Presidente do TSE, Barroso diz que Bolsonaro está cometendo crime de responsabilidade

Ministro Luis Roberto Barroso disse que cumpre a Constituição e desempenha o seu papel com seriedade, educação e serenidade.

Bolsonaro não pode impedir as eleições, assegura Barroso

Marcelo de Moraes
Estadão

Foi preciso que Jair Bolsonaro repetisse e aumentasse o tom de suas ameaças ao processo democrático para que as instituições reagissem de forma dura para tentar pôr um fim a esses ataques. Ao contrário das antigas protocolares notas de repúdio que eram divulgadas pelos Poderes Legislativo e Judiciário sempre que o presidente avançava algum sinal democrático, dessa vez o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso deu um passo além.

Em nota oficial, deixou claro que a situação será diferente se o presidente insistir em dizer que não haverá eleições se o sistema de voto impresso não for adotado.

CRIME DE RESPONSABILIDADE – No comunicado, Barroso diz, com todas as letras, que qualquer tentativa de impedir que as próximas eleições ocorram “viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade”. E crime de responsabilidade é motivo para abertura de processo de impeachment do presidente.

Xingado dois dias seguidos pelo presidente, Barroso soltou sua forte nota oficial respaldado pelos outros integrantes da Corte Eleitoral e pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mas só divulgou o comunicado depois de o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), dar uma entrevista coletiva condenando os ataques feitos pelo presidente e defendendo os princípios democráticos. Assim, o sistema de freios e contrapesos entrou em ação para conter o presidente da República em mais um flerte com uma virada de mesa política, colocando em risco o processo democrático do País.

BOLSONARO REAGE – O comportamento de Bolsonaro não é fortuito. Representa uma tentativa de sair das cordas, depois de acumular enorme desgaste político pela desastrosa condução do combate à pandemia do coronavírus. Com a CPI da Covid avançando nas investigações que apuram suspeitas de corrupção nas negociações para compra de vacinas, o presidente ficou ainda mais acuado.

E uma rodada de pesquisas recentes mostra que seu prestígio político tem derretido em altíssima velocidade. Além de ver o ex-presidente Lula cada vez mais distante na primeira colocação, Bolsonaro acumula índices de rejeição extremamente altos, próximos de 60%. Sem reverter esse indicador, a possibilidade de reeleição se torna uma tarefa quase impossível.

ACIMA DO TOM – A reação contra Bolsonaro foi decidida depois da nota das Forças Armadas criticando a fala do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), que citou a existência de uma banda podre entre os militares.

O comunicado das Forças foi considerado acima do tom por lideranças do Congresso. E foi interpretado como uma tentativa de intimidação às investigações da CPI.

Mas o senador Rodrigo Pacheco tentou baixar essa temperatura se reunindo com o ministro da Defesa, general Braga Netto, e qualificando o episódio como um mal-entendido.

 

Indiferente a essa ação conciliatória, Bolsonaro usou sua live semanal para ofender os integrantes da CPI, usando termos chulos para dizer que não dava a mínima para a comissão. No dia seguinte, voltou a atacar Barroso e falar de fraudes nas eleições, sem nunca provar nada a respeito disso. Antes que esse movimento piorasse, a carta do impeachment foi colocada na mesa de jogo. Num momento em que acabou de ser apresentado um “superpedido de impeachment” na Câmara, reunindo mais de 100 acusações de crimes de responsabilidade, e enfraquecido politicamente como nunca, Bolsonaro sabe que o risco de perder o mandato pode se tornar realidade se fizer o movimento errado.

13 thoughts on “Presidente do TSE, Barroso diz que Bolsonaro está cometendo crime de responsabilidade

  1. -Só comete crime.de responsabilidade, quem tem responsabilidade!
    Em vez de ficar ameaçando Bolsonaro de punição, vamos, em coro ou no couro, cantar o hino da seleção 70, e induzirmos o Bozo ao suicídio!

