Prévias do Partido Democrata reduzem escolha para Sanders e Biden, que está reagindo

Resultado de imagem para previas democratas eua

Sanders e Biden no debate promovido pela TV CBS News

Pedro do Coutto

Escrevo este artigo antes mesmo de saber os resultados preliminares das prévias para a escolha do candidato do Partido Democrata para enfrentar Donald Trump nas urnas de novembro. A chamada terça-feira gorda abrangeu 14 estados, inclusive a Califórnia maior colégio eleitoral do país. Uma vitória na Califórnia pode significar a antevisão daquele que disputará a Casa Branca. Até o momento pesquisas apontavam vantagem para Bernie Sanders na Califórnia, e se isso se consumar ele deverá ser o nome que representará no pleito a oposição a Donald Trump. Mas Joe Biden está reagindo.

Outra prévia importante é a do Texas que figura entre os dez maiores colégios eleitorais do país. Entretanto, a posição do eleitorado texano é basicamente conservadora.

MAIS DESISTÊNCIAS – Resultado importante também será o de Massachusetts, além de Ilinois, estado do ex-presidente Barak Obama. Os pré-candidatos que conseguirem poucos votos, não atingindo os dois nomes que lideram, terão de seguir o exemplo de alguns postulantes que já se retiraram da disputa preliminar.

A verdade é que em matéria de prévias, democratas ou republicanas, políticos inscrevem-se para disputar conseguindo com isso ter seus nomes destacados nos meios de comunicação. Desta vez o fenômeno se repetiu, tanto assim que alguns antes mesmo dessa terça-feira já tinham retirado seus nomes do quadro de opções.

É natural esse lance, afinal a política precisa da exposição daqueles que foram eleitos no pleito passado para o Congresso.

UNIFICAÇÃO – Alguns comentaristas assinalaram que as prévias estão representando o fracionamento do partido. Mas a Convenção Nacional para homologação do candidato à Presidência só está marcada para julho, aí sim é que deverá haver a unificação das correntes, com base no que podemos chamar de denominador comum entre as figuras de maior relevo do partido que no passado elegeu Roosevelt, John Kennedy e tantos outros presidentes.

Mas esta é outra questão. O fato essencial é que as facções partidárias se unam e se reúnam em torno de uma só opção na luta pelo poder político. Por esse motivo é que não se pode considerar a eleição decidida em favor de Trump: porque eleição somente se ganha com voto na urna. Ninguém vence na véspera. Há também o fator emoção. E este fator é essencial nas campanhas eleitorais.

9 thoughts on “Prévias do Partido Democrata reduzem escolha para Sanders e Biden, que está reagindo

  1. O método não muda.
    É meter a ripa na cacunda dos Republicanos e incensar os Democratas.
    Como dizia meu alter ego, o Pai Marreta® de Ogum, isso está tão bom que chega a dar nojo.
    Hehehe

  2. Junte todos os Democratas e ainda chame o Reforço do Obama, Al Gore(*), Papa, “Os Clintons”, etc.
    Vão levar uma surra inesquecível! Tamancada na cachola garantida

    (*) Al Gore, de tão preocupado com o aquecimento globlal e consequentemente, com a elevação no nível dos oceanos, comprou uma mansão bem na beira da Praia, praticamente entrando mar adentro,
    Com o dinheirinho dos filminhos para lacradores. Só rindo. A Greta Thumbergh fez uma ponta como Doroty, a peixinha esquecidiha e abobalhadinha.
    Ela ia fazer uma ponta como uma pequena sereia. Não fez e sabe o Por que? Ela disse que que foi pesquisar com o Macron se realmente as sereias existem. (A esposa dele foi professora).
    Não conseguiu obter resposta ainda.

  3. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO, depois da SuperTuesday das Primárias do Partido Democrático em que dispararam os Candidatos JOSEPH BIDEN (77) e BERNARD SANDERS (78), e que causou já várias desistências com quase todos os desistentes apoiando JOSEPH BIDEN, prevê que o Eleitorado Democrata tende para BIDEN ( Conservador Democrata) como o mais capaz de derrotar o Presid. DONALD TRUMP (73) do Partido Republicano, este até agora sem Desafiante no Partido Republicano.

