Primeira análise sobre a sucessão no Rio e no Estado do Rio. Importante por si mesma, ganhou nova dimensão, pela Copa 2014, a Olimpíada 2016, sem falar no Pré-sal. Para 4 cargos, são 11 homens e duas incógnitas

Tenho deixado de lado a ainda não resolvida sucessão presidencial, e dado notas esclarecedoras sobre sucessões estaduais. Estas, mais importantes do que parece, por causa do objetivo de Lula, de manter palanques em todos os estados, até dois ou mais.

Já mostrei situações estranhas e conflitantes no Rio Grande do Sul, Piauí, Amazonas, onde interesses do Planalto-Alvorada têm prioridade, deixam de lado programas e projetos estaduais.

Em quase todos os estados isso acontece, por dois fatores principais. 1 – A importância de Lula acima de qualquer ligação com ele. 2 – O desgaste, o desperdício e até desespero das cúpulas partidárias, que são ultrapassadas por personagens, que se garantem pela própria repercussão.

Hoje examino em profundidade a situação do Rio e do Estado do Rio, pelo fato de ser referência nacional, o segundo ou terceiro estado em tudo. E agora, com uma visibilidade bem maior pelo que todos reconhecem e coloquei no título.

Um só exemplo do tumulto e da confusão para juntar a sucessão presidencial com as sucessões estaduais. Aqui, o PSDB, o PT e o DEM, partido de repercussão e presença nacional, não têm a menor importância.

Já “fizeram” governador e prefeito, hoje não têm candidatos nem para proposta de acordo.

Começo pelo preenchimento do cargo de governador, domínio total de quem é do PMDB, ou até de quem foi e saiu do partido.

“Cabral 1500” que pensa (?) na Copa e na Olimpíada

Completamente desgastado, considera que será reeeleito com a proteção de Lula. Tem como adversários: Garotinho, Zito de Caxias, Gabeira, Lindberg Farias, e de duas incógnitas que podem atrapalhar o processo eleitoral e fazer naufragar a ambição do governador.

Senador ou governador?

Alguns (ou todos) ainda não se definiram. Gabeira, com uma vaga quase certa para senador, foi convencido que governador é melhor. Garotinho, que conversa para todos os lados, até com Lula e Dona Dilma, também pode escolher um dos cargos.

Paes sobre Lula: “É um chefe de quadrilha”

Quando era secretário geral do PSDB, disse de Lula, exatamente o que está no título destas notas. E hoje esqueceu de tudo, sem qualquer constrangimento não larga aquele que chamava de “chefe de quadrilha”. Ele e Cabral criticam o ex-Garotinho por conversar com o Planalto-Alvorada.

Garotinho, 15 milhões de votos

Governador com reeeleição garantida, largou tudo, foi candidato a presidente, teve 15 milhões de votos. E se estarreçam à vontade: disputando pelo PSB, Partido Socialista, que jamais ganhou eleição majoritária.

Não tenho a menor simpatia por Garotinho, mas por que considerar que Cabral e Paes são melhores do que ele?

Todos sonham com Lula no palanque em 2010

O presidente, que ainda não definiu seus verdadeiros objetivos pessoais, também não se definirá coletivamente. Cabral considera que sem Lula, seu futuro passa muito mais pela Alerj do que pela permanência no Guanabara.

Zito, uma força, o PT, quase sem força, o PSDB nem esforçado

Controlando Caxias (e adjacências), quis ser governador, foi vetado por Marcelo e outros elitistas, que reclamavam: “Ele é muito provinciano para ser governador”. E insultavam Caxias, dizendo: “Para prefeito de lá, é o que merece”.

Garotinho, Gabeira, Dona Frossard, Picciani, Crivela

São alguns dos nomes que assustam Cabral 1500 (o descobridor) e lembram ao governador que 4 anos no cargo já é para agradecer a Deus. E como ganhar desses que citei?

Picciani e o trabalho escravo

Garante que será candidato a governador. Tudo fogo de artifício, vai se reeleger para a Alerj. Acusado de enriquecimento ilícito, (o mesmo que Cabral) leva sobre o “amigo” uma vantagem: processado (e não apenas acusado) de exploração de trabalho escravo. Acompanha atentamente o processo do veto aos “candidatos com ficha suja”.

Dona Frossard e Crivela

A doutora juíza não quis ser candidata a prefeita, “quero me preservar para o senado em 2010”. Continua com esse projeto. Crivela, que em 2002 surpreendeu se elegendo senador, está em situação dificílima. Tendo perdido duas vezes para prefeito, (2004 e 2008) nenhuma chance. E para continuar como senador, nem com apoio em massa da Avenida Suburbana, 4242.

***

PS – São 4 cargos majoritários importantes. Sem contar com o efeito convergente ou abrangente para a eleição de deputados federais e estaduais. 1 – Governador. 2 – Vice, já tem acontecido da chapa anteriormente vitoriosa, (no caso Cabral-Pesão) ser modificada. 3 – Duas vagas no senado, mandato de 8 anos. Sem contar a “eleição” de um suplente-financiador, o Rio está cheio deles.

PS2 – O PT não tem um nome sequer, já teve elenco de primeira. O PSDB não tem mais ninguém, o mais representativo é Otavio Leite, deputado federal. Mas a cúpula não permite que dispute cargo majoritário.

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