Por causa do Mineirão, Cruzeiro e Atlético se tornaram times de grande prestígio nacional

Tostão (O Tempo)

O Mineirão foi um dos estádios faraônicos construídos pela ditadura, em 1965, para alegrar o povo e encobrir a absurda e violenta repressão que havia no país.

Na época, temia-se que o Mineirão se transformasse em um elefante branco, como deve acontecer, após a Copa de 2014, com os estádios de Manaus, Brasília e Campo Grande. Nesses estádios, não há um time nem na Segunda Divisão do Brasileirão.

O novo Mineirão

Ocorreu o contrário do que se temia. Por causa do Mineirão, Cruzeiro e Atlético se tornaram times de grande prestígio nacional.

Com o novo Mineirão, o futebol mineiro poderá evoluir ainda mais. Pelas imagens, é um estádio lindo e moderno, com capacidade para 64 mil pessoas sentadas, com enorme estacionamento coberto, lojas, restaurante e várias outras estruturas de lazer. É do mesmo nível dos melhores estádios do mundo.

Certamente, vão aparecer várias coisas para ser corrigidas. Uma delas, importante, segundo matéria de é a dificuldade de locomoção de pessoas deficientes. O governo prometeu resolver os problemas até 20 de janeiro.

Por outro lado, teme-se que o Mineirão, como todos os outros novos estádios construídos para a Copa, elitize o futebol. Para isso não ocorrer, é necessário ter preços de ingressos diferentes. Quem quiser mordomia, que pague caro por isso. Mas as pessoas mais humildes têm de ter o direito de pagar preços razoáveis, além de ter conforto e segurança. Se isso não for feito, vamos ter uma torcida como se fosse a de um teatro, todos sentadinhos, bem-comportados, sem vibração e sem identificação com o futebol e com o clube. O verdadeiro torcedor, apaixonado pelo clube, não pode ser expulso do estádio.

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PICUINHAS

Espero ainda que os clubes deixem de picuinhas e de provincianismo e acabem para sempre com essa história de clássico com uma única torcida. Isso não é futebol.

Os responsáveis pela manutenção do Mineirão, os clubes e os torcedores têm de preservar o estádio e tratá-lo com carinho. Para o torcedor tratar bem o estádio, tem de ser também bem-tratado.

Por outro lado, teme-se que o Mineirão, como todos os outros novos estádios construídos para a Copa, elitize o futebol. Para isso não ocorrer, é necessário ter preços de ingressos diferentes. Quem quiser mordomia, que pague caro por isso. Mas as pessoas mais humildes têm de ter o direito de pagar preços razoáveis, além de ter conforto e segurança. Se isso não for feito, vamos ter uma torcida como se fosse a de um teatro, todos sentadinhos, bem-comportados, sem vibração e sem identificação com o futebol e com o clube. O verdadeiro torcedor, apaixonado pelo clube, não pode ser expulso do estádio.

Espero ainda que os clubes deixem de picuinhas e de provincianismo e acabem para sempre com essa história de clássico com uma única torcida. Isso não é futebol.

Os responsáveis pela manutenção do Mineirão, os clubes e os torcedores têm de preservar o estádio e tratá-lo com carinho. Para o torcedor tratar bem o estádio, tem de ser também bem-tratado.

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