    Então teremos nos EUA duas opções Políticas claras; O Republicano D. TRUMP defensor do Capitalismo de Mercados quase puro, que garante enriquecer TODOS os que Estudam/Trabalham esforçadamente e que poupam/investem continuadamente, tendo assim condições de suprir com folga suas necessidades de Vida, especialmente Saúde/Educação, e o Democrata J. BIDEN defensor de um Capitalismo de Mercados mais tipo Social-Democrata onde o Estado supre as necessidades básicas de Saúde/Educação.

    O Modelo TRUMP opera com Estado Social menor e Impostos menores.
    O Modelo BIDEN opera com Estado Social bem maior e Impostos Progressivos. Isso seria bem mais acentuado com o Social-Democrata que já se intitulou Socialista B. SANDERS se esse for o Candidato Democrata.

    Vamos ver para que lado se inclina o experiente Eleitorado Americano daqui a +- 8 meses.

  4. As primárias democratas são um falso espetáculo, uma enganação, que seguem um roteiro estabelecido pelo menos desde os anos 80. A cada quatro anos, apresenta-se um candidato “radical” para despertar curiosidade e mobilizar as massas, que depois é cuidadosamente descartado pela cúpula do partido como “extremista” e “inelegível”, e se impõe algum candidato “moderado”, “respeitável”, “correto” e “elegível”. O papel de “radical” foi cumprido por muito tempo por Jesse Jackson, depois por Howard Dean, Dennis Kucinich, e ultimamente por Bernie Sanders. Todos foram postos de lado depois de algum tempo para que o partido impusesse seus “moderados” preferidos, como Walter Mondale, Mike Dukakis, John Kerry, Bill e Hillary Clinton, e agora Joe Biden. A única vez que o esquema deu errado foi em 2008, quando Obama, que deveria fazer o papel de radical inelegível, levou a candidatura e a Casa Branca. Note-se também que o esquema não costuma funcionar para as eleições gerais, os “moderados” impostos de cima, Mondale, Dukakis, Kerry e Hillary perderam para republicanos. Dito isso, meu palpite é que Trump se reelege. Joe Biden parece demais um produto de uma estratégia que deu errado muitas vezes para se esperar outro resultado. Ele nem mesmo consegue despertar o arremedo de empolgação que havia em torno da candidatura de John F. Kerry, em 2004, que iludiu alguns por ter as mesmas iniciais de outro democrata célebre, “JFK”.

  5. Acompanhar as eleições presidenciais americanas é perda de tempo, para quem vive no resto do mundo. Isso só interessa aos americanos, e olhe lá. Para nós outros, todos os candidatos são péssimos. Sanders ainda sinalizaria alguma mudança de valores no governo americano, mas já está claro que ele não será o candidato democrata. Entre Trump e Biden não há diferença, para nós brasileiros ou pessoas de qualquer outra parte do mundo. Alguns americanos podem votar em Biden só por estarem tão indignados com falas ofensivas de Trump, a tal ponto de não pensarem que isso não implicará nenhuma mudança real, nem para os americanos, muito menos para o mundo. Os democratas “moderados” continuarão a mesma política americana imperialista de sempre, apenas de forma mais “séria” e “respeitável”, continuarão a política começada na época de Obama de ensanguentar a Síria até imporem lá um ditador de sua escolha que “pacificará” o país, como pretendiam com o General Salim Idris, e continuarão as políticas de antagonizar a China, e encurralar a Rússia a todo custo, para sujeitá-la a seus interesses, e fazê-la aceitar algum vassalo dócil do tipo Alexei Navalny como governante “progressista”. Mas com os democratas no poder, os críticos dos americanos poderão ser descartados como “fascistas” e fantoches de Putin.