    • Bolsonaro é como Luiz Inácio, os dois não têm nível nem para ser porteiro de cabaré.

      Ambos se derrotarão como maribondos que um come o outro, e não sobra nada.

      Os que o acompanham são como mariposas que rodeiam o lampião, depois caem agonizantes.

      Não têm compromisso com a pátria, com os seus concidadãos e nem com os mais desvalidos pois vivem no mundo da fantasia cercados de vassalos espertos que lhes dão apoio para subtrair a da pátria tudo que podem e lhes pagar a propina barata mas cara parabo povo brasileiro.

      Não sabem o que é trabalhar duro, ainda mais o cachaceiro que diz que passou fome, só se gastou seu dinheiro em cachaça, e pesa que o povo esqueceu do caminhão refrigerado, cheio de bebidas, acompanhado de outros dez recheados de coisas que não lhe pertence para fazer festas com seus comparsas em sítio que diz que não é seu.

      Qual o tolo que com pureza de alma pode acreditar nos dois bandidos covardes que buscam somente vida boa e nada mais.

      O atual de plantão não se dignou ir nem uma vez a um hospital para levar a solidariedade necessária, em nome do povo brasileiro, aqueles que sofrem.

      São salafrarios na essência e vão arder juntos no fogo do inferno.

  2. Deveria constar na Constituição que muares e outras espécies de quadrúpedes fossem impedidas de ocupar tais cargos. Desse modo evitaríamos presidentes como o atual e o Kachaceiro.

  3. Provocação. Pura provocação. Ele se faz de louco para desviar o foco de sua colocação nas pesquisas recentes do Datafolha, onde seu governo aparece no rodapé de aprovação do povo.

  4. Felipe Quintas (via Facebook)

    Para estruturar a privataria da Eletrobrás, o BNDES contratou o escritório Tauil e Chequer [1], subsidiária do escritório estadunidense Mayer Brown [2], que, por sua vez, tem como alguns dos seus principais clientes [3] a Baxter, que produz as vacinas da Pfizer [4], e a Glaxo, que, desde 2018, fundiu as suas divisões de saúde ao consumidor com a Pfizer [5].

    Lembram quando a Pfizer exigiu de Brasil, Argentina e Venezuela os ativos no exterior e os recursos naturais dos países [6]? Então. Missão paga é missão cumprida. Dos três, só o Brasil comprou a vacina da Pfizer, com o apoio de uma frente amplíssima que ia do Paulo Guedes ao MST, valendo até iniciar uma CPI para forçar o governo a comprar e, portanto, destravar as privatizações.

    O Brasil não apenas entrega seus recursos estratégicos, indispensáveis à vida das pessoas (a paulada na conta de luz está sendo fatal para muitos), como ainda vira laboratório de testes para a máfia farmacêutica. Entre outras coisas, ela usará os brasileiros – de forma compulsória, se aprovado o passaporte vacinal – para saber o que realmente a sua vacina causa ao longo do tempo, se a vacina “funciona” quando armazenada em temperaturas acima de -70º e o que acontece se misturar com doses de outras vacinas. Claro que outras corporações aproveitam para fazer o mesmo, como a Johnson & Johnson, cujas vacinas foram autorizadas pela Anvisa a terem seu prazo de validade estendido.

    Se querem uma trilha sonora para tudo isso, penso que “Índios”, da Legião Urbana, é a mais adequada. Os “índios” a que a música se referia não são os de 1500 não, somos nós hoje em dia.

    https://www.facebook.com/felipe.quintas.1/posts/1623361167861131

  5. Kkk… pesquisas.

    Esse jornalista do Estadão acredita mesmo que o povo vai acreditar nessa análise em segunda mão e não no que ele vê, na internet, em primeira mão?

    Vão perder as eleições de novo em 2022 e não saberão porque, nem podem, são inteligentes demais pra isso.

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