Por que Marina não convida Serra e Dilma?

Carlos Chagas

O PT vai à Justiça  interpelar José Serra, querendo saber se o candidato  acusou ou não Dilma Rousseff de estar preparando um dossiê de denúncias contra ele e sua filha Verônica. José Serra exigiu da campanha da adversária que esclareça a existência ou não de dossiês referentes à sua atuação como prefeito e governador, sob pena de processo por crimes contra a honra.

Querem saber de uma coisa? Parece tudo palhaçada, havendo ou não companheiros e tucanos aloprados fazendo guerra de nervos e elevando a temperatura da disputa presidencial.

Vivêssemos a democracia sonhada e ainda não concretizada, toda essa lambança se resolveria de forma simples, através de um encontro entre Serra e Dilma, quando selariam o compromisso de banir as baixarias da campanha. Dossiê é arma de mafiosos, quaisquer que sejam e de que forma utilizem , lá e cá, acusações que melhor ficariam na luta entre quadrilhas.

Seria possível um entendimento público entre os dois candidatos? Na teoria, sim. São adversários, não inimigos em guerra. O problema é saber quem tomaria a iniciativa, julgando-se ambos ofendidos. Provavelmente nem Dilma nem Serra pegariam no telefone para marcar essa reunião. Saída existe: por que Marina Silva, a terceira candidata, não se anima a convidar os dois?

Fora daí as previsões são de que breve estarão todos aos socos e pontapés, além de puxões de cabelo, coisa que só levará a campanha, e a democracia desejada, para as profundezas…

País rico é assim mesmo

Ontem,  o Brasil formal parou. E não apenas em Brasília, onde não funcionaram o Congresso, os tribunais superiores, os juízos de primeira instância e a maior parte das repartições públicas federais e distritais. Até  hospitais adotaram regimes de plantão.  Foi assim no país inteiro, com governadores  decretando ponto facultativo para os servidores de seus estados gozarem o dia  depois do feriado e antes do final de semana. Até mesmo certas  atividades privadas enforcaram a sexta-feira, sob o pretexto da paralisação do setor público.

O problema é que o Brasil real trabalhou. Indústria, comércio e serviços funcionaram.Qualquer dia desses a sociedade perceberá poder atuar sem a presença de poderes supérfluos. Por dever de justiça,  registre-se  que o presidente Lula compareceu ao trabalho, em dois expedientes.

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