Presidente Bolsonaro seria um poeta se falasse menos sobre política externa

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Embaixador da China se apressou em acalmar Bolsonaro

José Casado
O Globo

Aconteceu numa segunda-feira de 55 anos atrás, na Manhattan de um mundo em Guerra Fria, quando Jair Bolsonaro era apenas um garoto nas ruas descalças de Ribeira (SP), a oito mil quilômetros de distância. Cinco homens e uma mulher entraram no 112-Oeste da Rua 48, Nova York. Há meses Astrud Gilberto (voz), Antonio Carlos Jobim (piano), Tião Neto (baixo), Milton Banana (bateria), João Gilberto (violão) e Stan Getz (sax) lutavam para apresentar a bossa nova ao público.

Nos ensaios faltou sintonia entre Getz e João, relata Ruy Castro em “Chega de Saudade”. O baiano explodiu: “Tom, diga a esse gringo que ele é burro.” O carioca Jobim virou-se para o americano e traduziu: “Stan, o João está dizendo que o sonho dele sempre foi gravar com você.”

DIPLOMACIA – Foi um dos grandes momentos da diplomacia brasileira: o disco “Getz/Gilberto” abriu o mercado dos EUA e da Europa para a bossa nova.

Bolsonaro não possui átomo da genialidade diplomática de Jobim, mas seria um poeta se falasse menos sobre política externa no seu mandato.

Em uma semana (lapso de tempo em que os seis de Nova York lapidaram um revolucionário Made in Brazil), Bolsonaro e equipe conseguiram semear tensões e incertezas sobre o futuro do Brasil com Argentina, Paraguai e Uruguai (sócios no Mercosul), China, Cuba, União Europeia, países árabes e muçulmanos.

25% DO MERCADO – Presidente eleito de um país desesperado para ampliar exportações e receber investimentos estrangeiros, Bolsonaro resolveu desprezar um quarto do mercado global, com três bilhões de consumidores. Semana passada a China advertiu, publicamente, que uma ruptura vai “custar caro” ao Brasil. Ontem, o Egito recusou-se a receber o chanceler brasileiro, em reação ao alinhamento do Brasil ao governo Trump na mudança da embaixada para Jerusalém.

Bolsonaro pode não gostar da melodia de Tom e preferir o punk-brega de Trump, mas deveria ouvir o conselho grátis do bilionário Warren Buffet, um conservador: “Se você está num buraco, a coisa mais importante a fazer é parar de cavar.”

11 thoughts on “Presidente Bolsonaro seria um poeta se falasse menos sobre política externa

  1. A nosso ver, o Presidente BOLSONARO (63) PSL, foi eleito porque se fixou em resolver 3 problemas: A Corrupção Política, a Insegurança Física, e a Desigualdade ( Privilégios da Nomenclatura ).

    Desta vez, claramente não foi o clássico ” It’s the Economy, Stupid”.

    Por isso, Candidatos muito mais experientes na Administração Pública como o Sr. HENRIQUE MEIRELLES (73) MDB, Sr. GERALDO ALCKMIN (64) PSDB, Sr. CIRO GOMES ( 63 ), PDT, e mesmo Sr. FERNANDO HADDAD ( 54) PT, Ex Prefeito de São Paulo – SP , etc, foram deixados muito para trás.

    Mas o Presidente BOLSONARO é bom Aluno, inteligente, e ė muito mais fácil aprender Diplomacia, Economia Política, etc, do que resolver os Problemas de: Corrupção Política, Segurança Individual combatendo o Crime Organizado e a Desigualdade entre a maioria dos Membros da Nomenclatura e a média do Povo, que ele se propôs.

  2. Ouvi dizer que o Bolsonaro não sabe o ordinal de 380 e não sabe a capital da Tailândia. Ele tem tanto defeito… Talvez deveríamos trazer de volta o Lula Bastardo para acabar de vez com o país – o sofrimento seria grande mas breve.
    É o que parece desejar o Grobo. Esses caras, na falta do que falar, falam qualquer besteira para empanar o brilho do Bolsonaro. Go to hell, dude!

  3. Outro exagerado, nem o Brasil nem a China querem se afastar, Os chineses são pragmáticos, fazem negócio com quem compra e paga, ou eles tomam. Nós precisamos de investimentos e os chineses querem fazer estes investimentos. O resto é ilação de gente que quer que tudo fique como está, para a Poderosa como está está ótimo.

  4. É. Bolsonaro, deve aprender a ficar calado em matéria de política externa.
    Acredito que ele váaprender, pois já mostrou que tem humildade para isso.

    Esse negócio de peitar países é coisa só para os EUA, que tem cacife para isso.

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