Preços dos alimentos disparam nas feiras e supermercados, forçando nova alta da inflação

TRIBUNA DA INTERNET | Pressão internacional pode causar estragos na luta contra a inflação em 2018

Charge do Alves (Arquivo Google)

Pedro do Coutto   

O preço dos alimentos disparou nos últimos dias. É claro, isso causou reflexos na taxa de inflação e principalmente no custo de vida, pois o item alimentação é o que mais pesa nas classes de menor renda. E as classes de menor renda são maioria absoluta da população, atingindo fortemente os trabalhadores e trabalhadoras. O processo do custo de vida, é lógico, envolve também os funcionários públicos, inclusive os militares.

Reportagem de Cassia Almeida, Ana Clara Veloso, Nice de Paula, Gabriel Shinohara, Vitor Farias e Gustavo Maia, em O Globo de hoje, focaliza amplamente o assunto.

SEM INTERVENÇÃO – A matéria acentua declaração da Ministra Tereza Cristina, da Agricultura, assegurando que o presidente Bolsonaro não vai intervir no mercado para tabelar preços, mas dirige um apelo aos supermercados para que não só deixem de aumentar, como também diminuam os preços fixados.

Bolsonaro afirmou que “não vou tabelar nada, mas peço para que os lucros desses produtos essenciais sejam próximos de zero”.

A OAB e a Associação Brasileira de Procons já se dirigiram ao ministro Paulo Guedes no sentido de que estabeleça limites para conter a forte alta dos preços.

IMPOSTO DAS IGREJAS – A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, subordinada ao Ministro Guedes manifestou-se contra a transformação em lei do projeto aprovado pela Câmara e Senado que isenta os templos de impostos, entre eles a contribuição social sobre o lucro líquido.

O projeto é do deputado David Soares, filho de R.R.Soares, líder da igreja Internacional da Graça de Deus. Além da isenção, a iniciativa inclui o perdão de dívidas que se elevam em torno de 889 milhões de reais, já inscritos na dívida ativa da União.

Acentuo que o presidente terá de decidir se atende ao Ministério da Economia ou principalmente aos templos religiosos.

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AÇÃO MILITAR NA AMAZÔNIA SERÁ PRORROGADA

Reportagem de Mateus Vargas, O Estado de São Paulo de terça-feira, revela que militares convenceram o presidente da República ser imperiosa a presença do Exército na preservação das matas da Amazônia até o final de 2022. Trata-se da operação Verde-Brasil comandada pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

Os militares estão ocupando a administração da área que deveria estar sendo realizada pelo ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente. O general Augusto Heleno, de acordo com a matéria, afirmou-se favorável à presença das Forças Armadas.

Penso que só falta agora o presidente Bolsonaro assinar a demissão do ministro Ricardo Salles.

6 thoughts on “Preços dos alimentos disparam nas feiras e supermercados, forçando nova alta da inflação

  1. E alguém pensava que isto não ocorreria? A matéria tem um título e análise que não informa muita coisa. Exemplo – “Preço dos alimentos disparam….”. Isto quer dizer que TODOS aumentaram? Não, nem todos aumentaram. Tens alguns que diminuíram! Quais e por que aumentaram? Ah, os mais utilizados. Então, a forma de cálculo deve rever a lista de produtos!
    Em tempo de pandemia, é um pandemónio nas cabeças, principalmente dois que não pensam e dos que desejam que tudo dê errado!

  2. O Império das Igrejas deve ser domado! É claro que precisam ser reenquadradas económica e financeiramente. Muitas são empresas!
    As ongs que não fizeram declarações de IR são multadas pela receita federal. Não pagam dirigentes e só tem despesas para sua manutenção. Muitas fazem trabalhos sociais! Vou encaminhar pedido de anulação das multas. Estas são justas.
    Certamente, se tem lugares onde Deus não está são igrejas utilizadas para enriquecimentos pessoais e a exploração de fieis infelizes!

    • “Não fique em casa, saia para trabalhar. Você morrerá e os preços vão cair”!

      Assim dizem os golpistas que mais dão importância ao dinheiro que à vida alheia!
      Aliás, de dentro de suas mansões, evidentemente.

  3. Carlos Marchi (via Facebook)

    A saca de arroz subiu para R$ 94,00 no final de agosto. Por que será?
    Porque essa figura deletéria e irresponsável de Paulo Guedes não tem uma política econômica eficaz e lógica.
    Fica brincando com o preço do dólar, como se o efeito não viesse desferir-lhe uma martelada na cabeça.
    Resultado 1: as exportações de arroz em agosto foram 98% maiores (ou seja, o dobro) que as exportações de agosto de 2019.
    A maior parte para a China. Claro, se o dólar está lá em cima graças à irresponsabilidade e à incompetência de Guedes, vamos exportar.
    Resultado 2: a média real de preços do arroz superou em 63% a média de preços de agosto de 2019.
    O preço do varejo dispara e o “governo” não sabe o que fazer. Talvez imponha controle de preços.
    E esse idiota, imerso no óleo de soja em que está sendo frito, continua alheio e desligado.

    https://www.facebook.com/carlos.marchi.3/posts/5155844444433002

    • Não teria sido mais racional, ético e republicano, controlar o fluxo de exportações através uma política de incentivo e taxação, para manter estoques suficientes para minorar as oscilações de preço. A verdade é que houve um verdadeiro fracasso na previsibilidade do evento.

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