Popularidade do governo Dilma cai para 36%, revela o Ibope

Cristiane Jungblut
O Globo

A popularidade do governo da presidente Dilma Rousseff teve uma expressiva queda no mês de março. O percentual da população que considera o governo ótimo ou bom caiu de 43% para 36%. Este é o resultado da pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ibope. O último levantamento havia ocorrido em novembro. Esta foi a primeira queda na aprovação da presidente Dilma desde julho, quando ocorreram as manifestações de rua em todo o país.

Na pesquisa, o percentual daqueles que consideram o governo ruim subiu para 27%, contra 20% registrados em novembro. A parcela da população que aprova a maneira da presidente Dilma governar também caiu de 56% para 51%, Já a parcela insatisfeita com sua maneira de governar cresceu de 36% para 43%.

PIOR DO QUE LULA

A confiança na presidente Dilma também diminuiu. A parcela da população que confia na presidente caiu de 52% para 48%. O governo teve uma piora na avaliação em todas as nove áreas pesquisadas. O descontentamento é maior principalmente quanto á condução da política econômica, com preocupações em relação à inflação e ao desemprego.

A pesquisa mostra que apenas 36% esperam que o restante do governo Dilma seja ótimo ou bom, contra 45% na pesquisa anterior. Já 28% apostam que o restante do governo será ruim.

Na área de Educação: a desaprovação subiu para 65%, contra 58% na pesquisa anterior. Na área de Saúde, a insatisfação subiu para 77%, contra 72% na pesquisa anterior; Na área da Segurança Pública, o descontentamento chegou a 76%.

A melhor avaliação continua sendo na área de Combate à Fome, com 48% de aprovação ao governo e 49% de insatisfação.

A pesquisa mostrou que 77% desaprovam a política econômica de forma geral. No caso específico da inflação, a insatisfação é de 71%. Na área de meio ambiente, descontentamento é de 54%.

A pesquisa foi realizada de 14 a 17 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistadas 2002 pessoas, em 141 municípios.

Na comparação entre os governos de Lula e Dilma, 42% consideram que a administração da presidente é pior, contra 34% na anterior. E 46% acreditam que os dois governos são iguais.

20 thoughts on “Popularidade do governo Dilma cai para 36%, revela o Ibope

  1. Esta pesquisa reflete uma situação correlata com o que está ocorrendo no país.

    Por outro lado, se a pesquisa foi realizada com 2002 pessoas o erro admitido na pesquisa é de até 5%. O que significa que Dilma pode ter bom conceito para 41% (36% + 5%) do eleitorado ou 31% (36% – 5%) dele.

    O correto é o instituto de pesquisa entrevistar, no mínimo, 2.500 (duas mil e quinhentas pessoas) admitindo erro máximo de 3%, para cima e para baixo. Como prova a fórmula: n =( Zo² x P xQ)/e². Sendo, (n) o número de eleitores necessários, (Zo) o desvio padrão, P e Q as probabilidades de sucesso e insucesso e (e) o erro da estimativa.

    Consideramos, sempre, três desvios-padrão e a probabilidade de 50% de sucesso, ou seja, 0,5. O mesmo para o insucesso: 0,5.

    Portanto, se o IBOPE vai pesquisar alguma coisa e sua estimativa seja com tolerância para erro de, no máximo três pontos percentuais, para cima ou para baixo, terá de entrevistar: n = (3² x 0,5 x 0,5)/0,03² = 2.500 eleitores.

    Se a estimativa é mais acurada, por exemplo, dois pontos percentuais para cima ou para baixo, terá de entrevistar a seguinte quantidade de eleitores: n = (3² x 0,5 x 0,5)/0,02²= 5.625 eleitores.

    E, se a estimativa é para aceitar somente um ponto percentual para cima ou para baixo de erro, então: n = (3² x 0,5 x 0,5)/0,01²= 22.500 eleitores.

  2. Vemos, tanto o IBOPE quanto outros institutos de pesquisa estatística entrevistarem uma quantidade menor de pessoas e abusarem do processo de aproximação sem estarem sob a crítica de quem os pagou pela pesquisa ou mesmo a quem a pesquisa se dirige.

    Vergonhosa a atitude que tem o fim de economizar no processo de amostragem. O abuso fica escondido no desconhecimento dos interessados do procedimento correto a ser adotado.

    Nesta pesquisa, por exemplo, deixou de se entrevistar – praticamente – 500 pessoas.

    O instituto economizou: (500/2500) = 0,2; ou 20% com o processo. Vergonha!

  3. Sr. Wagner,
    O Ibope sempre faz pesquisa com esse número de entrevistados e, nunca vi o Sr. contestá-la. Agora, que deu um resultado muito desfavorável para o governo, o sr. vem com essas aleivosias.

    • Prezado, Sr. César. Aonde estão as minhas aleivosias? Não sou petista! Votarei no Aécio Neves!

      Quero a alternância do poder!

      Prezado amigo, aonde estão as aleivosias? Por favor me explique!

      Grande abraço!

