Postura indigna do general Mourão mostra que ele não merece ser eleito senador

Mourão riu sobre a possível investigação - Foto: AP Photo/Leo Correa

Mourão debochou de uma situação absolutamente trágica

Vicente Limongi Netto

Lamentável, indigna, sórdida, deplorável, odiosa e inacreditável a declaração debochada e grosseira do vice-presidente, general Hamilton Mourão, sobre os mortos torturados no regime militar. É o fim da picada.

Mesmo sabendo-se que Mourão já demonstrou admiração pelo coronel Brilhante Ustra, que comandou a tortura e assassinato de presos políticos, não se esperava que o general recorresse ao deboche.

As palavras amargas e insultuosas do general, candidato ao Senado no Rio Grande do Sul, deslustram o cargo que ocupa, ofendem as memórias das vítimas e desrespeitam a dor dos familiares. Realmente, não merece os votos dos gaúchos.

VIOLÊNCIA EM BRASÍLIA – Meu amor e gratidão por Brasília são antigos. Nessa linha, perto do Distrito Federal completar 62 anos, recordo trechos do meu depoimento sobre Brasília, há 42 anos, publicado no Correio Braziliense, edição de 21 de abril de 1980,:

O que tenho, o que ganhei, o que formei, o que guardei, o que construir, para mim e minha família foi Brasília que me possibilitou ganhá-lo e conquistá-lo. Palmo a palmo, sem tréguas. Mas com esperanças, lutas, esforço pessoal, obstinação. Não sou leviano nem hipócrita em nada que faço ou digo. Não uso eufemismo.

Que impere o sentimento de ordem. Não só no lar, mas na escola, no convívio com a sociedade. Dentro do respeito à lei, dos direitos humanos, no amor ao futuro e no acatamento aos conselhos do passado. Segurança para adultos e crianças. Não existe segurança nacional sem segurança individual. Pátria que não assegura direitos não pode impor deveres. Vem, então, a galope, o que Oliveira Bastos antevê, com a sabedoria habitual: a violência avassaladora.

A justiça de Brasília tem que ser rápida. Justiça que se arrasta, mesmo quando é reta, avilta o direito. Entre o governo de Brasília e a comunidade, a afinidade deve ser, sempre, mais ampla e aberta. Os interesses se conciliam. Da mesma forma as contrariedades e prejuízos. Entremos nessa. Dando o que o povo quer, Brasília ficará melhor. A recompensa maior, no caso, será para nossos filhos. Este é o legado, a palavra de ordem que deve orientar os governantes. Isto feito, o resto obteremos por acréscimo.

BBB DECEPCIONA – A turba de machistas e preconceituosos ligados no BBB-22, estimulados pelo apoio descarado da direção do programa, ostenta outro ultrajante e melancólico troféu. Finalmente botaram as meninas para fora do jogo.

O BBB tornou-se um enfadonho e revoltante clube do Bolinha. Os dissimulados e galhofeiros Scooby, Pedro André, Gustavo, Arthur e Douglas, jamais engoliram as consagradoras vitórias das mulheres nas edições anteriores.

Linna e Jessi são mulheres simples. Não dispõem de recursos financeiros nem de azeitadas assessorias para defendê-las aqui fora.  A goiabada com queijo será servida em breve.

6 thoughts on “Postura indigna do general Mourão mostra que ele não merece ser eleito senador

  1. O golpe de 64 foi para atender os interesses dos EUA. Quem leu os artigos do excelente jornalista Carlos Chagas vai entender.
    Todos que defendiam o governo de João Goulart e, era contra a ditadura, era pichado de comunista.
    Bolsonaro quer editar o mesmo conceito da ditadura, quem é contra ele, é comunista.
    A ditadura aterrorizava o povo nas ruas, através da polícia. Na época vinha eu num ônibus da praça Saens Pena para Praça Seca. No meio do caminho a polícia parou o ônibus e disse, quem não tiver carteira de trabalho assinada pode soltar. Soltaram várias pessoas. depois os policiais entraram no ônibus e começaram a pedir carteira de trabalho. Minha sorte é que eu estava com minha carteira do CRC.
    De outra feita, eu estava com meu cunhado na Rua Uruguaiana e dois policiais detiveram um rapaz, vestido modestamente bem próximo a nós, o rapaz disse que estava desempregado, os policiais disse que ia leva-lo para a delegacia. Meu cunhado imediatamente se apresentou e disse, sou advogado se levar ele preso, eu vou junto. Os policias desistiram de levar o rapaz preso. Era a politica do terror contra a população.
    A ditadura nunca se importou com a corrupção, à ponto de nomear Paulo Maluf prefeito de São Paulo.
    Logo após o golpe, Lacerda mandou soltar os atacadistas desonestos da Rua do Acre. presos da Ilha da Flores, por ordem de João Goulart.

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