Presidente e os governadores precisam se entender para o combate ao coronavirus

Presidente apareceu mascarado durante coletiva do imprensa com Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, no Palácio do Planalto, na última sexta-feira Foto: Pablo Jacob

O governo federal e os estaduais ainda estão batendo cabeça

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro editou neste sábado uma medida provisória estabelecendo os limites que considera adequados para o fluxo de transporte de passageiros e de cargas no sentido de enfrentar a pandemia que se tornou uma ameaça mundial. Como a reportagem de O Globo de ontem assinalou, havia divergências entre o palácio do Planalto e os governadores do Rio de Janeiro e São Paulo, Wilson Witzel e João Dória.

Na minha opinião não seve discutir, como aconteceu em 1922, se o mosquito era federal, estadual ou municipal. A lição que Oswaldo Cruz deixou na história deve servir de exemplo quase cem anos depois.

PONTOS CRÍTICOS – O Globo mobilizou equipe de repórteres para focalizar e apontar os pontos críticos das divergências. Tenho a impressão que o problema deve ser solucionado à base de aproximações sucessivas, clássico recurso para que se estabeleça no final um denominador comum.

O desafio de enfrentar a pandemia deve unir a todos, sobretudo porque o vírus circula na atmosfera e por aí constitui uma ameaça a toda a população. O vírus, como pesquisadores já destacaram, terá uma escala de subida nas duas próximas semanas. s poderes públicos não podem vacilar nem confrontar-se à base de que alguns estão certos e outros errados.

REGRAS E EXCEÇÕES – Junto com a medida provisória dos transportes, o presidente da República assinou decreto especificando um elenco de determinações complementares. Mas o que eu penso é que regras só rígidas não resolvem, isso porque em primeiro lugar toda regra tem exceção e em segundo lugar existem especificidades que nem sempre estão incluídas nos regulamentos. Portanto, há que se distinguir pequenos pontos de divergência para em seguida equacioná-los devidamente. Outro caminho não faz sentido.

O fundamental agora é nos prepararmos para continuar o combate a pandemia. Acima de impulsos do presidente ou dos governadores encontra-se a vida humana.

8 thoughts on “Presidente e os governadores precisam se entender para o combate ao coronavirus

  1. Embaixada da China mentiu.

    “Coisa rara, Eduardo Bolsonaro está certo. Comparou esta semana a crise do coronavírus na China com o desastre de Chernobyl. Tanto a ditadura soviética de 1986 quanto a chinesa de 2020 tentaram esconder o problema, o que potencializou o estrago. A comparação é boa. O coronavírus é o Chernobyl do comunismo chinês…”

    https://www.facebook.com/100000088495720/posts/3179067622106156/?sfnsn=wiwspwa&d=w&vh=i&extid=o3qfHIPgvQZl5FMu&d=w&vh=i

  2. Até um certo ponto o presidente Jair Bolsonaro tem razão: Tomar todas as medidas necessárias para combater o coronavírus, de modo que não se paralise as atividades essenciais do país, o que pode gerar pânico e piorar a situação.
    Vírus não tem pátria, assim como o primeiro caso do coronavírus surgiu na China, surgiu o primeiro caso da gripe espanhola nos EUA que matou em torno de 100 milhões de pessoas, numa época em que a população do mundo era bem menor.
    Alguns bolsonaretes ficam repetindo o Trump acusando a China e o comunismo, serve apenas de propaganda contra China, que é do interesse dos EUA
    São pessoas que não tem a mínima ideia do que é comunismo, classificam ditaduras de esquerda como comunista.
    Faz-me lembrar da anedota do jovem português, que veio para o Brasil tentar a vida. Sem dinheiro foi para a Cinelândia assistir o carnaval, um gay ofereceu ao jovem português um bom dinheiro. E, foram os dois para um prédio antigo na Rua Taylor na Lapa. A polícia descobriu que no prédio estavam rodando prospectos a favor do comunismo e invadiu o prédio, prendeu todos, inclusive o português. O delegado olhou a cara de bobalhão do português e perguntou-lhe, você é mesmo comunista e o jovem trêmulo respondeu: “não doutoiri, cumunismo é a primeira vez, eu sou mesmo é bucetista”.

  3. Ninguém está batendo cabeça, o governo federal em nenhum momento tomou medidas invadindo as atribuições dos governos estaduais. Infelizmente, alguns governadores faziram do vírus chinês uma arma política e invadiram competências do Presidente.

    • Objetivamente falando, no passado se nomearam muitas doenças pelos seus locais de origem ou onde surgiam maiores notícias sobre ela. A rubéola era conhecida como “sarampo alemão”. A doença de Lyme tem esse nome porque seus primeiros casos foram registrados em Lyme, no estado norte-americano de Connecicut. A gripe espanhola foi chamada assim porque a imprensa da Espanha, neutra na I Guerra Mundial, não censurava as informações sobre a doença, como faziam os países beligerantes. A Zika tem esse nome em referência à sua região de origem, em Uganda. O Ebola tem o nome de um rio na República Democrática do Congo. Nos anos 60, houve uma “gripe Hong Kong”.

      Dito isso, é visível que em muitos casos, as referências à China no caso do Coronavírus são feitas com intenções nitidamente pejorativas, e isso é condenável.

  4. O BOLSONARO DEVERIA PELO MENOS REUNIR TODOS OS GOVERNADORES PARA TEREM UMA LINHA DE CONDUTA NACIONAL COMO FEZ O MANDETTA NA SAÚDE.MAIS COMO É INCOMPETENTE E IRRESPOSAVEL NÃO QUIZ EXPOR A SUA INCULTURA,ALIAS MARCOU ONTEM UMA LIFE COM OS GOVERNADORES E NAO COMPARECEU.

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