Por que não fazer auditagem de 10% das urnas, para saber se elas são seguras ou não?

Charge reproduzida do Arquivo Google

Eduardo Cosentino da Cunha
Poder360

Estamos no derradeiro momento de se deliberar o modelo das eleições de 2022. Pelo artigo 16 da nossa Constituição, só o que estiver em vigor 1 ano antes das eleições poderá ser utilizado como regramento. A discussão mais fervorosa é a do voto impresso – ou auditável, como está se pregando, pois envolve também o debate de que a legitimidade da eleição estaria em jogo.

Evidentemente, não creio em fraudes no processo eletrônico de votação nem acredito na capacidade de uma suposta conspiração existente para alterar o resultado eleitoral. Mas também não podemos descartar que, em algum momento, isso seja possível. Não é porque você nunca foi assaltado em casa que vai deixar a porta sem tranca ou aberta, para que alguém se sinta à vontade para invadi-la.

UM DEBATE ETERNO – O anseio do voto impresso pelo Congresso não é de hoje e nem pertence a uma ala ideológica e nem é uma bandeira de guerra do atual presidente da República.

O Congresso já aprovou esse tema em duas oportunidades diferentes de forma unânime por lei ordinária e uma vez somente na Câmara dos Deputados por alteração constitucional, até para tentar superar os obstáculos colocados pelo STF.

O STF foi quem impediu, já por duas vezes, a sua implantação. Nesse caminho, deverá tentar impedir uma 3ª vez, caso seja aprovada nova proposta por lei ordinária, ou até mesmo por emenda constitucional. Soa muito estranha essa interferência, e, principalmente, as discussões de magistrados contrários ao voto impresso, como se eles fossem os legisladores. Alguns deles deveriam deixar a toga e concorrer às eleições, onde, aí sim, poderiam debater as suas ideias. Eles fazem parte de outro Poder – o que julga, e não o que legisla.

AUDITAR UMA PARTE – Qual é a razão e a dificuldade de ao menos colocar, em base de teste, uma parte pequena da votação – e de forma progressiva pelas eleições subsequentes, visando a estabelecer uma auditagem? E se começássemos por um percentual qualquer, talvez 10% do eleitorado, sujeito a ter a impressão dos seus votos, e pudéssemos conferir essa votação?

Isso, além de dar uma segurança maior ao processo, acabará com qualquer discurso e tensões que estão se avolumando de forma desnecessária nesse momento.

Os argumentos de dificuldades operacionais já poderiam ter sido superados durante todo esse tempo que esse tema está em discussão.

SISTEMA DE CONTROLE – Afinal, se somos capazes de criar um sistema inédito, seguro e eficiente, não seremos capazes de termos soluções para implantarmos mecanismos de controle confiáveis?

Evidente que há uma enorme má vontade dos agentes envolvidos em dar transparência maior a um processo exitoso –que, até para continuar tendo a sua eficiência exaltada, merecia ter esse controle efetivo.

Como tudo que Bolsonaro defende é questionado pela mídia e seus opositores, parece que vamos viver uma cegueira coletiva. Não discutiremos uma medida correta e necessária, semelhante à de se ter a polícia fazendo a segurança da população.

SEGURA E CONFIÁVEL – A eleição não apenas deve ser segura e confiável, mas também deve parecer segura e confiável ao eleitor, destinatário final do processo eleitoral. Mesmo que seja demanda de uma minoria, não podemos ser seletivos em escolher a minoria que deve ser respeitada.

A democracia tem de ser maior do que isso tudo. As pessoas passam, mas as eleições continuam. Certamente, em algum momento, a tão falada segurança e eficácia será violada –e, aí, passa a valer a máxima de querer colocar a tranca quando a casa já tiver sido arrombada.

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

12 thoughts on “Por que não fazer auditagem de 10% das urnas, para saber se elas são seguras ou não?

  1. O problema não é na urna. O perigo está no centro onde se fará a contagem final. Nos computadores do TSE, na central, é onde se esconde o que se acredita haver: interferência .

    • Exatamente. Tocou no ponto. É na computação central das urnas feitas no main frame do SERPRO que pode ser programado desvio de votos
      É relativamente fácil de programar e difícil de auditar.