      • Além do mais, é como eu já expliquei, se o instituto respeita o processo estatístico e a técnica de amostragem, conforme demonstrei, não há o que contestar da metodologia. Pelo menos no quesito – quantidade de entrevistados.

        Só isso!

        Grande abraço!

  4. Altíssimo percentual, ainda, tendo em vista um governo incompetente, fraco, sem rumo, onde desde o seu início aconteceram lamentáveis fatos ligados à baixa política, ao imoralismo e à desonestidade. Vai cair mais, muito mais!

  5. A NOVA PESQUISA CNI/IBOPE DE MARÇO DE 2014
    PRIMEIRA PARTE
    APROVAÇÃO DO GOVERNO DILMA: ÓTIMO/BOM: 36%; REGULAR: 36%; RUIM/PÉSSIMO: 27%; NÃO SABE/NÃO RESPONDEU: 1%
    EXPECTATIVA EM RELAÇÃO AO RESTANTE DO GOVERNO: ÓTIMO/BOM: 36%; REGULAR: 31%; RUIM/PÉSSIMO: 28%; NÃO SABE/NÃO RESPONDEU: 4%; DIFERENÇA DE 1%
    APROVAÇÃO DA MANEIRA DE GOVERNO DE DILMA: APROVA: 51%; DESAPROVA: 43%; NÃO SABE/NÃO RESPONDEU: 6%

    CONFIANÇA EM DILMA? CONFIA: 48%; NÃO CONFIA: 47%; NÃO SABE/NÃO RESPONDEU: 5%

    AÍ VEM A SEGUNDA PARTE, QUANDO SE REFERE ÀS ÁREAS DE ATUAÇÃO, ONDE ELA É DESAPROVADA EM TODAS, A SABER:

    EDUCAÇÃO: APROVA (32%); DESAPROVA (65%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (2%); DIFERENÇA (1%);
    SAÚDE: APROVA (21%); DESAPROVA (77%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (2%);
    SEGURANÇA PÚBLICA: APROVA (22%); DESAPROVA (76%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (2%);
    COMBATE À FOME E À MISÉRIA: APROVA (48%); DESAPROVA (49%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (3%);
    COMBATE AO DESEMPREGO: APROVA (41%); DESAPROVA (57%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (3%);
    MEIO AMBIENTE: APROVA (41%); DESAPROVA (54%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (5%);
    IMPOSTOS: APROVA (18%); DESAPROVA (77%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (5%);
    COMBATE À INFLAÇÃO: APROVA (24%); DESAPROVA (71%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (5%);
    TAXA DE JUROS: APROVA (21%); DESAPROVA (73%); NÃO SABE/NÃO RESPONDEU (6%).

    SOMANDO-SE OS NOVE PERCENTUAISA DE APROVAÇÃO TEMOS A SOMA DE 267, QUE, DIVIDIDA POR NOVE, RESULTA EM 29,67% DE APROVAÇÃO
    QUANTO À DESAPROVAÇÃO, A SOMA É 599, CUJA DIVISÃO POR NOVE RESULTA EM 66,56% DE DESAPROVAÇÃO.
    NÃO SABE/NÃO RESPONDEU: 33 + 1 DA DIFERENÇA DO PRIMEIRO ITEM = 34. DIVIDINDO-SE POR NOVE RESULTA EM 3,77%.
    SOMANDO: 29,67% + 66,56% + 3,77% = 100%.

    E AÍ, MAS UMA VEZ QUESTIONO: AS PESSOAS QUE RESPONDERAM A SEGUNDA PARTE DA PESQUISA FORAM AS MESMAS DA PRIMEIRA PARTE? NÃO DÁ PARA ENTENDER.

  6. SEM DÚVIDA NENHUMA A PRESIDANTA COMEÇA A COLHER O QUE PLANTOU!! Essa começa a ser a tendencia. Me lembro que até poucos meses antes da eleição as pesquisas davam como vitorioso o Russomano em São Paulo. Logo depois de tudo o que aconteceu(manifestações, roubalheira da Copa,etc) e o que continua acontecendo(escandalo da Petrobrás, piora dos indices economicos, etc.. ) como é que as pesquisas diziam que Dilma vence no 1º turno. Mas eu até torço para que a Anta continue acreditando nisso.

  7. O Brasil utiliza um subterfúgio inválido na apresentação dos resultados em quase todas as pesquisas.
    Ao fazer uma pergunta ao entrevistado são apresentadas 5 opções: ( )ótimo, ( )bom, ( )regular, ( )ruim e ( )péssimo.
    Entretanto ao divulgar os resultados da pesquisa o Ibope, CNI, datafolha, ou qualquer outro, apresenta 3 opções ( )ótimo+bom, ( )regular e ( )ruim+péssimo.
    Mas o entrevistado não tinha esta graduação para avaliar! Houve uma deformação da opinião.

    Analisemos uma pesquisa hipotética onde 10% acham ótimo, 25% bom, 34% regular, 28%ruim e 3% péssimo.
    Pela análise dos institutos teremos: 35% ótimo/bom, 34%regular e 31% ruim/péssimo.
    Houve quase um empate, mas a maioria ainda aprova com 35%.

