Presidente do INSS é demitido por contratar empresa cuja sede vendia bebidas

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Francisco Lopes foi imediatamente demitido 

Robson Bonin e Patrik Camporez
O Globo

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, decidiu demitir o presidente do INSS Francisco Lopes após O Globo revelar que ele contratou a empresa RSX Informática Ltda, cuja sede funcionava numa loja destinada a venda de bebidas, para fornecer programas de computador para o órgão federal. O contrato no valor de R$ 8,8 milhões foi assinado em abril mesmo após parecer de técnicos do INSS indicar que os programas de computador oferecidos pela RSX não terem utilidade para o órgão. A exoneração já foi enviada à Casa Civil, a quem compete formalizar o ato e publicá-lo no Diário Oficial.

DEPÓSITO DE BEBIDAS – Nesta terça-feira, Beltrame conversou sobre o caso com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O deputado André Moura (PSC-SE), líder do governo, também foi consultado, teria resistido para mantê-lo no cargo, mas foi covencido por Padilha.

Depois que O Globo procurou os donos da RSX para pedir explicações sobre como a empresa com sede em loja de vinhos e outras bebidas poderia fornecer softwares e ainda prometer fazer treinamento de servidores públicos, a empresa passou uma reforma. Nesta terça-feira, as garrafas de vinho foram substituídas por mesas e cadeiras, dando uma nova aparência ao antigo depósito de bebidas.

A direção do PSC apadrinha a indicação de dirigentes do INSS. Ficou acertado que o partido vai apresentar uma nova indicação para o posto. O ministro promete investigar os atos da gestão de Lopes.

 

5 thoughts on “Presidente do INSS é demitido por contratar empresa cuja sede vendia bebidas

  1. O INSS, considerando-se o número total de pessoas a ele associadas, entre ativos, aposentados, pensionistas etc. e as empresas a eles relacionadas, deve ser muito provavelmente uma das maiores organizações do mundo em termo da utilização de recursos informáticos. Em primeiro lugar, é inconcebível que uma entidade destas não tenha uma estrutura de TI capaz de desenvolver qualquer nova aplicação operacional de que necessite. Em segundo lugar, uma aplicação que ela não seja capaz de desenvolver tem que ter ou uma complexidade inédita, que exigiria um fornecedor externo da mais alta capacitação possível, além de ser capaz de manter um nível de sigilo muito alto, ou tem que ser algo muito simples de uso como apoio, como aplicativos normais de escritório (planilhas, editores de texto etc.) que normalmente seriam comprados de grandes fornecedores ou usados de software livre.
    Qualquer contratação de serviços de informática pelo INSS, então, deveria ser objeto do mais cuidadoso escrutínio antes de ser realizada.
    Infelizmente, estamos há muitos anos no Brasil do governo por coligações partidárias do nível que já conhecemos…

    • Wilson, aplicativos de gestão, praticamente, só existem dois no mundo: Oracle ou SAP. Agora, concordo contigo, onde está o IT do INSS nesta história toda?

  2. Exceptuando a corrupção oficial desse Instituto, visto se tratar de senso comum, em toda administração pública. A previdência social represente, de certo modo, um teatro onde uma parcela da população entra em cena, visando a auferir vantagens:
    -Pessoas que “fazem cursos”, para desmaiar diante do medico-perito, no ato do exame para pleitearem um auxilo-doença.
    – Benefícios dublês, tendo como ponto divergente apenas a data de nascimento, ou pseudo-homônimos.
    -Pega-se um velhinho e leva-se para uma cidade distante. Lá registra o figurante 4 vezes; são quatro benefícios de Amparo Social ou Loas. Uma vez concedido os benefícios, o primeiro passo do atravessador é tacar 4 empréstimos CDC, no limite, pois, se algum dia a fraude for descoberta; a grana já está no bolso.
    -Uma modalidade de empréstimo inteligente: um funcionário de um banco emprestador qualquer, antes da data que fecha a folha do mês corrente. O esperto forja 10 empréstimo de R$ 1.500,00 em 20 minutos, e faz o seguinte comando: Extinto pelo Banco. Como não será deduzida nenhuma parcela no salário do segurado, é claro que ele não vai reagir: apenas seus dados previdenciários foram usados para legitimar o escroque.
    -Advogados: recursos de benefícios rurais, há tempo tramitando na justiça. Dependendo dos anos decorridos, rende ao requerente uma bela monta, autorizada por RPV, depositada na conta do causídico ou do favorecido. Qualquer que seja, tendo valores elevados, há uma tendência do dinheiro evaporar-se da conta. Só quem não reclama do sumiço é o advogado. Como foi pro Dr. ter acesso ao depósito, se foi feito em nome do seu cliente? Geralmente são coitados que nem sabem que diabo é 20% ou honorário! Quem mandou não estudar pra ser doutor?

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