Preconceito racial e social, falência da educação e política de cotas

Roberto Nascimento

O preconceito racial no Brasil é histórico. Poucos governantes enfrentaram a questão posta em comento de forma lógica e racional. Preferem o paliativo, o puxadinho, o jeitinho das cotas.

A raiz do preconceito contra os negros e contra os pobres de todas as etnias está na oportunidade de estudarem em escolas de qualidade. A disparidade educacional entre as famílias pobres e as famílias ricas é abissal, então na hora dos concursos públicos e na seleção para trabalhar nas empresas privadas, quem foi melhor preparado será o escolhido.

A partir de 1964, a Educação Pública foi destruída e vilipendiada por todos os governos que sucederam esta data até hoje. Aviltaram os salários dos professores e abandonaram as escolas. Salvo o projeto dos CIEPS criado por Darcy Ribeiro e tocado por Leonel Brizola, nada mais foi feito de revolucionário na área educacional. O resultado está aí nos índices do ENEM.

O corte dos recursos do Orçamento Anual da União sempre atinge a Educação em primeiro lugar. Prefeitos e Governadores resistem a qualquer proposta de aumento real dos salários dos professores, entretanto são pródigos em reajustar os contratos de obras fazendo a festa das empreiteiras. Essa é a realidade fática e portanto inquestionável. Suas excelências jamais admitirão o fato, mas as reportagens dos jornais diários atestam, que eles se recusam a aumentar os recursos para a Educação.

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