Posição do PSB sobre a reforma previdenciária mostra que a base aliada já rachou

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Siqueira diz que Diretório do PSB não quer suprimir direitos

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Ainda integrante da base governista, o PSB divulgou nesta quinta-feira (15/12), uma resolução do diretório nacional com críticas ao ajuste fiscal e à reforma da Previdência. O PSB diz que não vai ajudar a aprovar “medidas que produzam diminuição ou supressão de direitos”. Em um longo documento assinado pelo presidente da sigla, Carlos Siqueira, o PSB afirma que as medidas econômicas adotadas até o momento “não deveriam ser de tal ordem ortodoxas” e que em breve fará um debate interno “mais aprofundado” sobre seu posicionamento em relação ao governo Michel Temer.

“O PSB reafirma seus compromissos com os segmentos populares e defende a garantia dos direitos conquistados. E, por consequência, sua recusa em apoiar ou aceitar medidas que venham a onerá-los com o constrangimento de direitos e a perda de conquistas sociais, cabendo ao partido fazer, o mais breve possível, discussões mais aprofundadas acerca do seu posicionamento em relação ao governo federal”.

CRISE NÃO DEBELADA – No início da mensagem, o partido lembra que a crise herdada do governo anterior ainda “não foi debelada” e que ameaça se tornar uma crise institucional. Embora seja titular do Ministério de Minas e Energia, a legenda ressalta que, em resolução anterior, o PSB decidiu que não faria indicações para compor o governo que sucedeu a ex-presidente Dilma Rousseff.

A nova resolução não faz menção ao movimento que começa a surgir internamente para desembarcar do governo, mas diz que as bancadas na Câmara e no Senado “têm mantido majoritariamente” posição de apoio ao governo.

“No contexto geral dessa contribuição às iniciativas governamentais impõe-se observar, no entanto, que o PSB deve preservar os limites que são dados por seus compromissos programáticos com os segmentos populares, na qualidade de força política socialista”, emenda o partido.

CRISE ECONÔMICA – Na área econômica, a sigla faz duras críticas. “Quanto às medidas econômicas adotadas até aqui, cabe observar que elas não deveriam ser de tal ordem ortodoxas, a ponto de não reconhecerem dois aspectos cruciais na superação da estagnação que vivemos há pelo menos três anos”, diz a mensagem. “Em primeiro lugar, apresenta-se a importância do investimento público e sua associação aos capitais privados, para que se produza uma injeção de ânimo no cenário econômico e, particularmente, no setor produtivo. A definição dos patamares do investimento público requer uma calibragem fina da condução do ajuste fiscal, que será pouco efetivo se sua implementação vier a deprimir ainda mais nossa combalida economia”, completa.

Ainda em tom crítico, o partido diz que é preciso preservar as conquistas sociais promovidas pela Constituição de 1988, ainda que reconheça a necessidade de reforma previdenciária. “O modo, contudo, como se processará tal adequação (Reforma da Previdência) não pode se basear na supressão ou redução de direitos daqueles que menos podem e que, nessa condição, merecem receber um tratamento que afirme o princípio da equidade, na execução das políticas públicas”, enfatiza.

DIREITOS SOCIAIS – A legenda manifesta preocupação com a desvinculação das pensões ao aumento do salário mínimo, dizendo que há risco material para o futuro de segmentos populares, como a aposentadoria rural. “Nesse tocante, portanto, em conformidade com suas definições programáticas, o PSB não aprovará ou apoiará medidas que produzam diminuição ou supressão de direitos, salvo se estes representarem privilégios”, avisa o partido.

A resolução política diz que a postura de oposição será mantida em relação ao conjunto de propostas do ajuste econômico “visto que seria injusto onerar as classes populares com a maior parte de seu peso de consumo e arrecadação, retroalimentação do desequilíbrio fiscal”. O PSB sugere que o governo Temer deveria empreender maiores esforços para superar a crise federativa, provocada pelo desequilíbrio financeiro de Estados e municípios.

“A consolidação de uma crise federativa de grandes proporções levará de roldão, portanto, não apenas os governos locais e estaduais. Isso ocorre porque o sentimento de País, o modo como a população avalia as políticas governamentais, perpassa toda a cadeia de produção de serviços públicos e, dessa maneira, as três esferas da federação têm responsabilidades materiais pelo que se entrega à população”, pondera o PSB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Vai ser difícil, mas muito difícil mesmo, aprovar esse pacote de maldades que o governo chama de reforma previdenciária e divide o país entre civis e militares, com os policiais no meio, porque agora também a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária exigem os mesmos privilégios já oferecidos às Forças Armadas, à PM e ao Corpo de Bombeiros. A reforma previdenciária mais parece um pesadelo, e os brasileiros esperam que os políticos acordem antes que seja tarde demais. (C.N.)

