Políticos denunciados cogitam outros cargos para manter o foro privilegiado

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Pimentel já sabe que não conseguirá se reeleger

Luiza Muzzi
O Tempo

Levantamento recente da “Folha de S.Paulo” mostrou que a maioria de deputados e senadores investigados pela Lava Jato pretende tentar a reeleição ou se candidatar para algum outro cargo em 2018. Nomes importantes do cenário político estariam entre os que já cogitam a “mudança de apetite” para vagas mais modestas, como estratégia para permanecer no poder.

Alvo de investigações, o governador Fernando Pimentel (PT), por exemplo, pode optar por não tentar reeleger-se, apostando no Senado. O senador afastado Aécio Neves (PSDB), por sua vez, depois de tentar a Presidência em 2014, hoje tem um futuro totalmente incerto. Aécio responde a seis inquéritos e já aventa a possibilidade de se candidatar a deputado federal.

CASAL GAROTINHO – Outros antigos conhecidos do eleitorado, que hoje não detêm prerrogativa de foro, podem tornar-se candidatos. É o caso dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, que, depois de citados nas delações da Odebrecht, passaram a fazer planos para 2018. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) vai cair de turma e disputar um mandato de deputado federal.

Mesmo com todos os esforços, porém, a cientista política  Maria do Socorro Braga acredita que políticos tradicionais, atolados em denúncias, terão dificuldade para garantir mandatos. Em sua análise, a tendência é por uma maior renovação no Legislativo: “Devemos ter quadros mais jovens, perfis do empresariado, gestores que carregam a bandeira de não serem políticos”.

O cientista político Lucas Cunha avalia, contudo, que ainda que os rostos mudem, a crise política não será solucionada, se as elites partidárias não se renovarem em termos de comportamento político.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGQuerer não é poder. Ao que tudo indica, o foro privilegiado passará a se referir apenas a processos iniciados durante o mandato eletivo, jamais por denúncias acolhidas anteriormente. E os processos correrão em primeira instância também no caso de governadores como Pimentel, Pezão, Perillo, Richa & Cia, que por enquanto estão sendo processados no Superior Tribunal de Justiça. (C.N.)

2 thoughts on “Políticos denunciados cogitam outros cargos para manter o foro privilegiado

  1. Corregedoria do MP vai investigar palestras do procurador Dallagnol

    A Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou na quarta-feira um procedimento para investigar a comercialização de palestras por parte do procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba.

    Hoje mesmo Dallagnol tem palestra agendada em um evento corporativo. Ele irá falar no Expert2017, “o maior evento da América Latina para a indústria de investimentos”, informa o site da entidade organizadora, a XP Investimentos, cuja fatia foi adquirida recentemente pelo Itaú. O ingresso, ou “passaporte”, como anunciam, custa R$ 800,00.

    Nem Dallagnol nem a XP informaram ao Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor, se a participação do procurador, nesse caso, será remunerada.

    A polêmica em torno das apresentações de Dallagnol começou após o jornal “Folha de S.Paulo” mostrar que uma empresa estava oferecendo em seu site palestras do procurador da República por R$ 40 mil. Em seguida, a página foi retirada do ar, substituída por uma mensagem afirmando que a oferta não havia sido autorizada pelo palestrante.

    https://goo.gl/WZFWCt

  2. Caro Newton, as urnas eletrônicas, manipulaveis pela Srª Fraude, é um perigo, Dilma foi eleita pelo sinistro Toffoli, em apuração secreta, o resultado aí está,podridão nos 3 poderes, e o trabalhador se danando desempregado( mais de 14 milhões), Temer acusado, Meirelles, o banqueiro a enterrar o que resta ao trabalhador.
    Brasilia: sede das quadrilhas hediondas.
    Voltar o voto no papel, com fiscalização do povo, é uma necessidade, Fora urna eletrônica, instrumento maligno da canalhada.

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