ele frequentará o seu lar, a sua casa, e irá se misturar à sua intimidade, à sua privacidade e de seus filhos.

    Conheço uma mulher jovem, bela, que trabalha na minha casa quinzenalmente e tendo dois filhos, sendo cada um de pai diferente, em face de caiu na esparrela do direito a ser “feliz”.

    Pois depois de ter engravidado, os tais “príncipes encantados” se transformaram em sapos e deram no pé!

    Soma-se a esses problemas, o fato de que com dois filhos será extremamente difícil encontrar quem queira viver com ela e suas crias ou, em razão de ser jovem, o novo “marido” irá querer ter os seus filhos, que se somarão aos já existentes ou pela filha ter 10 anos e florescer para a adolescência, obtendo olhares maldosos e mal intencionados desses imundos, que não respeitam mais a idade de ninguém, episódio que já lhe aconteceu, e a fez tomar mais cuidados e diminuir seus ímpetos “casamenteiros”.

    O abuso sexual é uma realidade cruel, que temos de combater com extremo rigor!

    O último carnaval, no Rio, apresentou registros de estupro tão acima do que poderia se esperar, que foi avassalador para as mulheres, e que raramente são condenados e punidos os estupradores, pois as vítimas são obrigadas a prestar depoimento e, durante o julgamento do acusado, os advogados de defesa do canalha as expõe covardemente para o público, envergonhando-as mais ainda, ocasionando a impunidade quase que absoluta desses criminosos!

    Deus me deu três filhos e, agora, três netas e dois netos.

    Sinceramente, ai daquele que cometesse um gesto hediondo desse tipo contra uma delas, ai dele!

    CAPÁ-LO seria o mínimo, para depois eu o esquartejá-lo e enviar para seus familiares o resto da besta!
    E se eu não puder tomar esta medida sozinho, contrato gente que queira me ajudar, mas o desgraçado não fica impune, e estou me lixando se irei preso, mas eliminei deste mundo um porco, uma pessoa vil, subumana, simplesmente!

    Aliás, este é um dos temas que a Tribuna da Internet poderia escolher para debates, discussões, pareceres, opiniões, palpites, mesmo furados:
    As relações atuais entre homens e mulheres, verdadeiras ou apenas ocasionais?
    E como ficam os filhos de ambos pais separados?

    A situação atualmente pode ser classificada como promíscua, pois neste troca-troca a grande vítima são os filhos, caso existirem, claro, e invariavelmente a mulher, que se deixa levar pela lábia do safado, prejudicando-se a si mesma e, lá pelas tantas, passando de mão em mão e se tornando conhecida como “facilmente desfrutável”, mas será tarde para se recuperar da má fama obtida, a menos que se mude de Estado, e para bem longe, onde poderá reconstruir a sua vida, desde que sem filhos, pois se os tiver, pobre desta mulher, que terá que se desdobrar para sustentar a si e às suas crianças.

    Excelente postagem, que abre um leque novo de comentários, hoje concentrados nos crimes políticos e parlamentares ladrões, afora um grande desarranjo mental que recaiu sobre o STF!

  2. Prezada Maria G Carvalho,

    O teu comentário, mesmo lacônico, mas concordando com o meu texto e o artigo de Puggina, deixa-me alegre, orgulhoso, pois fui ao encontro do problema que as mulheres vivem quando separadas ou deixadas pelos seus falsos companheiros.

    Posso falar com autoridade moral sobre a questão, pois meu casamento tem 47 anos de existência, COM A MESMA MULHER, então sabemos avaliar o sofrimento dessas mães ou até mesmo mulheres sem filhos nas mãos de homens inescrupulosos, maus pais, que não sabem sequer amar a sua família!

    A tragédia é maior do que imaginamos, Maria, e será a causa de gerações de filhos abandonados que não saberão gerar felicidade nos seus relacionamentos no futuro, levando consigo os péssimos exemplos que testemunharam de seus pais, da mãe e do pai!

    Ou, muito pior, quando o filho homem copiar a conduta paterna e imitar o seu genitor em maltratar a sua cônjuge, agredi-la, humilhá-la, espancá-la!

    O homem tem deixado a desejar no seu relacionamento conjugal, agravando esta união quando s desinteressam pelosa filhos.
    Aliás, Maria, pergunta para uma que outra conhecida, se elas têm visto os cadernos de seus filhos ou o pai deles, se os acompanham no desenvolvimento escolar!

    Devem te olhar com espanto e surpresa, indiscutivelmente!

    Um abraço.
    Saúde e paz.

  3. Puggina, você sabe como me comporto aqui no Blog. Sou um critico mordaz do falso moralismo e da cultura do ódio. O tal “politicamente correto” está inserido na falsa moral. É uma elite metida a besta que inventa ou assimila essas degenerescências para querer amordaçar o povo. Nossa cultura não é essa. Nossa cultura é livre para dizer o que pensa e o que sente. O caso em tela é a prova cabal e definitiva que o falso moralismo tenta dominar as consciências. Esse delegado devia entrar com uma ação contra o Estado pedindo danos morais. Faz tempo, mas hoje concordo com você Puggina.

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