    Tortura de números! Na análise onde o entrevistado opinou, a maioria acha o governo (62%)regular/ruim.
    Se o analista quer juntar percentuais para definir a tendência da maioria, tem que utilizar as opções que foram as mais votadas e não utilizar um subterfúgio tendencioso que não foi apresentado ao entrevistado.
    Se a pessoa, ao responder, soubesse que ao escolher bom, estaria se unindo ao ótimo, talvez ela escolhesse a avaliação regular.
    Mas o pior mesmo é a urna eletrônica jabuticaba, sem registro, violável, única no mundo…

  8. Observação: na atual pesquisa CNI/ibope, que baixei em pdf no site do CNI, o instituto esconde os percentuais das 5 opções. Só apresenta os 3 somados. Por isso não pude utilizá-la como exemplo. EStá ái
    mais uma prova da má fé dos institutos.

  9. No finzinho do seu primeiro comentário o Sr . José Augusto Aranha tocou num ponto que eu sempre que posso, também abordo, lembrando que essa nossa urna eletrônica é a única que não passa “recibo” do voto do eleitor. Essa é caixa-preta, mesmo ! Além do voto , é botar muita fé no STS. ..

  10. Tem algo muito estranho nesta pesquisa. Em todas as pesquisas anteriores Dilma só fazia subir, e pelas minhas contas, somando tudo e extraindo a raíz cúbica, Dilma se aproximava dos 99,87% de bom/ótimo. Não credito que do dia pra noite suas mais de 500 UPAs e os 800 aeroportos construídos tenham sido esquecidos pelo eleitor. Com certeza é coisa encomendada para tirá-la do páreo e introduzir Lula na disputa. Meu voto é em Dilma, não quero nem saber de pesquisa fajuta.

  11. POR DADOS DO IBOPE, DILMA NÃO PERDEU POPULARIDADE. PESQUISA DE HOJE É MAIS ANTIGA QUE A DOS 43%. ALIÁS, ESTAVA PRONTA QUANDO ESTA FOI PUBLICADA
    Primeiro, semana passada, o boato de que a pesquisa Ibope traria uma queda – que não houve – da intenção de voto em Dilma Rousseff.
    Seis dias depois, uma “outra” pesquisa do Ibope, estranhamente, capta uma súbita mudança de estado de espírito da população e Dilma (que tinha 43% das intenções de voto na tal pesquisa eleitoral) e registra uma perda de sete pontos percentuais em sua aprovação: curiosamente dos mesmos 43% para 37%…
    Puxa, como foi rápida a queda, em apenas seis dias, quase um por cento por dia…
    É, meus amigos e amigas, é mais suspeito do que isso.
    A pesquisa de intenção de voto, divulgada na sexta-feira, foi registrada no TSE no 14 de março, sob o protocolo BR-00031/2014 , com realização das entrevistas entre os dia 13 e 20/03/14.
    Já a de popularidade recebeu o protocolo BR-00053, no dia 21 passado, mas quando já se encontrava concluída, com entrevistas entre os dias 14 e 17.
    Reparou?
    Quinta feira à tarde, dia 20, uma intensa boataria toma conta do mercado de capitais, dizendo que Dilma perderia pontos numa pesquisa Ibope a ser divulgada no Jornal Nacional.
    O estranho é que ninguém tinha contratado, isto é , ninguém pagou por essa pesquisa. Em tese, é claro.
    A pesquisa é divulgada sem nenhuma novidade.
    Mas, naquele momento, o Ibope já tinha outra (outra, mesmo?) pesquisa, terminada três dias antes e certamente já tabulada.
    Vanos acreditar que o Ibope fez duas pesquisas diferentes, com a mesma base amostral e 2002 entrevistas exatamente cada uma…
    O boato, portanto, não saiu do nada.
    No mínimo veio de dentro do Ibope, que tinha nas mãos duas pesquisas totalmente contraditórias.
    Uma, “sem dono”, que dizia que Dilma continuava nadando de braçada.
    Outra, encomendada pela CNI de Clésio Andrade, um dos senadores signatários da CPI da Petrobras, apontando uma queda de sete pontos em sua popularidade.
    Mas a gente acredita em instituto de pesquisas, não é?
    O Ibope teve nas mãos duas pesquisas com a mesma base, realizadas praticamente nos mesmos dias, com resultados totalmente diferentes entre si?
    Se o PT não fosse um poço de covardia estaria exigindo, como está na lei, os questionários das “duas” pesquisas.
    Aliás, nem devia ser ele, mas o Ministério Público Eleitoral, quem deveria exigir explicações públicas do Ibope, diante destes indícios gravíssimos de – vou ser muito suave, para evitar um processo – inconsistência estatística.
    Ainda mais porque muito dinheiro mudou de mãos na quinta-feira e hoje, com a especulação na Bolsa.
    Mas não vão fazer: esta é uma nação acoelhada diante das estruturas suspeitíssimas dos institutos de pesquisa.
    Fernando Brito (Tijolaço)

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