      • Vocês (Ronaldo e Nilson) tem certeza ? Aqui mesmo, neste espaço, tenho lido que a urna não se conecta à Internet. Pois eu lhes forneço uma torre (gabinete), ligado apenas aos periféricos para a votação, MAS COM uma interface WIFI em seu interior. Além disso, após a votação, forneço-lhes um pendrive acessível a quem conhece o software. Vocês mantém seu ponto de vista sobre indevassabilidade 😕

    • Por que essa fixação em urnas corretas agora? Eu respondo: o nosso Idiota está compiando a estratégia do Trump que queria dar um golpe caso perdesse a eleição. Perdeu e não levou e está sendo processado e vai ser condenado e preso.
      O país precisa de certeza, de trabalho, de compaixão pelos que morrem sem eira nem beira. Deixem de ser irresponsáveis igual ao Jumento.

  2. Esse cara, boçalnaro, quer dar o golpe. Ele é quem tem a maquina na mão e pode alterar o resultado.Voto impresso é volta a Idade da Pedra. Coisa desse coiso e seus fanáticos. Urna eletrônica não é casa com porta aberta;

  3. Neste momento a urna eletrônica é bom pros milicianos.

    Na base do medo e intimidação podem trocar facilmente as urnas com os votos impressos por outros feito sob encomenda do freguês.

    Estamos sendo governados por milicianos perigosos!

    Todo cuidado é pouco principalmente agora que sabemos que o Genocida é capaz de tudo.

    JL

  4. Se ao rezar obtivesse milagre, rezaria muito e pediria ao Todo Poderoso para transformar o nosso Jumento em cachorro pra lamber as feridas que ele tem causado no povo.

  5. Todo o problema é de origem. Quando essa estrovenga foi aprovada, o único grande partido que se opôs foi o PDT de Leonel Brizola, já escaldado pela fraude do Rio. Naquela época, nossos parlamentares não sabiam a diferença entre um computador e um elevador e, irresponsavelmente, entregaram ao TSE, de mãos beijadas, toda a responsabilidade pela implantação, manutenção e controle do sistema. Este foi o erro fatal, pois o STF (Supremo Tribunal de Facínoras) percebeu que, a partir deste momento, o TSE, e não os eleitores, teria o poder de decidir quem vence ou não uma eleição. Por isso, reiteradamente, o escritório de advocacia do crime organizado (stf) literalmente ‘caga e anda’ para todas as tentativas do Legislativo para tornar o processo transparente. Chegando ao cúmulo de declarar inconstitucional uma lei aprovada pelo Congresso. O motivo estapafúrdio? Registrar o voto num papel violaria o princípio do voto secreto. Mas todos sabemos que um ‘hacker’ conseguiu sincronizar um equipamento com a urna, para capturar a frequência emitida pelas teclas pressionadas pelo eleitor na cabine, descobrindo em quem ele acabara de votar (isso é fato e não boato, ok?).

    Com esse sistema atual, regredimos ao século passado, quando as eleições eram fraudadas pelos coronéis com o famoso “voto de cabresto”. A única diferença é que, em vez do voto de cabresto, temos a ‘apuração de cabresto’ e quem segura o cabresto são os facinorosos urubus do STF.

    Será que não existe um só jornalista nesse país para investigar o que os 3 lobistas do TSE (Barrose, Alê do PCC e Giumá da Guiomá) ofereceram aos caciques das facções criminosas, em troca da sabotagem do PL do voto impresso? A resposta passa pelo fato de que o TSE conta secretamente os votos dos eleitores.

  6. Boa noite , leitores (as):

    Senhores Eduardo Cosentino da Cunha (Poder360) e Mário Assis Causanilhas , mas acontece que foram os ” PRÓPRIOS PARLAMENTARES ” , quem abriram mão da prerrogativa legal e legítima de ” LEGISLAR E FISCALIZAR ” os demais poderes , e a delegaram aos ” MINISTROS/JUÍZES DO STF ” , em troca de favores espúrios , criminosos e nocivos ao país , portanto essa intromissão ilegítima e indevida nas ” ATRIBUIÇÕES ” de um poder em outro , infelizmente é consentida , por uma das partes , ou seja , pelos membros do ” CONGRESSO NACIONAL “.

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