Portugal vira à direita, mas continua à deriva e teme se tornar uma nova Grécia

Carlos Newton

As eleições em Portugal provocaram a alternância no poder, mas a situação não muda nada. O clima é de é apatia e desesperança com relação ao futuro. O governo tem de cumprir o acordo com o Fundo Monetário Internacional, que prevê mais austeridade.

As medidas acertadas com o FMI e a União Européia, em troca de um empréstimos de 78 bilhões de euros, preveem cortes de gastos públicos e privatizações. Devem ser vendidas empresas como TAP (aérea), o Metrô de Lisboa e do Porto, o sistema ferroviário e a administradora dos aeroportos. Haverá congelamento de salários até 2013, cortes no subsídio de desemprego, aumento de impostos, redução drástica de trabalhadores do Estado, além de medidas fiscais de apoio ao setor exportador.

 A economia portuguesa ficou estagnada por muitos anos, depois entrou em recessão, com desemprego de 12,6% e dívida pública equivalente a 93% do PIB, cerca de 160 bilhões de euros (R$ 368 bi).

O Partido Socialista teve o pior resultado eleitoral dos últimos vinte anos. Portugal virou à direita. Mas ninguém sabe se a opção foi certa. O que se sabe é que os próximos tempos serão de austeridade e incerteza. O temor é que aconteça o mesmo que se passa na Grécia, onde as medidas do FMI não melhoraram a situação.

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