      • Na verdade, nós somos obrigados a marcar presença na seção eleitoral, não a votar. Quem quiser, pode anular o voto ou votar nulo. E a abstenção não é necessariamente uma opção tranqüila. Nos EUA, os não votantes e os que votam em candidatos alternativos são obrigados a aguentar muita amolação da parte dos militantes de candidatos derrotados. Em 2000, os eleitores de Ralph Nader foram tratados como os vilões que tiraram a presidencia de Al Gore. Em 2016, fizeram isso com quem votou em Jill Stein, e com os sandersistas que deixaram de comparecer para votar em Hillary.

  6. Um bom artigo do jornalista americano Chris Hedges, sobre como as coisas funcionam na política americana. Peço desculpas se a transcrição é longa, mas acho que vale a pena, e o artigo é ainda maior. A tradução é do google:

    “As elites do Partido Democrata usarão qualquer mecanismo, por mais nefasto e antidemocrático, para impedir Sanders de obter a indicação. O New York Times entrevistou 93 dos mais de 700 superdelegados, nomeados pelo partido e autorizados a votar no segundo turno, se nenhum candidato receber os 1.991 delegados necessários para vencer no primeiro turno. A maioria dos entrevistados disse que tentaria impedir Sanders de ser indicado se ele não tivesse maioria de delegados na primeira contagem, mesmo que fosse necessário esboçar alguém que não concorreu nas primárias – o senador Sherrod Brownde Ohio foi mencionado – e mesmo que isso levasse os partidários de Sanders a abandonarem o partido com nojo. Se Sanders não conseguir 1.991 delegados antes da convenção, o que parece provável, parece quase certo que ele será impedido pelo partido de se tornar o candidato democrata. Os danos causados ​​ao Partido Democrata, se isso acontecer, serão catastróficos. Também garantirá que Trump ganhe um segundo mandato.

    Como escrevi na minha coluna de 17 de fevereiro , “As novas regras dos jogos”, “O socialismo democrático de Sanders é essencialmente o de um democrata do New Deal. Suas visões políticas seriam parte da corrente principal na França ou na Alemanha, onde o socialismo democrático é uma parte aceita do cenário político e é rotineiramente desafiado como demasiado acomodacionista por comunistas e socialistas radicais. Sanders pede o fim de nossas guerras no exterior, uma redução do orçamento militar para o ‘Medicare for All’, abolindo a pena de morte, eliminando sentenças mínimas obrigatórias e prisões privadas, um retorno da Glass-Steagall, aumentando os impostos para os ricos, aumentando o salário mínimo para US $ 15 por hora, cancelando a dívida dos estudantes, eliminando o Colégio Eleitoral, proibindo o fracking e rompendo o agronegócio. Isso não se qualifica como uma agenda revolucionária. ”

    “Ao contrário de muitos socialistas mais radicais, Sanders não propõe nacionalizar os bancos e as indústrias de armas e combustíveis fósseis”, continuei. “Ele não pede o julgamento criminal das elites financeiras que destruíram a economia global ou dos políticos e generais que mentiram para iniciar guerras preventivas, definidas sob o direito internacional como guerras criminais de agressão, que devastaram grande parte do Oriente Médio. em centenas de milhares de mortos e milhões de refugiados e pessoas deslocadas, e custam à nação entre US $ 5 trilhões e US $ 7 trilhões. Ele não pede a propriedade dos trabalhadores de fábricas e negócios. Ele não promete interromper a vigilância do governo por atacado do público. Ele não pretende punir empresas que mudaram a fabricação para o exterior. Mais importante, ele acredita, como eu, que o sistema político, incluindo o Partido Democrata, pode ser reformado por dentro. Ele não apoia a desobediência civil em massa sustentada para derrubar o sistema, a única esperança que temos de interromper a emergência climática que ameaça destruir a raça humana. No espectro político, ele é, na melhor das hipóteses, um moderado esclarecido. ” a única esperança que temos de interromper a emergência climática que ameaça condenar a raça humana. No espectro político, ele é, na melhor das hipóteses, um moderado esclarecido. ” a única esperança que temos de interromper a emergência climática que ameaça condenar a raça humana. No espectro político, ele é, na melhor das hipóteses, um moderado esclarecido. ”

    Os líderes do Partido Democrata têm plena consciência de que em uma democracia em funcionamento, aquela em que os ricos não compram eleições e enviam lobistas para Washington e capitais para escrever leis e legislação, uma em que o perigo do domínio oligárquico é compreendido e faz parte do debate nacional , eles estariam sem emprego.

