Políticos não conseguem informações sobre a delação do homem-bomba da Petrobrás e têm de aguardar a próxima edição da Veja

capa veja petrobras paulo roberto costa

Carlos Newton

O Planalto, a base aliada e os partidos de oposição tentaram de todas as formas saber detalhes sobre os novos depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, mas não conseguiram nada. Reportagem de Naira Trindade e Amanda Almeida, do Correio Braziliense, mostra que nem mesmo a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo, poderá ser atendida.

Zavascki mandou o juiz federal Sergio Moro liberar as informações à CPMI, mas o magistrado paranaense deu-lhe dura resposta indireta, ao recomendar ao presidente da Comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que refizesse os requerimentos ao ministro do Supremo, para que “sejam submetidos diretamente ao Supremo Tribunal Federal, especificamente ao ministro Teori Zavascki, prevento para o caso”.

Traduzindo: a CPMI só terá informações através do Supremo, porque o juiz tem de seguir os trâmites da delação premiada e dos processos com foro privilegiado. Assim, as informações têm de seguir diretamente para Zavascki, que é o relator e terá de aprovar a delação premiada e o fôro priivilegiado, no estilo mensalão.

PRÓXIMA EDIÇÃO

Diante dessa situação, aumenta extraordinariamente a importância da próxima edição da Veja, que promete ampliar o número de políticos acusados por Paulo Roberto Costa. Há informações também de que delator do propinoduto da Petrobras, Paulo Roberto Costa, mantinha a contabilidade organizada. Em abril, uma matéria de capa sobre o ex-diretor já mostrava suas agendas e anotações.

O jornalista Luiz Carlos Azedo, considerado um dos repórteres políticos mais bem informados de Brasília, publicou no Correio Braziliense um importante artigo, em que assinala:  “Circula no Congresso que a ‘delação premiada’ do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa é mais cabeluda do que se imagina. Não se trataria apenas de depoimentos gravados em vídeo, como se imaginava, mas de acusações fundamentadas em provas materiais — extratos bancários, contratos, ligações telefônicas etc. —, que comprometeriam todos os suspeitos de receberem propina.”

Como se sabe, durante sua gestão na diretoria da Petrobras, Paulo Roberto Costa tinha acesso a então presidente Lula. Por isso é provável que o ex-presidente seja atingido pelo novo escândalo, não saindo ileso desta vez como ocorreu no caso do mensalão.

EDIÇÃO ESGOTADA

A próxima edição da Veja já está previamente esgotada. Os petistas e políticos denunciados vão comprar o pacote inteiro, sábado de manhã, com fizeram semana passada.

Em Belo Horizonte, a leitora Jussara Gama reclamou ao jornal O Tempo que não conseguiu comprar a edição de “Veja” sobre corrupção na Petrobras: em todas as bancas ouviu que o estoque havia sido levado por uma única pessoa. No Pátio Savassi, o dono da banca disse que um homem ficou com as 36 revistas disponíveis; na Rodrigues Caldas, perto da Assembleia Legislativa, o comprador arrebatou 12 exemplares.

5 thoughts on “Políticos não conseguem informações sobre a delação do homem-bomba da Petrobrás e têm de aguardar a próxima edição da Veja

  1. Sr. Newton, pedi ao meu jornaleiro para guardar, o numero anterior não veio à banca.
    Pergunta: a Presidente, pode fazer propaganda de “governo” na hora eleitoral??. parece-nos abuso de poder, os deslocamentos, como candidata, é feito com recursos do governo??
    Enfim, a “maquina do governo” é usada e abusada, onde está o TSE de Toffoli??
    Que o Zé e Maria Mané tomem vergonha na cara, e NÃO REELEJA EXECUTIVOS, E A MAIORIA DOS LEGISLADORES PENDURADOS NA JUSTIÇA, mas, quando leio que o Arruda, fotografado recebendo grana da corrupção, está pelas pesquisas, ELEITO, chego a conclusão: seu eleitor merece comer merda! e ser roubado.

  2. Carlos Newton,

    é marcante a conduta proba do juiz Sérgio Moro.

    Ciente da gravidade dos fatos, até agora não mostrou a menor disposição de deixar o ex-diretor da Petrobras, Paulo Costa (o PC do PT), pôr as preciosas canelas fora do xilindró antes de entregar nomes e provas sobre o esquema de superfaturamento de contratos e distribuição de propinas dentro da Petrobras.

    A Polícia Federal também está certa em não passar aos políticos (e a quem possa informar a eles, seja quem for) depoimentos e documentos que, por enquanto, permanecem em sigilo.

    Por sua vez, os membros do Congresso quando tiveram a oportunidade de agir a favor do Brasil e contra a corrupção, não fizeram a sua parte.

    Muito ao contrário: atuaram para abafar tudo, de modo notoriamente indigno, como se estivessem tentando proteger bandidos investidos de mandatos.

    Agora, quando a vaca já está atolada no brejo até o pescoço, e nas listas publicadas, dentre outros beatos, aparecem os nomes dos presidentes do Senado e da Câmara Federal, procuram jogar para a arquibancada, simulando que irão tomar providências.

    Desfaçatez, imunda desfaçatez.

  3. Sou assinante porém não me empolgo com essas manchetes,vejo como uma mulher que viveu com o marido 30 anos,viveu e comeu do bom e do melhor,agora após o escândalo vem dizer que eu sou ladrão.Esssas figuras já relacionadas já são marcadas e carimbadas já entraram em muito bafo bafo.Essa figura foi funcionário de carreira por um longo período,desfrutou do poder e dinheiro,corrompeu e foi corrompido então o que que ele é, LADRÃO.

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