“Pouco a pouco se desmonta o modelo de combate à corrupção”, afirma Deltan Dallagnol em rede social

MP enfrenta crise protagonizada pela força-tarefa e Augusto Aras

Renato Souza
Correio Braziliense

O coordenador da Lava-Jato no Ministério Público Federal no Paraná, Deltan Dallagnol, afirmou, nesta sexta-feira, dia 31, que está havendo “desmonte do modelo de combate à corrupção que se formou nos últimos anos”. Essa é mais uma, dentre uma série de críticas trocadas entre a equipe do Paraná com autoridades de Brasília.

O Ministério Público enfrenta uma crise protagonizada pela força-tarefa da operação no Paraná e pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. As novas declarações ocorreram em razão da informação, dada pelo jornal O Globo, de que o governo federal e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, preparam um projeto para retirar do Ministério Público Federal (MPF) o poder para firmar acordos de leniência.

MINUTA – A medida já estaria prevista em uma minuta, que deve ser formalizada, e tem a intenção de transferir essa atribuição para a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU). Ambos os órgãos estão subordinados à Presidência da República.

“Pouco a pouco se desmonta o modelo de combate à corrupção que fez história nos últimos anos. Um dos pilares da Lava Jato foram os acordos de colaboração feitos pelo Ministério Público com pessoas e empresas”, escreveu Dallagnol no Twitter.

10 thoughts on ““Pouco a pouco se desmonta o modelo de combate à corrupção”, afirma Deltan Dallagnol em rede social

  1. Sim, caro CN … a comprovação foi o que foi mostrado ontem no JN kkk KKK kkk

    Achei muitíssimo interessante o PGR nos informar que está investigando Procuradores kkk KKK kkk

    A reunião do CSMP não foi do modo das reuniões de Estado Maior Paraquedista que presenciei … em que todos falavam até chegar na Unidade … mesmo o General não impondo obediência!

  2. Moro e Cia fizeram tudo errado, deveriam ser presos. Aonde já se viu prender presidentes ladroes, empreiteiros ladroes , senadores e deputados ladroes. Só no Brasil.
    Soltem Barrabás

  3. Se o trabalho não fosse seletivo teria dado sucesso porem a posse de Moro na justiça carimbou sua falta de ética e princípios.Acorrupção diminuiu não pois não se criou mecanismos para tal.

  4. Lá vamos nos de novo, será que há um novo vírus entre nos? que inverte o Tico e o Teco e faz cidadãos aparentemente inteligentes e honestos apoiar uma das mais descaradas manobras da corruptocracia em pró da impunidade total,vilipendiando e desmontando a mais séria e eficaz ação moralizadora dos últimos 500 anos?
    Vou acabar caindo no lugar comum e achar que este país merece toda a podridão que a corrupção traz consigo.
    Seria mais patriótico e produtivo se os senhores comentaristas, especialmente os da área de Economia Direito e Administração Pública direcionassem sua atenção e energia para a pesquisa dos custos da corrupção para os contribuintes e os potenciais beneficiários dos programas de saúde e educação, por exemplo, a estimativa vidas perdidas por falta de medicamentos ou equipamentos derivada
    da propina para a secretaria municipal, estadual ou federal. Feito isso, empreendam os senhores inquisidores uma campanha de divulgação e coleta de assinaturas para projeto legislativo de punição dos responsáveis e depois disso os senhores poderiam submeter-se a uma inquisitorial para ver se em algum momento da ação tiveram algum deslize aético.

  5. Como é possível passar a competência dos acordos de leniência, um instrumento exclusivo da promotoria com a intervenção do judiciário, para o Executivo? É o fim do mundo racional. Autoridades provenientes desse Poder, são majoritariamente os réus nas ações origens desses procedimentos.
    Mas vale tudo para desmoralizar e acabar com a Lavajato que teve o atrevimento de querer mudar o Brasil e o Moro, cidadão finlandês transvestido de nacional que desfilou o mundo inteiro como o Brasileiro do Ano. Crime! Cadeia Nele! Onde já se viu!

  6. Esses medíocres não têm iniciativas para melhorar o país, mas para causar confusão não lhes falta inspiração.
    O que mais me chocou naquela reunião dos procuradores foi o tratamento vossa excelência!
    Não entendo como nos dias de hoje ainda se aceita esse tipo de tratamento seboso.
    Nos USA nem o presidente é tratado como tal, nem senadores, nem juizes – ninguém! Ao presidente tratam de Mr Presidente, ao juiz “your honor”, a um qualquer na rua Mister ou Madam.
    Mas no atrasado Brasil qualquer um é excelência ou doutor!

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