4 thoughts on “Posição do PSB sobre a reforma previdenciária mostra que a base aliada já rachou

  1. VERDADE SEJA DITA, JUSTIÇA SEJA FEITA. Sem projeto novo e alternativo de política e de nação, na verdade, o Brasil não tem solução, não resolve a sua crise aparentemente terminal, imposta pela república 171, com 127 anos de ciclo de poder, agora decadente e terminal, como constatado pela Revolução Pacífica do Leão. E o que o Leão pode dizer neste momento histórico aos ladrões, mentirosos, embusteiros, sofistas, bravateiros, vampiros, aproveitadores, dissimulados, fdp e afins, do velho continuísmo da mesmice bandido é o seguinte: Deus está no comando, e Ele aperta mas não enforca, como já dizia o meu velho e saudoso pai, mas se vocês continuarem escamoteando e não mudarem de verdade, para melhor, a bagaça bandida que aí está, há 127 anos, que já vem bandida desde o seu nascimento, e que agora atingiu o seu exaurimento, vocês, desta feita, irão todos arder no fogo do inferno social que vocês me$mo$ criaram, com a vossa guerra tribal primitiva, permanente e insana por dinheiro, poder, vantagens e privilégios, sem limite$, na qual o povo entra apenas de gaiato no navio tipo bucha de canhão, e até aqui nela só você$ se deleitaram em detrimento do sucesso pleno do bem comum do povo brasileiro e da Humanidade. E neste contexto de exaurimento de ciclo de poder, sob a égide do modelo político podre e exaurido, mais eleições diretas ou indiretas, não passarão de apenas mais do mesmo veneno, enganoso, sendo pois inevitável e inadiável a rendição já do sistema político podre, 171, que levou quase todos à ruína total, exceto rentistas, banqueiros, bandidos de alto coturno e afins que perfazem e pugnam pelo velho continuísmo da mesmice face ao qual continuam mamando à beça enquanto representantes do velho que já morreu mas que não deixa o novo de verdade nascer, não obstante a situação agonizante da população. Todavia, doravante, para vocês tb, nada será como dante$ nestes quadrantes, o sistema político que sempre os alimentou apodreceu e está ruindo face à sua podridão impossível de ser escorada por esteios podres. Portanto, democracia direta, com meritocracia eleitoral, já, é a única saída por cima, na moral, à nossa disposição, porque evoluir é preciso, e, sobretudo, porque o resto é só mais blá-blá-blá dos me$m0$ que nos conduziram à PEC do fim do mundo que ai está tipo beco sem saída. Rendição já, na boa, pacificamente, antes que seja tarde demais, é o que lhes propõe a RPL-PNBC-DD-ME. Vale dizer, Democracia Direta já. http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/270988/%e2%80%9co-brasil-n%c3%a3o-resolve-sua-crise-sem-elei%c3%a7%c3%a3o-direta-e-governo-leg%c3%adtimo%e2%80%9d.htm

  2. Esta nação é pilhada pelos seus nacionais e estrangeiros, desde o descobrimento.
    Então, como é que desvios em uma única empresa (Petrobrás) quebrou esta nação (segundo a mídia e midiotas), ao ponto próximo ao de ebulição, no qual nos encontramos?
    Pagamos dívida externa e interna ( extorsão) e nunca quebrou o país?
    Que papinho é este de que, se não sair esta reforma da previdência, o país não sai do lugar?
    Conversinha para iludir criançinhas! O país está montado no dinheiro, é só fazer a auditoria das dívidas, e vamos ver que, na realidade, temos é que receber o que nos foi roubado por estes bancos e agiotas nacionais e internacionais!
    Expliquem aí!

  3. Isto que o governo esta chamando de reforma da previdência, não passa de um “projeto caracu”. O governo entra com a cara, e o povo entra com o……..resto. Pois tudo o que pinta de novo, pinta é no rabo do povo.

  4. Até agora não ouvir falar em limitar as aposentadorias ao teto. Falam de militares mas um General tem um salário de 15 mil reais, já desembargadores, juízes e políticos a média deve ser 50 mil. Como já disse, não é militares de um lado e civis do outro, é civis de um lado e judiciário, legislativo e militar de outro. Tem motorista no Congresso que ganha mais que um General.

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