    Os democratas, como os republicanos, atendem aos interesses das indústrias farmacêutica e de seguros. Os democratas, como os republicanos, servem aos interesses dos contratados de defesa. Os democratas, como os republicanos, servem aos interesses da indústria de combustíveis fósseis. Os democratas, juntamente com os republicanos, autorizaram US $ 738 bilhões para nossos inchados militares no ano fiscal de 2020. Os democratas, como os republicanos, não se opõem às intermináveis ​​guerras no Oriente Médio. Os democratas, como os republicanos, tiraram de nós nossas liberdades civis, incluindo o direito à privacidade, liberdade da vigilância do governo por atacado e o devido processo legal. Os democratas, como os republicanos, legalizei fundos ilimitados dos ricos e das corporações para transformar nosso processo eleitoral em um sistema de suborno legalizado. Os democratas, como os republicanos, militarizaram nossa polícia e construíram um sistema de encarceramento em massa que possui 25% dos prisioneiros do mundo, embora os Estados Unidos tenham apenas 5% da população mundial. Os democratas, como os republicanos, são a face política da oligarquia.

    Os líderes do Partido Democrata – os Clintons, Nancy Pelosi, Chuck Schumer, Tom Perez – preferem implodir o partido e o Estado democrático do que renunciar a suas posições de privilégio. O Partido Democrata não é um baluarte contra o despotismo. É o garante do despotismo. É um parceiro completo no projeto da turma. Suas mentiras, engano, traição de homens e mulheres trabalhadores e o fortalecimento da pilhagem corporativa tornaram possível um demagogo como Trump. Qualquer ameaça ao projeto de classe, mesmo a morna que seria oferecida por Sanders como candidato do partido, verá as elites democratas se unirem aos republicanos para manter Trump no poder.

    O que faremos se os oligarcas do Partido Democrata mais uma vez roubarem a indicação de Sanders? Finalmente abandonaremos um sistema que sempre foi lançado contra nós? Vamos ligar o estado oligárquico para construir instituições populares paralelas para nos protegermos e colocarmos o poder contra o poder? Vamos organizar sindicatos, terceiros e movimentos militantes que falam na linguagem da guerra de classes? Vamos formar organizações de desenvolvimento comunitário que fornecem moedas locais, bancos públicos e cooperativas de alimentos? Realizaremos greves e desobediência civil sustentada para retirar o poder dos oligarcas para salvar a nós mesmos e a nosso planeta?

    Em 2016 eu não acreditavaque as elites democratas permitiriam Sanders ser o candidato e temiam, corretamente, que o usassem após a convenção para reunir seus seguidores nas cabines de votação de Hillary Clinton. Não acredito que esse animus contra Sanders tenha mudado em 2020. O roubo desta vez pode estar mais nu e, por esse motivo, mais revelador das forças envolvidas. Se tudo isso acontecer como eu espero e se os da esquerda continuarem depositando sua fé e energia no Partido Democrata, eles não são simplesmente ingênuos intencionalmente, mas cúmplices de sua própria escravização. Nenhum movimento político de sucesso será construído dentro do abraço do Partido Democrata, nem esse movimento será construído em um ciclo eleitoral. A luta para acabar com o domínio oligárquico será dura e amarga. Isso levará tempo. Isso exigirá auto-sacrifício, incluindo protestos prolongados e prisão. Ele estará enraizado na guerra de classes. Os oligarcas não param por nada para esmagá-lo. Uma revolta aberta e não violenta contra o estado oligárquico é a nossa única esperança. O domínio oligárquico deve ser destruído. Se falharmos, nossa democracia e, finalmente, nossa espécie serão extintas.”
    http://www.informationclearinghouse.info/53068.htm

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *